18.8.09

"Um Conselho contra a Psicologia" - Claudemiro Soares


Agora o Presidente Lula sabe que pessoas que vivenciavam a homossexualidade podem mudar. Ele recebeu um livro do autor Claudemiro Soares:
HOMOSSEXUALIDADE MASCULINA: Escolha ou Destino?

Veja um capítulo do mesmo.
Está resolvido?
Não se curam os homossexuais, a despeito de serem absolutamente
curáveis. Jacques Lacan, psic analista francês.

De acordo com o psicólogo Fabrício Viana, a atração pelo
mesmo sexo não faz parte do currículo dos cursos de
Psicologia no Brasil. Em seu livro O Armário, o Dr. Fabrício
Viana afirma que, durante todos os anos de faculdade, seus
professores jamais mencionaram sequer a existência da homossexualidade
e dos homossexuais.1


Outros profissionais da Psicologia atestam a afirmação
do Dr. Fabrício Viana. O professor Fernando Silva Teixeira
Filho, Ph.D em Psicologia Clínica pela UNESP, por exemplo,
reconhece que “a homossexualidade, ainda hoje, é abordada
com pudor, medo, silêncio”. 2 Nesse mesmo sentido, a sexóloga
e terapeuta Rinna Riesenfeld, em seu livro Papai, Mamãe, Sou
Gay!, afirma que médicos, psicólogos e psiquiatras conhecem
muito pouco sobre a homossexualidade.3


Ao que parece, muitos especialistas assumem que os profissionais
da saúde mental desconhecem a atração pelo mesmo
sexo e as vicissitudes do comportamento homossexual. Apesar
disso, muitos psicólogos, psiquiatras, psicanalistas e sexólogos
aparecem regularmente na mídia afirmando que algumas pessoas
nascem homossexuais e que não existe nenhuma droga,
cirurgia ou psicoterapia que possa auxiliar aqueles que pretendem
se livrar da homossexualidade.

De acordo com o que você leu até agora, a homossexualidade
– tal como a conhecemos nos dias de hoje – nunca existiu
em nenhum momento da história da humanidade nem em qualquer
região geográfica deste planeta. Além disso, as evidências
científicas não permitem afirmar com a mínima racionalidade
que a atração pelo mesmo sexo decorre de fatores genéticos,
hereditários ou hormonais. Entretanto, existem estudos científicos
que atestam a importância do ambiente na formação da
identidade de gênero e da personalidade. Esses estudos comprovam,
ainda, que é possível mudar a orientação sexual e que essa
mudança não traz nenhum efeito colateral para quem a realiza
com sucesso. Apesar de tudo isso, lamentavelmente, o Conselho
Federal de Psicologia (CFP) atrapalha a vida de quem deseja
simplesmente se livrar da atração pelo mesmo sexo e viver de
acordo com seu próprio sexo biológico.


O CFP, por meio da Resolução nº 01/99, estabelece que:
Art. 1° – Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da
profissão, notadamente aqueles que disciplinam a nãodiscriminação
e a promoção e bem-estar das pessoas e da
humanidade.
Art. 2° – Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento,
para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento
de discriminações e estigmatizações contra aqueles
que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas.
Art. 3° – Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça
a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas,
nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar
homossexuais para tratamentos não solicitados.
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e
serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão
de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação
de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais exis229
tentes em relação aos homossexuais como portadores de
qualquer desordem psíquica.
Ao que parece, o CFP decretou que os profissionais da
Psicologia não podem estudar o fenômeno da mudança de
orientação sexual, nem podem teorizar sobre esses fenômenos.
Essa decisão corresponde ao que muitos chamariam de
“estabelecer a verdade por decreto”.
Um Conselho contra a Psicologia

Você viu neste livro que Freud, Adler Ellis, Jung, Lacan e
muitos outros nomes importantes para a Psicologia consideravam
o homossexualismo uma condição patológica e que merecia
ser tratada por meio de psicoterapia, sempre que o próprio
paciente solicitasse esse tratamento. Além disso, agora você sabe
que a homossexualidade é tratada por meio da psicoterapia desde
o final do século 19. Nesse sentindo, está claro que muitos
psicólogos, sexólogos, sociólogos e antropólogos reconhecem
que é possível mudar a orientação sexual com o auxílio de um
terapeuta competente. Diante disso, como pode o Conselho Federal
de Psicologia adotar um posicionamento contrário ao tratamento
da homossexualidade?


Em 1973, independentemente de qualquer estudo científico
e mediante forte pressão política de grupos que defendem
os interesses dos homossexuais, a Associação Americana
de Psiquiatria (APA) retirou o homossexualismo da sua lista
de doenças mentais. Essa decisão não recebeu o apoio de todos
os psiquiatras estadunidenses. Na verdade, quase 40% dos psiquiatras
reprovaram a idéia de serem sacrificados princípios
científicos em favor dos direitos civis.


Embora um consenso entre cientistas requeira muitos anos
de estudos e experimentos, as pesquisas sobre a origem biológica e
o caráter imutável da homossexualidade começaram muitos anos
depois de a APA decidir essa questão. Desse modo, parece inegável
que a APA tenha decidido “normalizar” a homossexualidade por
motivos que nada têm a ver com a Ciência. Na verdade, a decisão
da APA foi repudiada por quase metade dos psiquiatras.4

Para Joseph Nicolosi, Ph.D em Psicologia, a decisão de
“normalizar” a homossexualidade realmente não decorre do
fato de que algum especialistas tenha descoberto que a atração
pelo mesmo sexo é uma variação normal da sexualidade
humana. Ele acredita que muitos psiquiatras e psicólogos ignoram
as causas da homossexualidade e desconhecem as abordagens
terapêuticas para tratamento desse problema. Assim,
para o Dr. Nicolosi, existem terapeutas que não corroboram
a “normalidade” do comportamento homossexual, mas, por
desconhecerem qualquer tratamento eficaz para a homossexualidade,
preferem dizer que, nesse caso, não há nada a ser
tratado. Parece que esses terapeutas acreditam no ditado que
diz: “o que não tem remédio, já está remediado”.

Assim como o Dr. Nicolosi, o Dr. Gerard van Aardweg
é Ph.D em Psicologia. Ele entende que a afirmação de que a
homossexualidade não pode ser tratada com sucesso é uma
atitude fatalista e desencorajadora que decorre da falta de investigação
séria sobre essa matéria.

Ao que parece, o CFP apenas “copiou” o que a Associação
Americana de Psiquiatria APA “decretou” a respeito da homossexualidade
no início da década de 70.

Embora saibam muito pouco sobre a homossexualidade,
alguns especialistas dizem que o tratamento da atração pelo mesmo
sexo não funciona e provoca “distúrbios psicológicos” nos pacientes
que tentam mudar a sua orientação sexual. Esse fato, no
entanto, jamais foi comprovado. Na verdade, como destaca o Dr.
Warren Throckmorton, Ph.D em Psicologia, a única “prova” de
que o tratamento psicoterápico do comportamento homossexual
é prejudicial aos pacientes está no discurso daqueles que ignoram
os fatos sobre a mudança. Portanto, percebe-se que essa descrença
dos especialistas revela apenas sua ideologia dogmática.


As pessoas que me conhecem e os ex-homossexuais que eu
conheço comprovam que mudar a orientação sexual é saudável,
prazeroso e emocionante. Assim, de acordo com a minha experiência e segundo a opinião das pessoas que são ou conhecem exhomossexuais,
não há dúvida de que o pensamento do Dr. Throckmorton
está correto no que concerne à falta de evidências sobre os
prejuízos que a mudança causaria na psique daqueles que a experimentam.
Além disso, os estudos sobre a vida dos ex-gays demonstraram
que eles não são portadores de nenhuma patologia.


Dr. Robert Spitzer, professor do departamento de Psiquiatria
da Universidade Columbia, de Nova York, atuou de modo
determinante na retirada do homossexualismo da lista de distúrbios
mentais da Associação Americana de Psiquiatria em 1973.


Apesar disso, ele não tem dúvidas de que os homossexuais podem
mudar. Conforme noticiou a revista Veja, o Dr. Spitzer acredita
que “é possível que esteja errada a idéia de que a orientação sexual
pode ser combatida, mas não mudada”.5


O descompasso entre a resolução do CFP e o entendimento
dos especialistas pode ser facilmente observado em uma reportagem
recente da revista Época. A revista questionou se pode ser
considerado “bem de cabeça” um homem casado que paga para
fazer sexo com um homem que parece ser mulher.


Ainda de acordo com a revista Época, os especialistas não
têm uma resposta unânime para essa questão. Apesar disso, Época
destacou a opinião do psicanalista Oswaldo Rodrigues, do Instituto
Paulista de Sexualidade. Conforme declarou à revista, ele
entende que alguns homens que procuram sexo com outros homens
são portadores de uma patologia. O psicanalista afirmou
ainda que “muitos fazem isso num impulso de autodestruição”.6
Por que seria possível mudar o sexo, mas não a orientação
sexual?


Você pode estar se perguntando: “se não há embasamento
científico que prove a origem genética e a condição imutável da
atração pelo mesmo sexo nem qualquer estudo que demonstre
os malefícios causados por qualquer terapia que vise a ajustar
sexualmente um homossexual que deseja mudar, como pode o
Conselho Federal de Psicologia proibir que se tratem os homossexuais
que manifestam interesse nesse tratamento?”

Embora eu tenha pesquisado exaustivamente esse tema,
não encontrei nenhuma explicação lógica, científica, profissional
ou racional para que o CFP tenha expedido uma resolução que
proíbe até mesmo que os psicólogos se pronunciem publicamente
sobre a homossexualidade. Apesar disso, fiquei perplexo ao saber
que existem leis, programas governamentais e profissionais
da Psiquiatria e da Psicologia preparados para ajudar qualquer
homem a mudar de sexo, tornar-se uma “mulher”.

Recentemente, o Governo Federal determinou que o Sistema
Único de Saúde (SUS) realize a cirurgia de mudança de sexo,
à custa dos impostos arrecadados de todos os cidadãos. Assim,
todos contribuem para que uma pessoa mude de sexo, mas um
homem que deseja apenas “ser homem”, além de não receber nenhuma
atenção específica do SUS, está “legalmente” impedido de
receber qualquer ajuda profissional para realizar o sonho de ter
uma esposa e filhos. Apesar disso, durante a realização da Conferência
Nacional de Políticas Públicas de Juventude, realizada em
Brasília, entre os dias 27 e 30 de abril de 2008, o governo brasileiro
decidiu promover o reconhecimento e a valorização da LIVRE
orientação sexual e de identidade de gênero.

Para a psicóloga Rozângela Justino, a decisão do CFP atenta
contra os direitos à liberdade, igualdade, expressão de pensamento,
livre atividade científica e de comunicação, assegurados
no art. 5º da Constituição Federal de 1988.

O Dr. Paul Medeiros Krause, procurador do Banco Central
em Belo Horizonte (MG), bacharel em Direito pela Universidade
Federal de Minas Gerais, entende que o Estado brasileiro está
agindo de maneira totalitária no que se refere ao tratamento da
homossexualidade. Ele acredita que a naturalidade do homossexualismo
seja um dogma falacioso que está sendo imposto ao
povo brasileiro e denuncia que oposições filosóficas ou científicas
(psicológicas) a esse dogma estão proibidas.7

Alguns especialistas do Direito discordam da interpretação
da Drª. Rozângela Justino e entendem que os psicólogos
podem, sim, atender aos gays que solicitam ajuda para adquirir
comportamentos heterossexuais.

Uma interpretação sistêmica da Resolução nº 01/99 revela
que os profissionais da Psicologia só não podem garantir
cura, mas são livres para exercer sua profissão de acordo com a
solicitação do paciente, sem coerções.

Alguns juristas alertam que não se pode confundir o exercício
regular da profissão com posições pessoais dos psicólogos,
afinal, a ética da Psicologia é laica e, portanto, neutra de crenças
religiosas e ideologias politicamente corretas.

Ao que parece, a Resolução nº 01/99 está de acordo com a
Constituição Federal, porém, é problemática sua interpretação por
parte daqueles que, sem fazer uma análise sistêmica, pegam expressões
ou dispositivos isolados dessa Resolução e fazem interpretações
parciais para atender a conveniências e interesses pessoais.
Segundo noticiou a BBC Brasil, “O Conselho Federal
de Medicina proíbe que psicólogos prometam ‘curar’ a homossexualidade,
mas diz que quem estiver infeliz com sua
condição pode procurar ajuda”.8

Em suma, à luz do Direito e do bom senso, está claro que
um psicólogo não pode obrigar o paciente a mudar a orientação
sexual nem persuadi-lo a desistir dessa idéia, esquivando-se de
lhe prestar auxílio nos limites da ciência e da experiência clínica.
Antígonas do século 21

Dr. Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da
Bahia (GGB), em seu livro Crônicas de Um Gay Assumido, declarou
que a Ciência e as leis estão ao lado dos homossexuais.
De acordo com as evidências demonstradas neste livro, nenhum
cientista encontrou qualquer indício da origem genética ou do
caráter imutável da homossexualidade. Desse modo, parece ingênua
a afirmação de que a Ciência seja partidária do homossexualismo.

Embora não se possa afirmar racionalmente que a Ciência
corrobora as idéias sobre a origem biológica e a condição inalterável
da homossexualidade, o mesmo não se pode dizer da legislação
brasileira. A Resolução nº 01/99 do CFP, por exemplo,
parece mesmo estar ao lado dos homossexuais.

Felizmente, muitos terapeutas no Brasil estão de acordo com
o psicanalista Oswaldo Rodrigues e acreditam que há pessoas que
buscam na prática homossexual sua autodestruição. Assim, esses
terapeutas não se omitem frente ao desafio de evitar que alguns
indivíduos sejam destruídos pelo desejo sexual. Esses profissionais
não apenas tratam a homossexualidade mas também publicam livros
e descrevem minuciosamente os procedimentos terapêuticos
utilizados no tratamento da atração pelo mesmo sexo.
A psicóloga Solange Cigagna, por exemplo, auxilia seus pacientes
homossexuais a mudar a orientação sexual por meio da Terapia
de Vidas Passadas. Além de possuir formação acadêmica em
Psicologia, ela é Bacharel em Direito e não parece constrangida pela
Resolução do CFP que proíbe o tratamento da homossexualidade.

A Drª. Renate Jost também parece não enxergar nenhuma
limitação no que o CFP recomenda aos profissionais da Psicologia
quanto à patologização da homossexualidade. Ela afirma que
em muitos casos a homossexualidade provoca sofrimento psicológico
ao indivíduo e por isso defende que essas pessoas têm direito
à ajuda de um terapeuta profissional.

Além dos psicólogos que não se deixam intimidar pela decisão
do Conselho Federal de Psicologia quanto ao tratamento da
homossexualidade, existem muitos terapeutas cuja atuação profissional
não pode ser impedida pelo CFP.

O Dr. Magnus Amaral, por exemplo, é psiquiatra formado
pela Universidade de São Paulo (USP) e oferece livremente na Internet
um tratamento inédito e revolucionário para cura do que
ele chama de neurose homossexual. Além desse médico paulista, a
terapeuta holística Valéria Bastos, o hipnoterapeuta Luiz C. Crozera,
o terapeuta oriental Rildo Moraes e muitos outros profissionais espalhados pelo Brasil utilizam abordagens terapêuticas
alternativas no tratamento da homossexualidade.

Ao que parece, existe um grupo de terapeutas “rebeldes” que
entende que a saúde de uma pessoa não está vinculada apenas à
satisfação de desejos e fantasias sexuais. Esse grupo acredita que a
saúde humana envolva o bem-estar físico, psíquico, emocional e social
e, como Antígona*, não se omitem frente à tirania de ninguém.
Na verdade, esses terapeutas parecem discordar da ideologia do politicamente
correto e não pretendem assistir passivamente às pessoas
sucumbirem aos desejos e comportamentos autodestrutivos.

Até os psicólogos mudam!

Diante da ausência brutal de evidências sobre a origem
genética e o caráter imutável da homossexualidade e sem poder
negar séculos de experiência clínica de muitos psicólogos, a Associação
Americana de Psicologia reconheceu em pronunciamento
recente que cabe ao cliente a escolha do tratamento mais adequado
a seus objetivos. Assim, nos Estados Unidos, qualquer pessoa
pode solicitar e receber livremente auxílio psicológico para se
livrar da atração pelo mesmo sexo e desenvolver a heterossexualidade,
se assim o desejar. De acordo com esse entendimento, os
profissionais da Psicologia devem respeitar o direito de escolha
do paciente e não podem convencê-lo a aceitar a homossexualidade
como uma variação normal da sexualidade humana.


Notas
1 – O Armário, pg. 122.
2 – “Homossexualidades, gênero e direitos humanos: questões que dizem respeito
a todos (as) nós”. Disponível em: www.assis.unesp.br/perfilvertentes/include/
getdoc.php?id=31&article=10&mode=pdf, 19/06/08.
3 – Papai, Mamãe, Sou Gay! pg. 35.
4 – Revista Mente & Cérebro, nº 165, pg. 42 e 43.
5 – http://veja.abril.com.br/160501/p_122.html, em 17/07/08.
6 – http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT4421-15228-4421-393
4,00.html, em 19/06/08.
7 – Disponível em http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=9306, em
13/06/2008.
8 – Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/10/
031007_gayrepercut1mt.shtml, em 19/06/08.
*Personagem de Sófocles (495ª.C – 406 a.C) que desafiou o decreto do rei Creonte
e, mesmo em face da morte, não traiu a própria consciência.

Pense por si mesmo!
Faça o que você quiser fazer
E vá aonde você precisa ir
Pense por si mesmo
Porque eu não estarei lá com você
Think For Yourself, Beatles.
Apesar de todas as evidências sobre a mudança de orientação
sexual, há quem afirme que esse fato “não existiu
nem jamais existirá”. Até mesmo autores de livros que
se tornaram fenômenos de venda repetem esse dogma. Eles afirmam
erroneamente que as abordagens terapêuticas para o tratamento
da homossexualidade falharam em todos os casos. Assim,
fica evidente o totalitarismo ideológico desses autores.
De acordo com as evidências apresentadas neste livro, é
razoável acreditar que esses autores estejam pouco informados
sobre os resultados das terapias para tratamento da atração pelo
mesmo sexo. Apesar disso, é preciso reconhecer que algumas pessoas
gostam de pensar que não se pode mudar, afinal, elas estão
acostumadas a pensar “eu sou assim... sempre fui assim e é assim
que eu continuarei sendo para sempre”.
Felizmente, nem todos os especialistas que estudam o comportamento
humano sucumbem ao discurso ideológico contrário
à possibilidade da mudança de orientação sexual. Há profissionais
renomados que não se filiam a nenhuma corrente do pensamento
psicológico e que mantêm a sua autonomia intelectual e política.
O psiquiatra Thomas A. Harris, por exemplo, defendia
a idéia de que algumas experiências só podem ser validadas a
partir dos seus efeitos na vida de uma pessoa. De igual modo,
o psicólogo Flávio Gikovate parece acreditar que as possibilidades
de mudança do comportamento humano não podem se ....

Compre o livro do Claudemiro Soares! Leia-o todo.

13.8.09

INFORMAÇÕES SOBRE O JULGAMENTO DE ROZANGELA E OUTRAS



Tudo o que ocorre não tem sido novidade para mim, nem o fato do Conselho Federal de Psicologia ter mantido a decisão do Regional e nem a repercussão nacional e mundial do tema. Neste momento, ainda em meio aos tiroteios dos movimentos contrários e veiculação do assunto através da mídia, ainda não temos toda a clareza do que está por vir. Mas sei que Deus está no controle e veremos em pouco tempo manifestação maior do Seu poder!

Pessoas não religiosas estão tendo a oportunidade de ver, ouvir e opinar acerca de todo o ocorrido e estão me enviando seus e-mails de apoio, incluindo autoridades. Estas me parabenizam e agradecem por estar elucidando algumas das suas percepções acerca do movimento da desconstrução social ‘queer’ na sociedade em que vivemos! É incrível como Deus fala aos corações, ainda que as pessoas não tenham se dado conta de que Ele mesmo está abrindo os seus olhos!

Em e-mails passados relatei que a minha maior preocupação não era com a minha condenação junto ao CFP, pois o registro profissional não me impedirá de continuar a missão que Deus colocou em meu coração. Preocupo-me com o que este fato poderá representar para as igrejas cristãs, movimento de apoio em geral, para o povo brasileiro, independente de suas convicções religiosas, pois é um Conselho Profissional alicerçando as leis da homofobia (inquisição) e isto atingirá diretamente o cidadão brasileiro.

Recebi a notícia de que há um requerimento para a realização de uma audiência pública para tratar do PLC 122/2006, ainda não marcada. Temos muita luta pela frente! Acompanhem as notícias sobre os Projetos de Leis de interesse à vida humana e familia no site do Dr. Paulo Fernando: www.paulofernando.com.br

Na semana anterior ao meu julgamento, estava muito inquieta. Conversando com Deus pedi a Ele para falar comigo enquanto organizava os meus livros. De repente peguei um livro e o título chamou-me a atenção: A ÚLTIMA COLHEITA. O autor é o pastor da Igreja Atos de Vida, onde realizamos uma reunião da ABRACEH-DF no dia 1º de agosto, um dia após o julgamento. O título deste livro aquietou o meu coração. Penso que este é um tempo de oração, consagração de vidas a Deus, adoração ao Senhor criador dos céus, da terra e tudo o que há! Daquele que nos criou para refletirmos a Sua Imagem e Semelhança! O que esperamos é o consequente avivamento da igreja do Senhor! Esteja atento!

O JULGAMENTO:

Muitas pessoas querem saber detalhes do meu julgamento junto ao CFP.

Deus enviou 4 advogados para me acompanharem neste momento. Dois deles entraram comigo na sala do julgamento. Além destes, mais dois assessores do Deputado Paes de Lira-SP me apoiaram todo o tempo, além da assessora do Dep Henrique Afonso-AC que também esteve presente conosco na sala de espera do Conselho de Psicologia. Vejam a nota de repúdio do Deputado Paes de Lira-SP, após o meu julgamento:
http://deputadopaesdelira.blogspot.com/2009/08/paes-de-lira-escreve-nota-de-repudio.html
O Pr Rodrigo - Bola de Neve DF, sempre presente, trouxe alimento espiritual e se preocupou em nos comprar algum alimento físico devido às horas que passamos na sala de espera. Neste dia, vários psicólogos estavam sendo julgados e alguns desabafaram conosco descontentes com a postura dos conselheiros do CFP, compartilharam coisas que não podemos dizer aqui. O meu processo foi o último a ser julgado.

Dias antes do julgamento, alguns advogados entraram com um Mandado de Segurança muito bem fundamentado. Soube que a juíza que o analisou contatou o Conselho de Psicologia, além da Secretaria de Direitos Humanos, e acabou não acolhendo o Mandado. É possível que tenham feito algum acordo. Pedimos orações para que um juiz leia e acolha o Agravo, nome jurídico dado a uma forma de rever a decisão, que os advogados já entraram. Não sabemos o resultado que nos espera. A equipe que está me dando apoio jurídico é muito competente, no entanto, pelo que estamos vendo, se Deus não der um basta logo, precisarei de uma equipe de advogados só para mim e estes irmãos necessitam de uma remuneração digna por tão precioso trabalho! Peço-lhes orações por estes advogados que têm se levantado para me apoiar.

DURANTE O JULGAMENTO

Na sala onde ocorrem os julgamentos sentamos diante dos 9 conselheiros, além do advogado do Conselho Federal de Psicologia. A relatora passou à leitura do processo, não tão longo comparado ao julgamento no Rio. Dr. Paulo Fernando Melo da Costa (www.paulofernando.com.br ) pontuou algumas falhas no mesmo. Dentro dos nossos 15 minutos de pronunciamento, o Dr. Paulo, em suas colocações iniciais pediu a anulação do processo alegando que o relator do julgamento do CRP-RJ, que é o atual presidente do CRP é um ativista gay - provou o Dr. Paulo através de vários fatos documentados e a Lei diz que isto anula processos. Além disso, observou que havia a prescrição do processo. No entanto, os conselheiros do CFP passaram por cima da lei e decidiram prosseguir com o julgamento.

Dr. Paulo continuou mostrando que não haviam provas materiais contra mim, pois todo o processo é baseado em suposições e não em fatos. Em seguida, eu mostrei a CID 10 que permite ao profissional tratar dos transtornos ligados à sexualidade e homossexualidade, embora, na prática, eu coloque de lado as nomenclaturas da CID 10 (publicação da OMS) e utilize as técnicas psicoterápicas aprendidas na academia, segundo as minhas especializações, muito mais atenta a dor do paciente que me procurou, que ao rótulo que lhe foi dado e ele acreditou por um bom tempo. Alguns conselheiros, timidamente, fizeram perguntas à relatora e ela não soube encontrar as respostas dentro do processo. Abandonaram as buscas e deram continuidade ao julgamento. A relatora manteve a Censura Pública e nenhum conselheiro teve a coragem de votar contra o voto da relatora, embora parecesse para eles que havia algo errado quanto ao meu processo. Pareciam pensativos, mas tudo indica que foi orquestrado antecipadamente, um acordo para manter a minha condenação. Fiquei com a impressão de que os conselheiros não tem contato prévio com os processos e concordam com o relator sem maiores reflexões – vão para o Conselho compor o quorum necessário no dia marcado para o julgamento de vários profissionais.

Como podemos observar, a lei não está sendo respeitada, nem a verdade científica tem prevalecido. O processo que teria tudo para ser anulado não foi. O Mandado de Segurança com fundamentações científicas e jurídicas não foi acolhido. Os Direitos Humanos só valem para ativistas do movimento pró-homossexualismo e para o movimento de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade não é considerado. É o que tem ocorrido até aqui, mas isto vai mudar, em nome de JESUS!

COMPORTAMENTO DA MÍDIA

Jornais, revistas, internet e TVs em todo o Brasil noticiaram o acontecimento, no entanto, a maioria, na net, mostrou-se tendenciosa, voltada para o apoio ao movimento da desconstrução social ‘queer’. Somente a TV Gênesis colocou no ar os 30 minutos de entrevista comigo e com dois dos advogados que estiveram presentes no dia do julgamento. Embora eu já estivesse cansada no final do dia, parece ter sido a melhor entrevista do dia. A mídia continua me chamado para entrevista, no entanto, estou com pouco tempo para me dedicar a tais solicitações.

Mas todos ficaram curiosos porque me apresentei de peruca, óculos escuros e mordaça. No dia do julgamento os ativistas prometeram fazer um manifesto em frente ao CFP e por esta razão, nós, do movimento de apoio optamos pelo não manifesto. Levei uma peruca encontrada no baú de uma pessoa da família e óculos escuros para passar em meio a suposta multidão de ativistas sem ser reconhecida. No entanto, o manifesto deles não ocorreu, não coloquei os apetrechos, inicialmente, mas como a imprensa estava em peso na porta do CFP, após o julgamento tive a idéia de colocá-los e vejo que foi bom, pois foi uma forma de:

1) Denunciar o cerceamento científico, de pensamento e expressão;
2) Não é o meu rosto que deve aparecer, pois sou protagonista de um drama social. Psicólogos e milhares de apoiadores no Brasil trabalham clandestinamente devido ao cerceamento do direito humano e constitucional de apoiar pessoas em estado de sofrimento psíquico desejosas de deixar a homossexualidade. Como o tema já chegou ao povo brasileiro, pelo retorno que recebo, o que todos esperam é que o direito de apoiar e ser apoiado seja garantido pelos conselhos profissionais e poder público;
3) Qualquer paciente meu poderia passar por pessoa com transtorno na área sexual, o que não é verdade - a maioria apresenta transtornos afetivos e comportamentais diversos – precisava protegê-los da curiosidade alheia;
4) O fato da mídia toda estar em cima de mim - tive receio de me tornar uma pessoa famosa e não ter a privacidade de uma pessoa comum, que anda nas ruas do Rio de Janeiro;
5) Denunciar a hostilidade por parte do movimento pró-homossexualismo em relação a minha pessoa. Eles parecem sentir muita raiva de mim e isto foi confirmado pelo repórter da Folha de São Paulo que se disfarçou de paciente, e esteve presente no DF cobrindo o meu julgamento. A carta aberta do Jean Wyllys é uma prova dessa ira. Eu já recebo e-mails de xingamentos, intimidações, sou perseguida por eles, especialmente via CRP-RJ. Temos a experiência de diversos líderes do movimento de apoio, incluindo pessoas que deixaram a atração pelo mesmo sexo, que além das ameaças uma delas já teve o quintal da sua casa cheia de fezes, além de um bilhete aterrorizador. Neste momento, estou planejando a minha mudança de endereço residencial, já efetivei a de um dos consultórios, após o advento do repórter da Folha de São Paulo disfarçado de paciente.

Quanto à entrevista à revista VEJA, desta semana (vide blog: http://rozangelajustino.blogspot.com ), não cessam os comentários de elogio a mim. Sugiro que sejam enviadas cartas para a VEJA elogiando a publicação da matéria que contribuiu para o esclarecimento de muitas pessoas. Eis o trecho de uma psicóloga, que abandonou a profissão e foi estudar para ser advogada, não é religiosa. Ela concordou que estou sendo discriminada:

“Tenho repetidamente conversado com meus familiares e amigos ( muitos deles também pais) sobre as "tendências pró-movimento gay" nos nossos adolescentes. Especialmente com relação às musicas, ao modo de vestir, aos ídolos que apresentam ao chamado "mundo teen". Vejo claramente a tentativa de mercado de orientar esses futuros adultos para a homossexualidade, melhor dizendo, para a BISSEXUALIDADE. Portanto compreendi perfeitamente suas colocações na entrevista de Veja e no pouco que li de seu blog.
Agradeço também por isso, pois estava começando a pensar coisas como: Estou "ficando doida" , "criando teorias de conspiração", "estou ficando velha e conservadora", etc. Em especial por conta de minha vivência em Psicologia, cobrava uma postura mais ampla e compreensiva do meu modo de pensar.
Vejo que não estava " enxergando nenhuma conspiração", mas correta em constatar uma "manobra" de mercado que tem seu alvo, principalmente, nos adolescentes de hoje ( adultos consumidores do futuro).
Obrigada por demonstrar que não sou a única a enxergar essa tendência e, não deixe que essa discriminação ( perseguição também)por parte dos meios de comunicação e do CRP) modifiquem seu pensamento. É um direito acima de tudo!”

Esta Senhora entendeu tudo! Teve um click intuitivo, um insight, utilizando a nossa linguagem, em psicologia para expressar quando a pessoa chegou ao pleno entendimento de uma determinada situação!

Penso que está na hora de estendermos as nossas tendas e realizarmos uma manifestação popular, a única capaz de mudar a política e a justiça voltar a reinar em nosso país! O que já vem sendo feito e sugestões que surgiram:

1) Igrejas diversas tem orado por esta causa, algumas até realizando vigílias – isto é sinal de avivamento por vir;
2) Os advogados me disseram que os abaixo-assinados podem ser mantidos, pois ainda que alguns juízes estejam comprometidos com o movimento da desconstrução social ‘queer’, outros poderão não estar – tudo dependerá dos juízes que pegarem os processos. Pedimos as orações daqueles que entendem que os nossos processos precisam chegar em mãos de juízes que estarão compreendendo a importância da ordem voltar a nossa nação! Veremos os reflexos em toda a terra e no mundo espiritual das nossas ações, pois este é o começo!
3) Também surgiu a idéia de recebermos cartas de pessoas que deixaram ou que querem deixar a homossexualidade explicando os seus motivos para anexarmos aos processos. Aquelas que não tiverem problemas em expor publicamente os seus depoimentos ou se já são públicos eu poderia postar em meu blog as suas cartas, se estas consentirem;
4) Outra sugestão é a de colhermos o depoimento destas pessoas através de filmes e declarações curtas. Quem sabe aquelas que não querem mostrar o rosto poderão fazer como eu fiz: usar peruca, ou utilizar outra forma criativa para o seu rosto não ser identificado!
5) Da mesma forma, pensamos em juntarmos declaração de profissionais que têm a mesma experiência que a minha;
6) Devido à proporção de tudo o que tem acontecido vou precisar de mais pessoas para participar das diversas frentes necessárias ao bom desenvolvimento da nossa missão. Se você se sente chamado, escreva para mim e fale acerca das suas motivações e também compartilhe as suas idéias. Vamos marcar uma reunião, posteriormente - a sua participação será preciosa neste momento da história. Contribuições para a ABRACEH são bem-vindas: BANCO DO BRASIL: agência 1251-3 c/c 24.611-5:
7) Estaremos restringindo os informativos acerca dos locais das reuniões da ABRACEH para o público que irá participar da mesma nas instituições que nos convidarem. Os apoiadores formais da ABRACEH poderão receber maiores informações para nos acompanhar em tais reuniões se manifestar este desejo. Se você quer fazer a sua adesão à ABRACEH escreva um e-mail para info@abraceh.org.br e abraceh@urbi.com.br . Manteremos as nossas reuniões em vários Estados do Brasil, dentro de igrejas e instituições religiosas interessadas em capacitação para o apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade e outros transtornos/disfunções sexuais. As instituições interessadas deverão fazer contato conosco. Estaremos nos preocupando mais com a prevenção primária (conscientização) e secundária (capacitação para líderes) para que mais líderes possam atuar na prevenção terciária – no apoio propriamente dito;
8) Enviem cópias de todas as publicações sobre este tema em jornais e revistas para o endereço do correio terrestre abaixo, ou cópia escaneada ou link das notícias para os nossos e-mails: rjustino@urbi.com.br; rozangelajustino@abraceh.org.br; info@abraceh.org.br;
9) Vamos manter o enunciado do abaixo-assinado que deverá ser enviado para o nosso endereço: Caixa Postal 106.075 – Niterói – RJ CEP 24.230-970, assim como todas as correspondências via correio terrestre. Eis o enunciado que é só copiar e colar:

ABAIXO-ASSINADO

Considerando os termos dos Arts. 3º, IV; 4º, II; e 5º, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, que nos assegura o direito de:
a) PENSAR (liberdade de consciência);
b) EXPOR NOSSAS IDÉIAS (liberdade de expressão, intelectual e científica);
c) ASSOCIAR PARA APOIAR OS QUE QUEREM SER APOIADOS (liberdade de atuar e/ou fornecer informações à sociedade).
É que abaixo assinamos em apoio à psicóloga Rozangela Alves Justino, CRP 05/4917, para que continue a incluir em seu atendimento profissional, também as pessoas que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo e a realizar trabalhos preventivos, de forma a garantir este direito humano e constitucional. A psicóloga Rozangela Alves Justino prometeu e vem cumprindo o seu juramento quando da colação de grau que por meio do seu exercício profissional contribuiria para o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão na direção das demandas da sociedade, promovendo saúde e qualidade de vida a cada sujeito e a todos os cidadãos e instituições cumprindo todos os princípios fundamentais e artigos que envolvem a sua responsabilidade segundo o seu Código de Ética Profissional.
NOME
PROFISSÃO
DOCUMENTO

O site da ABRACEH voltou ao ar e podemos participar do abaixo-assinado on line: www.abraceh.org.br – do lado esquerdo tem um menu e o abaixo assinado encontra-se no final.

“...Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para a glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou,...” (Romanos 9:22-24ª)

12.8.09

"O CURRICULO GAY DEVERIA SE SUBMETER À CIÊNCIA"

Associação Americana de Pesquisa e terapia da Homossexualidade
NARTH Atual
Fevereiro 13, 2009

Grande entrevista com membro do Comitê Consultivo Científico da NARTH , Dr. Rick Fitzgibbons

Psiquiatra: O Currículo Gay Deveria se Submeter à Ciência

PorJohn P. Connolly, The Bulletin
Publicado: Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Nota do Editor: Esta é a parte final da série sobre homossexualidade no currículo escolar ,em atraso devido aos feriados. A pressão para a educação de tolerância à homossexualidade nas salas de aula é conduzida pelo desejo de fornecer ambientes seguros e favoráveis para todos os alunos. O programa de educação é baseado no testemunho de professores de que a intimidação de crianças com atração pelo mesmo sexo é agressivo nas escolas e que o preconceito contra os gays é forte o suficiente para evitar que os professores "se assumam".

Porém, um psiquiatra da Filadélfia disse nesta entrevista que muitos dos conceitos que levam à pressão pelo currículo que defende o estilo de vida homossexual não têm base nas descobertas científicas.

O Dr. Rick Fitzgibbons é diretor do Instituto para a Recuperação Conjugal em West Conshohocken e trabalhou com milhares de pacientes nos últimos 30 anos. Ele palestrou no Instituto Internacional da Cultura sobre identificar e resolver conflitos emocionais em crianças. O Dr. Fitzgibbons disse que há uma ampla evidência de que as relações homossexuais não se assemelham às heterossexuais.

"As pessoas estã sendo ensinadas pela mídia e pelo governo que não há diferença entre o estilo de vida homossexual e o heterossexual" disse o Dr. Fitzgibbons. Mas ele afirma que não há provas científicas que sustentem esta afirmação.

O Dr. Fitzgibbons e outros psiquiatras pesquisadores da Associação Americana de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (NARTH) compilaram informações de vários estudos científicos sobre a homossexualidade para questionar as afirmações sem base científica sobre as relações homossexuais.

"As relações homossexuais são abusivas entre 35 e 55% do tempo," disse o Dr. Fitzgibbons. "As relações heterossexuais têm cerca de 7% de abuso.

"Joanne Glussman, líder do grupo Mainline Youth Alliance (MYA) (português: Aliança Principal Acesso Jovem), que se destina a ser um local de interação social de alunos que se identificam como homossexuais, promovendo iniciativas educacionais que endossem a homossexualidade. Ela citou uma pesquisa de 2008 feita pela Rede de Educação Gay, Lésbica e Heterossexual (GLSEN) com mais de 6.000 alunos do ensino fundamental e médio em que 9 entre 10 estudantes gays se sentiram prejudicados na escola no ano passado. Cerca da terça parte desses alunos disseram ter faltado um dia de aula no mês passado por não se sentirem seguros.

"É isso que acontece," disse Glusman. "Porque vocês saberiam, se tivessem feito suas pesquisas, que essas crianças têm um alto risco de assedio, dano físico e até morte.

"O Dr. Fitzgibbons ainda apresentou pesquisas científicas para reforçar a sua posição. Os cientistas descobriram que as pessoas com atração pelo mesmo sexo apresentam muito mais risco de sofrer de outras desordns psicológicas, como depressão, abuso de drogas e pensamentos de suicídio. Esses estudos foram publicados no Jornal Americano de Saúde Pública, no Jornal Internacional de Epidemiologia e nos Anais de Medicina Doméstica.

O Dr. Fitzgibbons disse que tais estudos indicam que as relações homossexuais têm problemas com compromisso e nem chegam perto dos níveis de comprometimento refltidos pelas relações heterossexuais. Esse cenário relacional, diz ele, vai contra o que as pessoas esperam dos relacionamentos.

"Fomos equipados para o compromisso", disse o Dr. Fitzgibbons. "Se você olhar as relações homossexuais , há uma falta de exclusividade; há uma falta de compromisso. A promiscuidade é excesiva.

"A compreensão da atração pelo mesmo sexo pode ser adquirida na observação das causas do desenvolvimento e do ambiente que levam a ela. Enquanto não há evidências científicas que as pessoas nasçam com a atração pelo mesmo sexo, estudos mostram que muito da atração pelo mesmo sexo são produtos da Desordem de Identidade de Gênero (DIG), em que uma criança se associa com o comportamento do sexo oposto. Muitos casos de DIG começam com assuntos familiares ou com a rejeição dos pares.

"A atração pelo mesmo sexo é muito fluida, especialmente quando se é jovem", ele disse. "Pode-se tê-la por um período de tempo e depois deixá-la na maturidade. Um dos problemas, espcialmente com meninos, é a falta de coordenação esportiva. Vivemos em uma cultura obcecada por esportes. Se alguém não os pratica, é difícil sentir-se aceito no mundo masculino. Os meninos rejeitados por isso podem começar a se identificar com as meninas em vez dos meninos. "

O Dr. Fitzgibbons disse que devia-se ensinar às crianças sobre os riscos das relações homossexuais, e não que essas relaçõe são tão estáveis e saudáveis como as heterossexuais.

"Acho que as crianças têm o direito de saber que se as pessoas escolhem este estilo de vida, suas chances de ser abusada é cinco vezes maior que no estilo de vida heterossexual", disse o Dr. Fitzgibbons. "E elas não estão aprendendo a verdade. Elas estão sendo educadas na mentira. Estão sendo colocadas em risco, pois os relacionamentos são profundamente instáveis, e as crianças merecem coisa melhor que isso. O melhor padrão para se educar as crianças é uma casa onde haja um pai e uma mãe que sejam estáveis. Uma mãe e um pai trazem um dádiva especial para a criança que dois pais ou duas mães não podem dar.

"A Sra. Glusman disse a este Boletim que os perigos do bullyng são de suma importãncia para os programas que apoiam uma visão inclusiva dos relacionamentos homossexuais."Há muita pressão nas crianças hoje para seguirem um modelo e quando elas não o seguem acabam sofrendo danos" , ela disse.

O Dr. Fitzgibbons admitiu que o bullying (intimidação) é um problema nas escolas, mas disse que as crianças tendem mais a intimidar as outras pela aparência delas.

"Queremos proteger as crianças do bullying, mas não queremos fazer isso apoiando um estilo de vida perigoso para a saúde emocional e física delas", continuou ele. "Temos sérios problemas com a raiva excessiva nas crianças. Há muitas razões para isso, originadas de problemas na família.

"O Dr. Fitzgibbons sustenta um retorno a uma abordagem mais positiva da psicologia, enfatizando forças e virtudes para construir um caráter entre as crianças.

"As maiores virtudes que superam o ódio são a ternura e o perdão", afirmou. "Isso precisa ser enfatizado."

Thank you!
Tradução:LOURDES DIAS
AUTORIZADA A DIVULGAÇÃO DESDE QUE CITADA A FONTE


The National Association for Research and Therapy of Homosexuality
www.narth.com
1-866-364-4744 (toll-free)

Depoimento do filho do ex-Presidente americano Ronald Reagan: Michael Reagan

Extraído do site Pfox: http://www.pfox.org/ (Organização americana que reúne pais e amigos de pessoas que deixaram a homossexualidade)
Em 29/12/06 e atualizado em 07\08\2008
Traduzido e divulgado com autorização do autor

Trecho do livro Twice Adopted (sem título em português), de Michael Reagan.
Filho do ex-Presidente americano Ronald Reagan. Michael Reagan foi molestado quando criança por seu tutor de acampamento.

Jogando ‘Verdade- ou- desafio’

Crianças molestadas nem mesmo conseguem expressar o que aconteceu, pois lhes falta o entendimento e até vocabulário para isso. Os adultos acham que os pequenos podem chegar a elas e dizer “Oi, mãe. Oi, pai. Eu fui abusado.”. Mas crianças não conhecem palavras como molestado, abuso sexual e pornografia infantil. Elas não sabem como explicar a seus pais o que aconteceu com elas.

Quando fui abusado, eu sabia que era algo errado, mas eu não sabia o porquê nem como aquilo se chamava. Mas eu morri de medo de que alguém descobrisse e eu pudesse ser rotulado. Rotulado de quê? Eu não sei. Eu nunca tinha ouvido a palavra homossexual. Porém, eu sabia que o rótulo, seja lá qual fosse, significaria que eu era mau. Poderia significar que fui tocado por um homem ou que eu seria odiado e condenado pelo resto de minha vida.

Quando olho para trás e lembro da culpa e do medo que senti naquela época, percebo que minha experiência tem a ver com algo que se vive hoje, mais de quinze anos depois. Falo da controvérsia sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Enquanto escrevo, infelizmente parece-me que a sociedade americana está prestes a aceitar o casamento gay. Vamos entender o que isso significa.

Se o casamento entre pessoas do mesmo sexo for equiparado ao casamento heterossexual tradicional, que tipos de pressão social nossos filhos e netos enfrentarão? A comunidade gay dirá que deve ser aceita porque nasceram assim. Mesmo não havendo evidências que sustentem tal apelo, vamos aceitá-lo por enquanto e seguir com a discussão.

Agora, se o casamento homossexual for aceito com equivalência moral e legal ao casamento heterossexual tradicional, então virá um tempo em que nossos filhos e netos não precisarão nascer homossexual para terem um comportamento homossexual, já que a homossexualidade e a heterossexualidade serão equivalentes, sendo a prática sexual uma questão de escolha e não de orientação. Homens poderão casar-se com homens, mulheres com mulheres, ou qualquer um poderá casar-se com o sexo oposto, se quiserem assim – as escolhas estarão em pé de igualdade.

Virá um tempo, não muito distante, pois já vemos o seu início, em que a comunidade gay fará com que os jovens se sintam culpados por se casarem com pessoas do sexo oposto sem que tenham tido pelo menos uma experiência com o mesmo sexo. Já ouvimos falar do jogo ‘verdade-ou-desafio’, popular nas festas adolescentes. Os participantes têm que dizer a verdade sobre algum tópico (geralmente de natureza sexual ou constrangedora) ou escolher um desafio a cumprir.

Se a sociedade tomar os rumos que estão se apresentando a nossa frente, então muitas crianças serão induzidas a ter uma experiência homossexual como desafio. Dirão a elas, “Como você saberá se é gay ou hétero se não fizer sexo homossexual?”. E porque elas não deveriam fazê-lo? Não há estigmas quanto a isso. Sexo e casamento gay são equivalentes ao sexo e casamento heterossexual. Haverá somente uma atitude que será estigmatizada, e esta atitude é chamada de ‘homofobia’. Se as crianças pelo menos não tiverem uma experiência homossexual, serão rotuladas de ‘homofóbicas’.

O que acontecerá com nossos filhos e netos após serem desafiados a uma experiência homossexual? Como conseqüência, eles conhecerão a culpa e o sofrimento, assim como eu. Depois, por terem tido um relacionamento sexual com o mesmo sexo, em seu íntimo e aos olhos da sociedade, eles serão taxados de homossexuais, sem nunca se livrar disso. Viverão com a culpa e sofrimento como eu tenho vivido.

Essa é razão pela qual hoje eu digo honestamente em minhas apresentações, “ Eu admito, sou homofóbico. Se não o era antes, agora eu sou. Sinto um grande receio da comunidade homossexual ensinando a meus netos que está tudo bem em ser gay , mesmo que você não tenha nascido assim.”

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O livro Twice Adopted , de Michael Reagan, é publicação da Broadman & Holman Publishers.

8.8.09

“O MOVIMENTO PRÓ-GAY X(?) NEO-NAZISTA”

Circula na net a síntese do artigo “O MOVIMENTO PRÓ-GAY X(?) NEO-NAZISTA” escrito por mim em 2003, publicado na Revista Ultimato, quando ainda não havíamos criado a ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA (http://www.abraceh.og.br/) e o filósofo e sociólogo francês Jean Baudrilard, citado no artigo, ainda era vivo.

Desde 2003, o cenário das igrejas evangélicas com relação à homossexualidade também mudou – o MOVIMENTO DE APOIO AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A ATRAÇÃO PELO MESMO SEXO tem aflorado dentro das igrejas e estas acolhido cada vez mais os que estão homossexuais, dando-lhes apoio e compreensão.

Neste momento, em que igrejas e profissionais da área de psicologia e psiquiatria estão mais abertos para o apoio aos que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo, ainda que este trabalho tenha passado a ser clandestino após o advento da Resolução 01/99, do CFP-Conselho Federal de Psicologia, a perseguição e opressão por parte de grupos contrários poderá ficar mais intensa a partir da minha condenação a CENSURA PÚBLICA pelo CFP no dia 31 de julho de 2009.

O que não mudou e que ficou mais claro para nós, que observamos os movimentos sociais ligados à liberação sexual é a sua estreita relação semelhante aos ideais do NAZISMO, ou seja, com o projeto de auto e hetero destruição, como os próprios pesquisadores do movimento da desconstrução social ‘queer’ relatam. Segundo a Dra. Guacira Lopes Louro (2001) e outros estudiosos, tal movimento social não está mais preocupado com a pessoa e nem com a garantia de direito - o alvo dessa política e dessa teoria não seriam propriamente as vidas ou os destinos de homens e mulheres homossexuais, mas em se divertir com o poder do seu movimento desconstrutor e o prazer em ser contra o sistema de crenças e valores instituídos pela sociedade que denominam “conservadora”.


Visto que DESCONSTRUIR é minar, escavar, abalar os alicerces, derrubando-os até destruí-los, tais movimentos acabam impondo a cultura da morte aos atacados ao planejarem o extermínio do homem macho heterossexual, como afirmou o Dr. Sócrates Nolasco, em 2001, e com ele, todos os demais seres humanos. Semelhantemente ao tempo da “inquisição” o que se pretende agora é “colocar os heterossexuais na fogueira” juntamente com toda a humanidade, inclusive os que vivenciam a homossexualidade. Não foi o que o próprio Hitler fez? Na época, Hitler que evidenciava características de pessoa na condição homossexual não poupou nem os seus semelhantes.

Enquanto cristãos, precisamos estar atentos ao cenário mundial e cumprir o nosso papel nesta geração que não encontra sentido para a vida - penso que vivemos no tempo da última colheita. Cumpriremos a nossa missão se seguirmos o mandamento "IDE" mais do que nunca: pregar o evangelho da Salvação de JESUS CRISTO a toda criatura.


Vejam o artigo completo, escrito por mim em 2003:



O MOVIMENTO PRÓ-GAY X(?) NEO-NAZISTA
Por Rozangela Justino
Agosto de 2003.


“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
(Romanos 12:2)

O movimento pró-gay (movimento sócio-político-cultural para a transformação do mundo em gay) está mudando os costumes brasileiros – filmes e novelas já mostram cenas de relações entre casais que “estão” homossexuais, tanto masculinos quanto femininos. Há revistas que já exaltam a “beleza” do “tipo gay”. As passeatas gays estão se transformando em festa folclórica brasileira. Como o movimento de defesa das mulheres e de crianças/adolescentes têm trabalhado contra o marketing do cenário brasileiro associado às “mulatas rebolantes” devido ao tráfico/prostituição de mulheres/crianças/adolescentes, as passeatas gays se transformaram na bola da vez para atrair o turista nacional e internacional. Nestas, famílias levam seus filhos para apreciarem/divertirem-se às custas da miséria humana, embora os ativistas gays acreditem que as passeatas sejam medidas para melhor aceitação social de sua condição.

O termo “gay” é o adotado pelo movimento pró-gay. Consideram discriminatórias e preconceituosas as palavras homossexualidade, especialmente homossexualismo. Prefiro utilizar a palavra homossexualidade, pois designa o estado da pessoa, passível de mudança e não homossexualismo porque o radical “ismo” sugere doença. O manual de Classificação Internacional de Doenças-CID tem abolido a palavra “doença” e trocado-a pela “transtorno” para designar um conjunto de sintomas ou comportamentos associados a sofrimento com disfunção pessoal. Os termos atuais mais utilizados para falar sobre a homossexualidade são comportamento homossexual (atos) e orientação sexual (impulsos, fantasias, desejos homossexuais, heterossexuais e bissexuais).

Pessoas com a orientação sexual hétero, em situações especificas, quando da ausência das do sexo oposto, tais como prisão, serviço militar e outras, eventualmente, poderão praticar relação sexual com as do mesmo sexo. Em função destas experiências, algumas poderão desenvolver a orientação bissexual. Assim como a bissexualidade poderá ser desenvolvida, a partir de relações homossexuais na idade adulta, a homossexualidade poderá ser aprendida e desenvolvida ao longo da vida.

O comportamento homossexual é mais fácil de mudar - deixar de namorar homo, de freqüentar "points" gays ou namorar e casar com alguém do sexo oposto. Podemos dizer que a orientação seja mais “visceral”, conforme compartilhou comigo uma pessoa que vivencia a homossexualidade. A pessoa pode mudar o comportamento e lutar com a orientação. É possível a mudança da orientação homossexual, além do comportamento, embora a orientação possa levar mais tempo que o comportamento.

Quando alguém abandona a homossexualidade, a mídia divulga que a pessoa sofreu lavagem cerebral, foi obrigada pela igreja, família e sociedade - sofre discriminações por isto e é estimulada a se rebelar contra o seu próprio sistema de crenças e valores. Se um “corajoso(a)” apresenta o seu depoimento de mudança, publicamente, a tendência é ser levantada alguma suspeição acerca da pessoa - se a mudança realmente se concretizou ou não. Por estas razões, faz-se necessária a ampliação do nosso entendimento observando o contexto social, grupal e individual em que nos encontramos.


CONTEXTUALIZANDO

Vivemos num mundo em que, por um lado, nos deparamos com o movimento sócio-político-cultural dos ativistas gays e, por outro, o movimento dos neo-nazistas (grupos com raízes nazistas) - ambos influenciam toda a sociedade.

Os ativistas gays propagandeiam as maravilhas da vida gay - conquistaram a mídia, e usam o mundo acadêmico (parte das “Ações Afirmativas das minorias sociais para a garantia dos Direitos Humanos) para realizarem o projeto de “homossexualização da sociedade”. Os neo-nazistas atuam de forma a limpar, purificar e higienizar. Prontos para exterminarem os que vivenciam a homossexualidade da face da terra é possível que sejam os responsáveis por assassinatos diversos aos mesmos.

No passado, os neo-nazistas estiveram mais fortalecidos – certamente vão continuar utilizando formas mais sutis de discriminação. Será que serão “exterminados” pelo movimento pró-gay? Não. Tanto as idéias neo-nazistas, quanto as pró-gays continuam vivas no contexto social, que por sua vez atravessam os diversos contextos grupais e individuais e se influenciam mutuamente. De que maneira podemos identificar estas manifestações?


Contexto Social Brasileiro e Contextos Grupais

Dentro dos grupos pró-gays quando alguém se mostra insatisfeito com a homossexualidade há uma constante pressão para que se mantenha fiel ao movimento gay – há grupos de mútua-ajuda para as pessoas se fortalecerem e vencerem as pressões sociais/familiares e aceitarem a homossexualidade como algo que faz parte da sua natureza. Existem trabalhos, inclusive, com o apoio do Ministério da Saúde para que as pessoas “saiam do armário” (assumam a homossexualidade) para a família e sociedade. Os “gays” que não concordam com o trabalho e filosofia do movimento pró-gay são considerados “traidores”. Construíram a idéia de que aqueles que vivenciam a homossexualidade nasceram assim e não vão mudar. A estratégia é fundamentar conceitos de forma que o maior número possível de pessoas que “estão” homossexuais acreditem que “são” homossexuais.

Notícias sobre os neo-nazistas são veiculadas nos meios de comunicação e revelam que um dos seus modos de sua atuação tem sido através de gangues de jovens que aterrorizam pessoas que vivenciam a homossexualidade, especialmente, nas grandes cidades brasileiras. Através do Disque-Defesa, idealizado pelos ativistas-gays, diversas denúncias de agressão são recebidas, diariamente. Pessoas são agredidas a bofetadas, quando não são assassinadas, além de sofrerem agressões verbais.

Como os ativistas gays são bem articulados e parecem apresentar forte interesse político/econômico em manter os grupos de oposição para se apresentarem como vitimizados suspeita-se das estatísticas que apresentam, bem como de que muitos grupos de agressores estejam a serviço dos próprios ativistas gays, pois se não há agressores e denúncias, os ativistas gays não poderão justificar a necessidade de defesa da sua ideologia política e nem poderão sustentar financeiramente as suas ongs, empenhadas na construção sócio-político-cultural para a transformação do mundo em gay.

Sócrates Nolasco, em seu livro “De Tarzan a Homer Simpson”, Ed. Rocco, 2001, realiza estudos sobre a violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais e faz um alerta quanto ao sistema político-social-cultural que vem sendo construído, onde o homem (macho e heterossexual) é apresentado como um ser violento, representante do próprio mal. Pautado em diversos autores, dentre eles o Jean Baudrillard (um francês considerado um dos mais provocativos pensadores da contemporaneidade), declara que o homem heterossexual está sendo enfraquecido/exterminado - o que já constatamos. Nolasco aponta como possíveis responsáveis por detonar o homem neste momento da história mundial: os grupos feministas e o movimento ativista gay. “O homem heterossexual, considerado herdeiro direto do sistema patriarcal, foi colocado como inimigo do propósito de liberação sexual representado pelo movimento de mulheres e gay.” (NOLASCO, 2001, p.187). Também nos alerta para o perigo da humanidade ser destruída, pois se o homem heterossexual for destruído, toda a humanidade também o será, pois a destruição do outro sempre gera a sua própria.

Leonardo Boff, no livro “Feminino e Masculino – uma nova consciência para o encontro das diferenças”, Rio de Janeiro, Ed. Sextante (GMT Editores Ltda.), 2001, embora com outro enfoque, apresentam as mesmas preocupações de Nolasco: “A humanidade está passando inegavelmente por uma crise que atinge os fundamentos da sua subsistência na Terra.” (BOFF, 2001, p.17). Interessante é que Leonardo Boff faz parceria neste livro com a Rose Marie Muraro, que é conhecida pelas suas idéias feministas e pró-gays.

A preocupação de Boff está em convocar homens e mulheres para unirem forças e encontrarem um meio de sobrevivência diante do que está sendo vivido. Parte das considerações acerca dos gêneros masculino e feminino e declara que os estudos constatam que há uma diferença entre o homem e a mulher e que estas foram construídas pela cultura e sociedade, assim como as relações de dominação entre os sexos e os conflitos advindos desta construção. Por estas razões, para Boff faz-se necessária uma redefinição das relações de gênero para “(...) junto com outras forças, nos ajudem a construir uma alternativa salvadora para a humanidade e para a própria Terra.” (BOFF, 2001, p.18)

O psiquiatra Fábio Damasceno, no artigo publicado no Boletim de Psicoteologia do CPPC-Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, em janeiro de 1989, denominado ”Modelos Familiares” analisa o Patriarcado Formal e as suas conseqüências, assim como os modelos Matriarcado e o Creantiarcado e propõe o “Patriarcado Informal”. Neste, a família é centrada na relação co-participativa entre o casal e relação vertical/horizontal quando no papel de pais na relação com os filhos. Assim, o direcionamento da família parte dos pais ao mesmo tempo em que mantém um canal de diálogo com os filhos. Parece que a co-participação traz maior harmonia para o casal, além de propiciar uma base segura para o desenvolvimento da identidade dos filhos.


Contexto Evangélico:

Observamos que a crise do macho e fêmea chegou ao mundo evangélico - homens e mulheres estão longe de serem co-participantes, companheiros, conforme o propósito do Criador. Cada denominação percebe as Escrituras de uma maneira diferente, mas a maioria entende que o gênero masculino deve dominar o feminino. Quando os homens se deparam com versículos bíblicos, onde são exortados a “amarem as suas esposas como Cristo amou a igreja e por ela se entregou até a morte”, muitos dizem que isto é para ser vivido na eternidade, conforme já ouvi de um colega. Creio que o ser humano foi chamado para amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo - a submissão em amor deverá ser mútua entre o casal.

A igreja não está imune à crise dos homens e mulheres casados – os divórcios estão crescentes – muitos advogados da área de família declaram que as causas-divórcio, na maioria dos casais, está associada a desentendimentos sexuais. A pornografia (via revistas, jornais e internet), a utilização de objetos e apetrechos diversos para auxiliar a prática sexual, o obrigar a esposa a relações que elas não desejam, além do adultério com parceiros homos e héteros, conjugado muitas vezes com o abuso sexual dos filhos, já faz parte do cotidiano do casal evangélico brasileiro.

Como os casais estão em crise – as famílias também. Estas refletem um conjunto de desconfortos advindos do meio social e muitas estão se deparando com a homossexualidade em seus lares, assim como a igreja com pessoas em luta contra a homossexualidade fazendo parte do seu rol de membros. Também não é de nos espantar a filosofia ativista gay e neo-nazista no seio da igreja.


O Neo-Nazismo nas Igrejas:

Observa-se o neo-nazismo nas igrejas quando é conhecida a existência dos que vivenciam a homossexualidade e não há espaço para que possam falar sobre os seus conflitos - o que pode gerar “morte” para estas pessoas. Nega-se a realidade de que nas igrejas há quem necessite de libertação da homossexualidade e pensa-se que ela está “limpa”, “purificada” deste tipo de pecador.

As idéias neo-nazistas também são constatadas nas pregações quando todos os que apresentam fantasias, desejos homossexuais e/ou vivem vida dupla são condenados pelo pregador a irem para o fogo do inferno – é uma forma de exterminar a quem já se desistiu de ajudar por não sentir que a igreja tem competência para tal.

Uma outra forma de extermínio na igreja é quando se evita o contato com as pessoas que vivenciam a homossexualidade com medo da “contaminação” através delas. Homens têm medo de conviver com outros que estão sob suspeição de estarem homossexuais ou quando apresentam trejeitos homossexuais – afinal, se for amigo destas pessoas o que vão pensar a seu respeito?

Observamos muitas outras formas de extermínio a pessoas que vivenciam a homossexualidade nas igrejas, mas uma muito comum é a exclusão de membros quando se torna pública a sua homossexualidade. Sem qualquer preocupação da igreja em ajudar a estas pessoas - simplesmente são colocadas para fora, a fim de limpar o espaço, como se dentro das igrejas não tivessem tantos outros pecadores que persistem em seus pecados praticando a injustiça, idolatria e outros pecados.

O Potencial Terapêutico e Restaurador da Igreja:

A igreja tem um grande potencial terapêutico e curativo para todo e qualquer pecador. Seria viável a restauração das pessoas que vivenciam a homossexualidade, se não fosse a ignorância de muitas igrejas, o medo do desconhecido e a forma de proceder, incoerente com os ensinamentos de Jesus Cristo. Na verdade, estas, em vez de se constituírem um espaço de refrigério e restauração para as pessoas acabam afastando-as, trazendo-lhes mais sofrimento.

Stu Weber, em seu livro “Um Abraço Amigo” da Editora Quadrangular, 1995, embora tenha sido escrito para homens que não vivenciam a homossexualidade, as suas afirmações são aplicadas a estes. Weber nos aponta um caminho para a restauração e fortalecimento dos homens: Homens aprendem a ser homens na relação com outros homens, quando criam e realizam projetos juntos, são afetivos uns para com outros e permitem-se abraçar de forma afetuosa uns aos outros.

Homens/mulheres que vivenciam a homossexualidade necessitam da aceitação pessoal e confirmação da sua masculinidade/feminilidade, principalmente por parte de pessoas do mesmo gênero. Apresentam uma carência incomum do amor por pessoas do mesmo sexo e precisam ser amados(as) e acolhidos(as) como um pai/mãe ama e acolhe a um(a) filho(a). Carecem do carinho, respeito e consideração, sem que abusos sejam cometidos em proveito das suas fragilidades e carências emocionais.

Constata-se que na experiência de diversos rapazes que deixaram a homossexualidade masculina, quando os homens da sua igreja, espontaneamente, os acolheram, sentiram-se supridos, emocionalmente, e aprenderam a separar o afeto do sexo, assim como a estabelecer vínculos saudáveis nas relações com os do mesmo sexo.

O que acontece é que o medo e o desconforto dos homens faz com que se afastem dos que “estão” homossexuais. Só lhes resta o convívio com os que têm as mesmas dificuldades que eles onde se sentem mais à vontade, compreendidos e aceitos. Incorrem, então, no risco da mistura do afeto com o sexo na relação com os iguais, enquanto não estiverem completamente restaurados.

Ativismo gay nas igrejas:

Notamos que a igreja está sob a influência do pensamento ativista gay quando declara que todo pecado é passível de perdão, mas na prática, não acredita que o pecado da homossexualidade possa ser abandonado e perdoado – é como se as Escrituras não se aplicassem a este exemplo de pecador – acredita-se que o pecado da homossexualidade seja como o pecar contra o Espírito Santo – não há perdão.

Um outro exemplo é quando perguntamos à igreja quantos gêneros Deus criou: ela irá responder que masculino e feminino até se deparar com alguém que vivencia a homossexualidade – na realidade prática, as pessoas pensam como os ativistas gays: a homossexualidade é um terceiro sexo, uma nova raça.

A influência pró-gay é percebida na igreja de maneira sutil, velada – a forma declarada ocorre através do movimento gay-cristão. Neste, reúnem-se aqueles que não acreditam que a homossexualidade possa ser um comportamento abandonado, muito pelo contrário, procura-se respaldo bíblico para o mesmo.

O desejo de ser aceito e amado por Deus, o não ter encontrado espaço na igreja para compartilhar as suas angústias, as incertezas de que seria acolhido com afeto se abrisse o seu coração para os irmãos, associado ao fato de que para deixar a homossexualidade, necessariamente, teria que entrar em contato com o sofrimento no enfrentamento das verdades motivadoras ao desenvolvimento da sua homossexualidade, se não for uma pessoa persistente em objetivos à longo prazo, desiste de lutar contra a homossexualidade. Como deseja muito a comunhão com Deus e carece do amor dEle, passa a tomar como verdade que a Graça e aceitação de Deus são suficientes, sem necessidade de qualquer mudança em seu comportamento, que o que Deus quer é a nossa felicidade, ... e concluem que não há mal na homossexualidade.

Reflexo do neo-nazismo/ativismo gay dentro e fora das igrejas:

Uma vez tendo recebido o “rótulo homossexual” é muito difícil a pessoa ser olhada como um homem e/ou mulher criados à imagem e semelhança de Deus, lavada e remida pelo sangue de Jesus, restaurada para a eternidade. Os sobreviventes que deixaram a homossexualidade e estão nas igrejas são verdadeiros heróis, merecedores de respeito e consideração, pois enfrentaram/enfrentam todo tipo de discriminação através das ações neo-nazistas e ativistas gays dentro e fora das igrejas. São apontados como o “ex-gay”/“ex-lésbica” e não como um homem ou mulher que um dia esteve homossexual, mas que não é e nunca foi “homossexual” (gay ou lésbica), mas homem ou mulher criados à imagem e semelhança de Deus e que, por algumas razões, desenvolveu a homossexualidade.

Este é o único pecador que carrega o rótulo homossexual para o resto da vida em sua comunidade ou tem que estar sempre provando de alguma maneira que deixou a homossexualidade (comportamento e orientação homossexual). O fato de ter deixado este comportamento não significa que a pessoa tenha desenvolvido a heterossexualidade, mas elas são cobradas a provarem que saíram da homossexualidade através de ações próprias dos que desenvolveram a heterossexualidade como casar-se, ter filhos, etc.

Contexto Individual

Ao nascer a criança não tem consciência do seu sexo biológico e nem do papel social masculino e feminino ligado a sua pessoa. Quando começa a perceber o Eu diferente do TU, assim como as diferenças sexuais pode entrar em contato com a realidade de que não escolheu ter nascido menino ou menina.

A aceitação do seu sexo biológico e o sentimento de pertencimento ao mesmo gênero irá depender de diversos fatores psico-sócio-cultural-familiar associados à própria percepção e leitura do mundo que cada um faz. Também está relacionado ao aspecto afetivo ligado à aceitação/carinho de sua pessoa como um todo, bem como se as pessoas do mesmo gênero são bem vistas ou não por aquelas a quem está ligado afetivamente.

Pessoas que vivenciam a homossexualidade queixam-se de terem sofrido “bullying’ na infância e/ou adolescência. Bullying é uma palavra inglesa que representa todas aquelas situações desagradáveis provocadas por uma criança e/ou adolescente contra um(a) outro(a), causando dor, tristeza ou humilhação. Podemos citar como exemplos de Bullying as seguintes ações: botar apelidos; agredir (bater, chutar, empurrar, beliscar, etc); excluir ou isolar do grupo; roubar ou tirar pertences; rasgar ou quebrar o material escolar/brinquedo; discriminar (não respeitar as diferenças entre as pessoas); perseguir; ameaçar; inventar histórias falsas sobre alguém; etc. Portanto, Bullying pode ser entendido como zoar, gozar, sacanear, implicar, ‘pegar no pé’, perseguir, encarnar, etc.” (ABRAPIA, 2002).

O bullying é aplicado para diversos tipos de violência (física, psicológica e sexual) cometido entre os pares na infância e/ou adolescência com conseqüências para a vida adulta. Pessoas que vivenciam a homossexualidade continuam sofrendo bullying na vida adulta ou vivem estressadas devido ao receio da repetição de tais violências.

Realizei uma pesquisa exploratória juntamente com a colega Sylvanir Castro, na PUC-Rio, em 2002, para verificar as violências sofridas na infância e/ou adolescência e os seus reflexos na vida adulta com diversos grupos, dentre eles o de pessoas que vivenciam/vivenciaram a homossexualidade. Este foi um dos que mais relatou ter sofrido violências na infância e/ou adolescência.

As violências mais citadas foram as agressões verbais, discriminações e abusos sexuais e as demais: criação diferente da cultura/costumes do país ou lugar em que nasceu, opressão emocional e espiritual, presenciar cenas de violência, abandono, agressão física, negligência e exploração sexual.

Rosa Cukier, psiquiatra, psicanalista e psicodramatista, em seu livro “Sobrevivência Emocional”, São Paulo, Agora, 1998, em seus estudos sobre as dores da infância revividas no drama adulto, declara que:

“(...) quando uma criança percebe que um adulto está sendo injusto ou abusivo, sente raiva, mas nada pode fazer a não ser se submeter. Tal submissão forçada gera, por sua vez, sentimentos de vergonha, humilhação e inferioridade que jamais serão esquecidos, apesar de todos os esforços que fizer para negá-los, disfarçá-los e/ou modificá-los.
Nestes momentos de tensão a criança decide algo secreto, como se fosse uma espécie de juramento consigo mesma, e que consiste basicamente num pacto de vingança e ou resgate da dignidade perdida. Algo como: ‘Quando eu crescer e tiver o poder físico que os adultos têm, nunca mais vou permitir que façam isso comigo ou com as pessoas que amo’.
Em suma, por trás das dificuldades dos meus clientes adultos, comecei a perceber a existência quase que sistemática de uma criança com seus projetos de vingança e resgate da dignidade perdida, e que, exatamente pela perseverança do projeto infantil, acabava criando as dificuldades adultas atuais.” (CUKIER, 1998, p. 24)

É possível que as violências sofridas na infância e/ou adolescência tenha favorecido o desenvolvimento da homossexualidade de muitas pessoas. O comportamento homossexual na vida adulta também poderá ser uma forma de repetir os jogos sexuais vividos na infância. No que se refere ao abuso sexual, no Brasil, 165 crianças ou adolescentes sofrem abuso sexual por dia ou 7 a cada hora e 50% das vítimas se tornam abusadores. (ABRAPIA. Abuso Sexual: mitos e realidade. Coleção Garantia de Direitos – escola e comunidade. 4a. edição. Petrópolis, RJ : Editora Autores e& Agentes e& Associados, 2002, p.7)

Na pesquisa exploratória já citada acima, verificamos os sentimentos que as pessoas experimentaram com os abusos que sofreram. Quanto ao abuso sexual, o sentimento mais citado foi o prazer, seguido da vergonha, culpa, confusão e medo. Interessante que estes são os mesmos sentimentos que percebemos no cotidiano da maioria dos que vivenciam a homossexualidade.

Parte destas pessoas parecem procurar o afeto na relação com o mesmo gênero; outras, são impulsionadas pelo prazer que o “jogo” da relação homossexual proporciona. Este prazer que acompanha a vida de algumas, é possível que tenha se iniciado a partir dos abusos que sofreram na infância e/ou adolescência.

Há casos em que pessoas parecem ser movidas pelo sentimento de “liberdade” no intercurso sexual com os do mesmo sexo, onde também se sentem mais “compreendidas” e “aceitas”. Com o igual elas experimentam maior segurança, sabem o que fazer e acreditam que só com estes têm condições de sentir o prazer que desejam. Também há o mito de que estas “brincadeiras” só podem ser feitas entre o mesmo sexo - é como se houvesse alguma interdição quanto ao “brincar” com o sexo oposto.

Tal interdição parece semelhante à cultura masculina hétero antiga. Entendem que os homens não podem ter liberdade sexual com as mulheres que se casam só com as prostitutas. As mulheres devem ser tratadas como mãe/irmã e as que se mostram mais fogosas, sexualmente falando, são olhadas com desconfiança como se fossem prostitutas. No caso dos que vivenciam a homossexualidade masculina estas sensações são mais intensas levando-os a perceberem todas as mulheres como mães/irmãs e as que se mostram erotizadas na relação com eles podem gerar em muitos deles verdadeiro pavor. Tudo isto reforçado pelo sentimento de menos-valia e falta de ressonância interna de sensações que confirmem a sua masculinidade. Daí o fato de muitas pessoas que praticam a homossexualidade acharem que só vão poder experimentar o prazer e a liberdade na relação com o igual.

A homossexualidade parece fruto de um somatório de fatores, deixando muitas pessoas confusas e estas necessitam de uma rede de apoio, de um espaço relacional que favoreça a compreensão das mesmas. Todo este relato é para podermos entender melhor de que forma a influência neo-nazista/ativista gay atravessa o contexto individual.

A influência pró-gay e neo-nazista no contexto individual:

O Pr Víctor Orellana, em declarações às revistas Eclésia (Ed. Bompastor, ano 8, nº 86, 02/2003) e Época (Ed. Globo, nº 254, 31/03/2003) optou por sair da igreja Assembléia de Deus e montar a sua própria igreja gay-cristã, ou seja, aceitar a sua homossexualidade, após ter sido assediado pelo dirigente de sua igreja e pensou: “Por que eu me culpo a ponto de me anular, enquanto dentro da igreja há esse tipo de hipocrisia? (ÉPOCA, 2002, p.16)

No imaginário de muitas pessoas não há nada demais em abusar sexualmente de pessoas que vivem a homossexualidade ou que estão na prostituição. É possível que para muitas delas Víctor Orellana continuou sendo a pessoa que precisava mudar o comportamento, pois já era do conhecimento da sua comunidade (pelo menos do seu conselheiro abusador) a sua vivência homossexual, mas, possivelmente, quem abusou sexualmente dele continuou na igreja, sem qualquer arrependimento, como se não tivesse pecado.

As violências sofridas ao longo da vida trazem muitos reflexos negativos para a vida das pessoas em geral - nos que vivenciam a homossexualidade é comum a baixa auto-estima, ansiedade, depressão, comportamentos obssessivos-compulsivos e necessidade de auto-punição, devido a um forte sentimento de culpa que carregam. O sofrimento emocional acaba interferindo no físico, contribuindo para a baixa imunidade e vulnerabilidade à contração de doenças, infecções, inclusive a AIDS.

Além da fragilidade emocional e a física, também existe a espiritual, pois está sempre confrontando os seus sentimentos com os seus próprios valores. A vida de muitos gira em torno destes sentimentos e emoções onde empregam toda a sua energia em detrimento de outras áreas como estudo, trabalho e convívio social.

Os sentimentos advindos da influência pró-gay/neo-nazista são especialmente aflorados diante das situações de tensão. Muitos vão buscar alívio através da pornografia (revistas e internet), masturbação mútua, práticas sexuais com objetos e mais de uma pessoa, abuso de crianças e adolescentes. São comportamentos que acabam entrando num círculo vicioso: tensão-excitação-prazer-alívio; acrescenta-se, dependendo da pessoa: culpa- auto-punição.

Os espaços anônimos como cines pornôs e banheiros públicos, são muito procurados por aqueles que “estão” homos, onde praticam sexo oral e anal com pessoas desconhecidas, colocando em risco a sua própria vida, bem como a vida do próximo. Quando a pessoa é casada poderá levar enfermidades de todo o gênero para o cônjuge. É uma forma de auto/hétero extermínio – é o ativismo gay/neo-nazismo entrando no contexto individual – uma forma de dizer: “eu não tenho mais jeito / eu nasci assim / vou acabar comigo e com o outro.” Vivem o que chamo de “Complexo de Gabriela: Eu nasci assim, eu cresci assim”. A crença de que a homossexualidade faz parte da natureza é a raiz tanto do pensamento pró-gay quanto do neo-nazista.

Alguns adotam o uso do preservativo (camisinha), acreditando que seja confiável, porém diversos estudos apontam para o fato de que a camisinha não previne contra o vírus da Aids. Nem mesmo para impedir a gravidez é um método seguro. A verdade é que com ou sem a camisinha as pessoas colocam em risco as suas próprias vidas e a dos outros, tornando-se este um problema de saúde pública.

Vez por outra jornais e revistas noticiam: “Cinemas pornôs são reduto de sexo clandestino – salas viram palco de relações sexuais e freqüentadores são passíveis de detenção por prática de ato obsceno” (Jornal “O Globo”, 30/07/2000, RIO p.29) ; “Noites perigosas: o medo da aids diminui, a prevenção afrouxa e cresce a infecção entre os gays jovens” (= adolescentes e jovens) - Revista Veja, 25 de julho de 2001, p. 66. Estas notícias mostram que as pessoas são impulsionadas pela compulsão sexual – ausência de controle dos seus impulsos, fazendo com que coloquem em risco tanto a sua saúde física e emocional, quanto também a sua moral.

Nos EUA e Suíça as propagandas preventivas estão voltadas para a reeducação do povo e para a abstinência sexual, porém, no Brasil, ainda se bate na tecla de que com o povo brasileiro não dá para trabalhar a prevenção de forma educativa. O brasileiro é visto pelas autoridades como ignorante e a camisinha tem sido exaltada como a grande “salvadora” da população brasileira, um povo que se deixa exterminar, especialmente aqueles que vivenciam a homossexualidade.

Estes são como bodes expiatórios de seu contexto grupal e social. Por um lado a sociedade apóia os que vivenciam a homossexualidade tendo como pano de fundo os interesses políticos e econômicos. Por outro lado, as pessoas são tratadas como “o(a)” personagem da composição do Chico Buarque de Holanda: “Geni” – feita para apanhar, ser cuspida e considerada maldita.


Observações finais - O Fenômeno da Individuação – A Liberação Sexual

O mundo está sendo preparado para negar a importância da sexualidade heterossexual, conforme propósito do Criador e entrar na era da liberação sexual/individualização. O que importa é o máximo de prazer individual que cada pessoa pode obter, a auto-realização onde tudo pode, inclusive a homossexualidade, como vários pensadores e estudiosos dos movimentos sociais já têm denunciado.

Não é casual a união entre os movimentos feministas (que querem exterminar os homens heterossexuais do modelo patriarcal), os movimentos pró-gays e a revolução cientifica, como nos chama a atenção Jean Baudrillard (1999), em seu livro, A Ilusão Vital, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, publicado em 2001: “A primeira fase da liberação sexual envolve a dissociação da atividade sexual da procriação, (...). A segunda fase, na qual começamos a entrar agora, é a dissociação entre a reprodução e o sexo. Primeiro, o sexo foi liberado da reprodução; hoje é a reprodução que é liberada do sexo, por meio de modos de reprodução assexuais e biotecnológicos, tais como a inseminação artificial ou a clonagem total do corpo.” (BAUDRILLARD, 1999, p. 16)

Muitas pessoas entendem a homossexualidade como uma forma de se rebelar contra Deus. Baudrillard entende que a “A morte de Deus” representa mais do que a eliminação do princípio religioso como um princípio de organização social; ela corresponde à restrição de uso do universo simbólico ao tecnológico e ao mercadológico. Temos então a recriação do humano segundo a imagem e semelhança da máquina. Surge o transexual, o transeconômico, o trangênico e o transestético como representações pós-modernas do sujeito contemporâneo.” (BAUDRILLARD, J., Simulacros e Simulações (1991); Tela total (1997); A Transparência do Mal (1992), in NOLASCO, De Tarzan a Homer Simpson: banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro: Rocco, 2001, p. 115)

“E não vos conformeis com este mundo , mas transformai-vos ....”(Romanos 12:2)

Rozangela Alves Justino
(psicóloga CRP 05/4917)
rjustino@urbi.com.br ou
rozangelalvesjustino@ig.com.br
Agosto de 2003.

Comportamento da mídia em relação ao meu julgamento junto ao CFP


Jornais, Revistas e televisão em todo o Brasil noticiaram a minha condenação dada pelo Conselho Federal de Psicologia, no dia 31 de julho de 2009: CENSURA PÚBLICA.

Continuo sendo convidada para participar de programas de televisão diversos.


Embora a maioria dos jornais coloquem um título sensacionalista na matéria, além de associar as minhas práticas a "cura" e dizerem que "ofereço" e trato como "doença" a homossexualidade, todos estes termos não utilizados por mim, de forma geral noticiaram com seriedade a matéria.

Só se esqueceram de dizer que esta censura científica, de expressão e pensamento hoje, são para mim, mas, amanhã, até mesmo a imprensa poderá sofrer sanções se fizer algum pronunciamento contra o movimento ou filosofia homossexual, se os Projetos de Leis da Homofobia forem aprovados no Congresso Nacional. Várias instituições já vem sendo processadas por ativistas do movimento pró-homossexualismo, independente de Leis Federais aprovadas.

Contudo, a imprensa e os próprios ativistas do movimento pró-homossexualismo tem estado preocupados com a manifestação popular que tem sido extremamente positiva em relação a mim. Inúmeras mensagens solidárias tenho recebido, inclusive por parte de pessoas não religiosas. O povo está achando absurdo o controle exercido por determinados movimentos sociais sobre um Conselho Profissional e sociedade. A condenação para a maioria foi injusta e infundada.

Vejam o que o Correio Brasiliente publicou antes do julgamento:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/07/31/brasil,i=131033/PSICOLOGA+QUE+DIZ+RESGATAR+A+HETEROSSEXUALIDADE+DE+PACIENTES+SERA+JULGADA+HOJE+NO+CFP.shtml

E depois do julgamento:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/08/01/brasil,i=131312/PSICOLOGA+QUE+DIZ+QUE+CURA+GAYS+SOFRE+CENSURA+PUBLICA.shtml

O áudio que postaram no site, imediatamente, quando do resultado do julgamento - vejam o que falei:


http://www.correiobraziliense.com.br/page/215/podcast.shtml#video_20854



A Revista Veja, desta semana, também produziu uma matéria. A jornalista colheu mais material do que postou e apresentou parcialmente os motivos de eu estar colocando peruca, óculos e mordaça, além da camiseta:

1) Denunciar o cerceamento científico, de pensamento e expressão;

2) Não é o meu rosto que deve aparecer, pois sou protagonista de um drama social: de psicólogos e milhares de apoiadores no Brasil que desenvolvem um trabalho clandestino, como se estivessem fazendo algo muito errado: apoiar pessoas que espontaneamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo;

3) Qualquer paciente meu poderia passar por pessoas com transtornos na área sexual, o que não é verdade, pois a maioria apresenta transtornos afetivos e comportamentais diversos;

4) Denunciar a hostilidade por parte do movimento pró-homossexualismo em relação a minha pessoa;

O que ela colocou além do acima foi sua interpretação e não corresponde a verdade e nem a minha fala.

Ao ser chamada a atenção por parte dela, após ter relatado as semelhanças do movimento politicamente organizado pró-homossexualismo com o nazismo, ela me perguntou se eu não teria receio da reação dos ativistas e eu disse que se ela achava que isto iria me prejudicar não deveria colocar esta parte da entrevista, pois a própria revista também poderia ser prejudicada por estar divulgando tal fato na matéria - esta frase final ela não colocou e foi a que deu mais destaque, embora tenhamos falado muito pouco sobre o assunto, mas tudo está nas mãos de DEUS!

VEJA a matéria:
































4.8.09

JESUS DISSE: "Eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo" (Jo 12:47)

Carta de Dom Claudio Hummes aos presbíteros

em 03/08/2009 10:45:00

Jesus disse: “Eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo” (Jo 12,47).

Caros Presbíteros,

A atual cultura ocidental dominante, sempre mais difundida em todo o mundo, através da mídia global e da mobilidade humana, também nos países de outras culturas, apresenta novos desafios, não pouco empenhativos, para a evangelização. Trata-se de uma cultura marcada profundamente por um relativismo que recusa toda afirmação de uma verdade absoluta e transcendente e, em consequência, arruina também os fundamentos da moral e se fecha à religião. Dessa forma, perde-se a paixão pela verdade, relegada a uma “paixão inútil”. Jesus Cristo, no entanto, apresenta-se como a Verdade, o Logos universal, a Razão que ilumina e explica tudo o que existe. O relativismo, ademais, vem acompanhado de um subjetivismo individualista, que põe no centro de tudo o próprio ego. Por fim, chega-se ao niilismo, segundo o qual não há nada nem ninguém pelo qual vale a pena investir a própria inteira vida e, portanto, a vida humana carece de um verdadeiro sentido. Todavia, é preciso reconhecer que a atual cultura dominante, pós-moderna, traz consigo um grande e verdadeiro progresso científico e tecnológico, que fascina o ser humano, principalmente os jovens. O uso deste progresso, infelizmente, não tem sempre como escopo principal o bem do homem e de todos os homens. Falta-lhe um humanismo integral, capaz de dar-lhe seu verdadeiro sentido e finalidade. Poderíamos referir-nos ainda a outros aspectos dessa cultura: consumismo, libertinagem, cultura do espetáculo e do corpo. Não se pode, porém, não frisar que tudo isso produz um laicismo, que não quer a religião, faz de tudo para enfraquecê-la ou, ao menos, relegá-la à vida particular das pessoas.

Essa cultura produz uma descristianização, por demais visível, na maioria dos países cristãos, especialmente no Ocidente. O número das vocações sacerdotais caiu. Diminuiu também o número dos presbíteros, seja pela falta de vocações seja pelo influxo do ambiente cultural em que vivem. Tais circunstâncias poderiam conduzir-nos à tentação de um pessimismo desencorajante, que condena o mundo atual, e induzir-nos à retirada para a defensiva, nas trincheiras da resistência.

Jesus Cristo, ao invés, afirma: “Eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo” (Jo 12,47). Não podemos nem desencorajar-nos nem ter medo da sociedade atual nem simplesmente condená-la. É preciso salvá-la! Cada cultura humana, também a atual, pode ser evangelizada. Em cada cultura há “sementes do Verbo”, como aberturas para o Evangelho. Certamente, também na nossa atual cultura. Sem dúvida, também os assim chamados “pós-cristãos” poderiam ser tocados e reabrir-se, caso fossem levados a um verdadeiro encontro pessoal e comunitário com a pessoa de Jesus Cristo vivo. Em tal encontro, cada pessoa humana de boa vontade pode, por Ele, ser alcançada. Ele ama a todos e bate à porta de todos, porque quer salvar a todos, sem exceção. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, para todos. É o único mediador entre Deus e os homens.

Caríssimos Presbíteros, nós, pastores, nos tempos de hoje, somos chamados com urgência à missão, seja “ad gentes”, seja nas regiões dos países cristãos, onde tantos batizados afastaram-se da partecipação em nossas comunidades ou, até mesmo, perderam a fé. Não podemos ter medo nem permanecer quietos em casa. O Senhor disse a seus discípulos: “Por que tendes medo, homens fracos na fé?” (Mt 8, 26). “Não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candieiro, para que ilumine a todos os que estão na casa” (5,15). “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20).

Não lançaremos a semente da Palavra de Deus apenas da janela de nossa casa paroquial, mas sairemos ao campo aberto da nossa sociedade, a começar pelos pobres, para chegar também a todas as camadas e instituições sociais. Iremos visitar as famílias, todas as pessoas, principalmente os batizados que se afastaram. Nosso povo quer sentir a proximidade da sua Igreja. Faremo-lo, indo à nossa sociedade com alegria e entusiasmo, certos da presença do Senhor conosco na missão e certos de que Ele baterá à porta dos corações aos quais O anunciarmos.

Cardeal Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero

2.8.09

BISPO ANGLICANO HIPOTECA SOLIDARIEDADE À PSICÓLOGA

Notícia Nacional
Bispo Anglicano Hipoteca Solidariedade à Psicóloga
Punida pelos Heterofóbicos

Diante da punição imposta pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) à psicóloga cristã Rozangela Justino, por seu apoio terapêutico a pessoas de comportamento homossexual insatisfeitas e que buscam reversão à heterossexualidade, o Bispo Anglicano da Diocese do Recife, Revmo. Robinson Cavalcanti, expressou o seu mais veemente protesto por esse ato de perseguição heterofóbico do CFP, e a sua mais profunda solidariedade à psicóloga Rozangela Justino, encorajando-a a prosseguir o seu trabalho profissional.

“Trata-se de um conflito político e ideológico, e não científico. O homossexualismo é uma doença espiritual, um distúrbio emocional e uma perversão moral em sua prática. Apoiar pastoralmente a conversão e a santidade, e apoiar psicoterapeuticamente aos quebrantados são expressões de amor ao ser humano que busca superar as suas limitações e buscar a realização desenhada pelo Criador”, afirmou Dom Robinson Cavalcanti.

A Diocese do Recife, hoje sob autoridade primacial da Igreja Anglicana no Cone Sul da América, apóia a Resolução 1.10 da Conferência de Lambeth, 1998, sobre Sexualidade Humana da Comunhão Anglicana.

Secretaria Diocesana Anglicana de Comunicação SocialSecretaria EpiscopalDiocese do Recife - Comunhão AnglicanaEscritório Maceió - AL(das 8h às 13h)Visite nossa página: www.dar.org.br"O que semeamos em nossas mentes, colhemos em nossas ações" (Rev. John Stott)

Opinião: Cassação Rozangela Justino

Opinião: Cassação Rozangela Justino

Por Julio César
Psicólogo e mestrando em Ciências da Religião
(CRP 06/80058)

No próximo dia 31 de julho o Conselho Federal de Psicologia julgará o pedido de cassação do registro profissional da psicóloga Rozângela Justino. O motivo é que ela oferece serviço de terapia para gays e lésbicas que queiram mudar a orientação ou as práticas homossexuais. Segundo resolução do Conselho feita há 10 anos, a homossexualidade não é uma doença, nem distúrbio, nem perversão, por isso é proibido ao psicólogo tratá-la como uma anomalia. O curioso é que o código de ética dos psicólogos veda também ao profissional induzir o paciente a agir contra os seus valores morais, a discriminá-lo por suas crenças religiosas, muitas das quais qualificam a orientação ou prática homossexuais como pecado ou perversão.

Pensemos um pouco. Um homossexual bem resolvido na sua homossexualidade, satisfeito e que não que não se sente inferiorizado como sua orientação, procuraria os serviços de Rozângela? Creio que não, a não ser se por intenções de desqualificá-la ou de incriminá-la.

Um homossexual liberto de seus traumas e de seus complexos de inferioridade, que vive com alegria sua homossexualidade, ficaria perturbado, abalado e ameaçado na sua liberdade, com o testemunho de alguém que diz que deixou de ser gay, lésbica ou travesti? Creio que não, porque seguro de sua homossexualidade, mesmo que exista a possibilidade de se tornar heterossexual ele não quer mudar sua orientação. Olha para aquele que quer mudar e diz “se você quer isso para sua vida, vá em frente, busque aquilo que você acha que vai te fazer feliz”.

Desqualificar a possível eficácia da terapia oferecida por Rozângela pelos numerosos casos de ex-ex-gays, de gente que tentou, com muita força e disposição, e não conseguiu, e de gente que até aprendeu a desempenhar papéis heterossexuais em público e na família, mas que clandestinamente vive sua homossexualidade, é algo relativamente complicado. Por essa linha de raciocínio teríamos também que desqualificar as terapias para dependentes químicos, detentos e pacientes psiquiátricos, pelos fartos casos de abandono do tratamento, recaída quando não de pioramento.

Outro problema é estaríamos pondo em xeque a autenticidade dos depoimentos das pessoas que se dizem ter saído da homossexualidade. Deveríamos pensar que elas sofreram lavagem cerebral ou que estão mentindo? Mas ao conferir descrédito ao relato dessas pessoas o psicólogo não estaria agindo com preconceito, violentando emocionalmente o paciente e, assim, violando a ética e o espírito da ciência que é livre e aberto a novas possibilidades?

Um caso curioso é o do psiquiatra estadunidense Robert Spitzer, da Universidade de Columbia, Nova York. Em 1973 ele foi aplaudido pelo movimento glst por ter se posto na linha de frente da Associação Psiquiátrica Americana pela retirada da homossexualidade da lista de transtornos psiquiátricos. Passaram-se 18 anos e ele, após 247 entrevistas com pessoas que passaram por algum tipo de tratamento de reorientação sexual, chegou à conclusão de que com muita vontade e ajuda terapêutica é possível um homossexual virar heterossexual. E foi além, afirmou que o homossexual que livre e espontaneamente queira mudar sua orientação deve receber ajuda especializada. “A medicina não trata apenas de doenças”, disse ele.

Rozângela pensa semelhante. Ela também diz que é possível – não inevitável – a mudança, que depende da vontade do paciente. Críticas a parte, o que não é possível dizer é que as crenças dela não têm paralelo e respaldo na ciência.

Se duas das marcas da ciência são a pluralidade e a mutabilidade do conhecimento, por que o Conselho de Psicologia dogmatiza ao decretar que os psicólogos diante dos homossexuais mal-resolvidos podem de duas uma, ou ajuda eles a se resolverem na sua homossexualidade ou a se resignarem como tais? Seria só para não fomentar ainda mais a discriminação aos homossexuais e não por que o Conselho estaria de joelho à plataforma glst? Se sim, seria então justo que a Psicologia mesmo sendo possível, privasse os homossexuais que querem ser heteros de receber ajuda e indiretamente dizer para eles que a única ajuda que ela pode dar é ajudá-los a se aceitarem? Uma postura desse tipo não põe em xeque a credibilidade da Psicologia?

Espero que o Conselho aja com bom senso, não movido por ideologismo, por patologias políticas-partidárias, e garanta a liberdade científica e profissional de Rozângela, levando em consideração também o testemunho das pessoas que foram beneficiadas pelos serviços prestados por ela. Agora, se ela for cassada, nada a impedirá de continuar prestando serviço de apoio terapêutico, não somente porque a Psicologia não tem o monopólio, nem a paternidade, da terapêutica da alma, mas também porque creio que os homossexuais que querem mudança não vão deixar de buscar serviços do gênero. Quem deixar de procurar será pela descrença ou pela ineficácia do seu caso, não porque a Psicologia desacreditou.

Assim penso eu, para quem a liberdade e a moralidade autêntica não é coletiva, mas só é possível no exercício da consciência individual.