17.5.10

POR UM BRASIL NÃO HETEROFÓBICO!

Por Um Brasil Não Heterofóbico!
- Conceitos e Preceitos Não São Preconceitos -

Recife (PE), 19 de março de 2007.
Exmo(a)s. Sr(as). Senadore(a)s
Senado Federal
Brasília – DF

Excelentíssimo(a)s Senhore(a)s,

Em nome da Diocese do Recife – Comunhão Anglicana, das jurisdições eclesiásticas integrantes do Movimento Anglicano por Uma Causa Comum, e certo de que também expressamos a posição de milhares de brasileiros, particularmente integrantes das igrejas e organizações evangélicas, gostaria de expressar as nossas congratulações pela retirada de pauta do PL 5003/2001 – PLC 122/2006, a pedido da própria relatora, Senadora Fátima Cleide, aprovada unanimemente pelo plenário da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, presidida pelo eminente senador Paulo Paim, e a criação de um Grupo de Trabalho para estudar a matéria. Com essa sábia e sensata decisão, esperamos que seja assegurado o elementar Princípio do Contraditório, e que sejam ouvidos os setores da Sociedade Civil, que poderão ser afetados pela aprovação do referido projeto, se mantida a redação atual.

Vale recordar que Documentos Sociais emanados das Igrejas Cristãs, na Idade Contemporânea – consentâneos com as Sagradas Escrituras e a Tradição Apostólica – têm afirmado a dignidade de toda pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, detentora de iguais direitos e deveres. Os mesmos Documentos afirmam o Princípio da Isonomia, pelo qual todos os cidadãos são iguais perante a Lei, princípio norteador da nossa Constituição Federal e de todo o nosso Ordenamento Jurídico.

Preocupa-nos, por outro lado, a questionável tendência de se estabelecer diplomas legais para setores particulares do conjunto dos cidadãos, que poderá, em decorrência, resultar em limitações de direitos para outros segmentos. É tanto mais preocupante quando tais diplomas incorrem em sanções penais, notadamente penas restritivas da liberdade. Estudiosos do Direito já têm denunciado uma tendência do atual estágio do Estado ao que denominam de “pan-penalismo” ou “tirania penal”, como um desnecessário e danoso furor normatisante-penalisante sobre o comportamento de cidadãos e segmentos sociais.

Os avanços práticos do Princípio da Isonomia e da Dignidade da Pessoa não podem, nem devem incorrer em riscos de tiranias nem de maiorias sobre minorias, nem de minorias sobre maiorias. Os povos têm uma História, uma Cultura e Costumes, este último também uma fonte de Direito. A História já nos tem ensinado que fúrias iconoclastas têm, quase sempre, resultado em despotismos esclarecidos, de grupos auto-proclamados de iluminados e de vanguarda, com a pretensão de “civilizar” aqueles por eles considerados “atrasados”, e que tem sido uma das mais nefastas facetas negativas da herança do Iluminismo. As mais graves violações dos Direitos Humanos, em nosso tempo, têm sido decorrentes dessa distorcida abordagem.

Bem sabem Vossas Excelências que, dentre os Direitos Civis emanados da nossa Carta Magna está a Liberdade Religiosa, não apenas em um sentido individualista, subjetivista, mas de crença e profissão da fé, que forma a visão de mundo dos seguidores das diversas religiões, seus valores, seus usos e costumes, sua contribuição para a Cultura e o seu exercício da Cidadania responsável, dentro da Lei, dos parâmetros do Pacto Social típico de um Estado Democrático de Direito, como prescreve a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Organização das Nações Unidas, subscrito por nosso País.

Como a sabedoria popular nos ensina que “não se pode cobrir a cabeça para descobrir os pés”. Devemos sempre estar advertidos para que a afirmação dos direitos de uns não implique na negação dos direitos de outros, em atos de injustiça, geradores de tensões sociais.

A presença do Cristianismo, e de outras expressões religiosas, é um fato histórico no Brasil, e a religião uma variável social que não se pode negar, desprezar ou agredir. A separação entre Igreja e Estado não significa uma dicotomia radical, não comunicante, entre a Sociedade Política e a Sociedade Religiosa, como parte da Sociedade Civil. O Estado Laico, que todos nós prezamos, tem sido, muitas vezes, em nossa época, transformado em Estado Ateu ou em Estado Confessional, com Ideologias Materialistas fazendo às vezes de uma religião intolerante e excludente. O que aconteceu com o Nazismo e o Marxismo, de trágica memória, está hoje se manifestando, de forma mais sutil, porém cada vez mais crescente, no Ocidente Pós-Cristão, onde a Secularização está dando lugar a uma nova e perniciosa ideologia, o Secularismo, que tem a pretensão de tutelar e de se impor à Sociedade, ocupando o aparelho de Estado, em uma atitude agressivamente negadora do papel das religiões, particularmente das monoteístas, notadamente o Cristianismo. Esse, lamentavelmente, é o atual contexto preocupante de mudança cultural, do qual o Brasil não está isolado, nem isento de sua influência.

A União Européia, recentemente, recusou reconhecer o papel Histórico do Cristianismo no Preâmbulo da sua proposta de Constituição. Símbolos religiosos têm sido proibidos em vários países do Velho Continente. Grupos cristãos, operando há mais de um século, estão sendo proibidos de se reunir em Universidades britânicas, em cujo país projetos de leis ora em debate no Parlamento pretendem obrigar os orfanatos religiosos a permitir a adoção de crianças por pares homossexuais e proibir os Colégios religiosos de ensinarem os posicionamentos de suas igrejas sobre a Sexualidade Humana. A comemoração do Natal, ou a presença das Tábuas das Leis nos Tribunais, estão sendo atacados nos Estados Unidos da América. Um pastor luterano escandinavo foi detido por trinta dias por pregar, em sua Paróquia, um sermão contrário à opção pela prática homossexual.

São apenas alguns exemplos, dentre tantos, de uma Pós-Modernidade, que torna relativo os absolutos e torna absoluto o relativo (Relativismo), de um Multiculturalismo extremado, que não respeita a cultura das maiorias, e de um Secularismo ideológico, que tem como um dos seus alvos o ataque às religiões, em particular as monoteístas de revelação, em virtude dos seus ensinos normativos sobre Ética, Moral e padrões de comportamento. Não é exagero reconhecermos que estamos tendo, no Ocidente, mais um ciclo de sistemática perseguição religiosa, procurando-se forçar a sua irrelevância.

As religiões monoteístas semíticas de revelação escrita – o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo – têm estabelecido conceitos multisseculares, desde cinco mil anos, que consideram como valores a serem livre e publicamente expressados em sua vida social, cultural e política, e que são preceitos para os seus seguidores. Conceitos que muitas vezes se chocam com aqueles defendidos hoje pelo Secularismo, e com os estilos de vida emanados dessa ideologia em crescente processo de hegemonia. Objetivamente, sabemos que Conceitos e Preceitos não são Preconceitos.

Não há, então, apenas a possibilidade de um “Choque de Civilizações” entre o Ocidente e o Oriente, mas já se está dando um “Choque dentro da Civilização”, no Ocidente, entre os adeptos da ideologia Secularista e as religiões monoteístas históricas. Choque esse que se evidencia na Academia, nas Artes, na Mídia e no interior do aparelho do Estado.

Com o colapso do modelo soviético, as esquerdas abdicaram de elaborar uma atualizada crítica ao Capitalismo como modo de produção, e a sua eventual superação, substituindo o seu núcleo ideológico pelo chamado “Politicamente Correto”: uma original união de Socialismo e Puritanismo, ou, como já foi denominado, um “puritanismo de esquerda”, com todas as intolerâncias dos seus co-irmãos conservadores. A denominada “Agenda Homossexual” decorre desse movimento cultural.

É importante, particularmente, denunciar a agressividade contra a minoria dos ex-homossexuais e, no Brasil, a criminalização pelo Conselho Federal de Psicologia, do direito de livre exercício profissional, vedado o trabalho terapêutico de apoio àqueles que, não se sentindo confortáveis com sua atual orientação, procuram o apoio de profissionais para a busca de alternativas que lhe tragam bem estar pessoal e sanidade. Psicoterapeutas e clientes, como cidadãos e como pessoas, são vítimas da violência dogmática e intolerante, pretensamente em nome da “Ciência”, privados do inalienável direito ao exercício da liberdade. Corremos o risco de uma “Inquisição às Avessas”, com a ideologia Secularista lançando mão do braço do Estado para impor normas e sanções, criminalizando e penalizando os que pensam, se manifestam e agem de modo divergente.

Alertamos para o risco de que o programa “Por Um Brasil Não Homofóbico” termine se transformando, na prática, na promoção “Por um Brasil Heterofóbico”: do desrespeito ao direito (de religiosos e não religiosos) de se afirmar a normatividade dos padrões da estabilidade das uniões heterossexuais, ou do celibato voluntário.

A Comunhão Anglicana, e outras igrejas e religiões, afirmam a dignidade da pessoa humana, mas afirmam, também, a realidade do pecado (ao contrário da “bondade natural” defendida pelas ideologias seculares modernas) como um distanciamento físico, intelectual, emocional e moral dos seres humanos dos ideais do seu Criador. Afirmam, também, os direitos humanos e os deveres humanos. Afirmam, ainda, a acolhida, a escuta, o amor, a solidariedade e o respeito; mas, afirmam, igualmente, que a Graça de Deus em Cristo, pelo poder do Espírito Santo, alimentada pela Palavra e pelos Sacramentos, é capaz de transformar o que cada um de nós é – com nossas limitações, ambigüidades e negatividades – no que Deus pretende que sejamos, no processo permanente e dinâmico que a Teologia denomina de Santificação.

A tentação ou a prática homoerótica é apenas uma manifestação dentre tantas – nem maior, nem menor – do estado pecaminoso da humanidade, e essa prática, para os cristãos, é incompatível com os ensinos das Sagradas Escrituras. É dever dos cristãos amar os pecadores e rejeitar o pecado.

Anunciar a consciência do pecado e a possibilidade da Graça transformadora não deve ser entendido como uma atitude de agressividade, mas, sim, de amor pelo próximo.

Aqui, senhores Senadores e senhoras Senadoras, chegamos ao âmago da questão: a humanidade, nem o Brasil, terão experimentado grande progresso, se, em um movimento de cento e oitenta graus, apenas substituirmos a penalização dos homossexuais pela penalização dos anti-homossexuais; a penalização de uma minoria pela penalização de amplas maiorias.

Cremos que a Constituição Federal e todo o nosso Ordenamento Jurídico já são suficientemente claros na afirmação da dignidade de toda pessoa humana e na igualdade de direitos de todos os cidadãos. Preocupa-nos o fenômeno do pan-penalismo. Afirmamos os valores culturais morais que marcam a formação da nossa nacionalidade. Defendemos a Liberdade Religiosa, de clérigos e leigos, no interior de seus templos e lares, no seu trabalho e nas várias formas de inserção social, inclusive com suas doutrinas sobre a Sexualidade Humana, sem riscos de sofrerem processos penais, que poderão privá-los da sua liberdade.

Não se constrói um Brasil justo e solidário mandando para a cadeia os homossexuais ou os anti-homossexuais.

Que o Deus invocado no Preâmbulo da nossa Carta Magna vos ilumine como pessoas, como cidadãos e como legisladores, na construção do Bem-Comum.

Atenciosamente,

W Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
Diocese do Recife – Comunhão Anglicana

25.4.10

ASSINE A PETIÇÃO: http://petitiononline.com/xg2010/petition.html


Vejam a mensagem que recebi do Claudemiro Soares:

Caros amigos,
É com prazer e entusiasmo que compartilho convosco minha iniciativa no sentido de promover o reconhecimento e o respeito às pessoas que voluntariamente abandonam a homossexualidade e optam por viver segundo o padrão heterossexual. Acredito que essa opção seja um direito humano e, por isso, ninguém pode ser impedido de mudar a própria orientação sexual. Além disso, estou certo de que o Estado deve informar a seus cidadãos quanto à possibilidade de mudança e promover a inclusão das pessoas que mudam da homo para a heterossexualidade. Apesar disso, é lamentável que o Governo brasileiro ainda não tenha despertado para esse necessidade e, consequentemente, os chamados "ex-gays" permanecem sofrendo o preconceito, a discriminação e o escárnio da sociedade.
Agora podemos mudar essa situação. Basta que você acesse olink abaixo e assine a petição que será encaminhada aos Deputados e Senadores com vistas à promover a inclusão dos ex-gays, ex-lésbicas, ex-bissexuais e ex-travestis nas políticas de combate ao preconceito e à discriminação. Acesse agora mesmo esse link e faça a sua parte.
Abraços.
Claudemiro
Link:
http://www.petitiononline.com/xg2010/petition.html
 
Passo a passo:
1. clique no link ou copie na sua barra de navegação
2- clique em "click here to sign petition"
3- preencha seu nome e e-mail (se quiser, deixe algum comentário em "comments"
4-clique em "preview your signature"
5-clique em "aprove ysignature"


Abaixo, a carta do Claudemiro, por ocasião da ida do Ministro Vanucci à Câmara dos Deputados Federais, no dia 20 de abril de 2010.

Excelente, o posicionamento das Frentes Parlamentares evangélica e católica, por ocasião da ida do Ministro Vanucci à Câmara dos Deputados Federais, no dia 20 de abril de 2010! Segundo os comentários dos presentes, destacamos a participação do Deputado Federal de Minas Gerais, Miguel Martini. Parabéns Minas Gerais, pelo seu Deputado!
Brasília, 20 de abril de 2010.

Ao Ministro da SEDH
Excelentíssimo Senhor Paulo Vanucci


Em primeiro lugar, parabenizo-lhe pela disposição em promover a defesa dos direitos humanos em nosso País. Além disso, parabenizo-lhe, também, pelo interesse na promoção dos direitos civis de minorias e grupos historicamente excluídos pela sociedade brasileira e pelo Estado, notadamente a comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (LGBTT).
Embora reconheçamos a importância das políticas públicas que promovem os direitos civis da comunidade LGBTT, entendemos que existe um grupo de pessoas que ainda permanecem excluídas da proteção estatal: os ex-gays. Desse modo, percebemos que o reconhecimento da diversidade sexual e o discurso em defesa do respeito à livre orientação sexual permanecem apenas no campo das idéias e do discurso. Diante disso, entendemos que se faz necessária a ampliação do conceito de diversidade sexual, de modo que todos os sujeitos recebam um tratamento isonômico e tenham garantido o direito à cidadania plena.
Promover a inclusão dos ex-gays nas políticas públicas de combate ao preconceito e à discriminação é um imperativo moral para o estado brasileiro, de modo que nosso país possa ser reconhecido internacionalmente pela tolerância de seu povo e pelo empenho de seus governantes na promoção dos direitos humanos. Desse modo, ao incluírem-se expressamente os ex-gays como uma orientação sexual distinta de tantas outras que compõem a variação da sexualidade humana, estamos avançando no reconhecimento estatal quanto aos direitos humanos daqueles que voluntariamente e por meios diversos mudaram a orientação sexual.
Informar à sociedade quanto à possibilidade de mudança da orientação sexual constitui um direito dos cidadãos e uma obrigação do estado, haja vista que nenhum povo pode tornar-se uma grande nação sem o acesso irrestrito à informação.
Desconstruir os estereótipos a respeito das pessoas que mudam de orientação sexual representa um passo importante para a construção de uma sociedade pluralista, fraterna e justa. Além disso, a desconstrução de mitos e preconceitos quanto à mudança de orientação sexual pode aproximar as pessoas e torná-las mais tolerantes com a diversidade sexual que caracteriza a humanidade.
Um estado que se declara democrático não pode ignorar preconceitos, nem tolerar a discriminação e a exclusão social de grupos minoritários. Apesar disso, é com tristeza que constatamos que nenhuma política pública no Brasil reconhece ou promove os direitos de homens e mulheres que se declaram ex-gays, ex-lésbicas, ex-bissexuais, ex-travestis. Desse modo, basta que um indivíduo mude de orientação sexual e/ou identidade de gênero para que seja tratado com um cidadão de segunda classe... ignorado pelo Estado e excluído pela sociedade.
Como podemos reconhecer a diversidade sexual e promover o respeito à livre orientação sexual se os homossexuais que se tornam heterossexuais sofrem com o preconceito da sociedade e a exclusão das políticas públicas que visam a dar visibilidade às diversas identidades de gênero e orientações sexuais?
Sabemos que diversos especialistas afirmam que qualquer indivíduo pode mudar voluntariamente a própria orientação sexual. Até mesmo os maiores expoentes dentre aqueles que militam na defesa dos direitos LGBTT reconhecem essa possibilidade e atestam conhecer inúmeros casos de pessoas que efetivamente realizaram essa mudança.
O Dr. Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, em suas Crônicas de um Gay Assumido, afirma que as pesquisas científicas e sua experiência pessoal convivendo com milhares de homossexuais provam que “existem sim ex-homossexuais.”
De acordo com o Dr. Luiz Mott, sua experiência e as pesquisas científicas confirmam que “ninguém está inexoravelmente preso a um destino sexual”. Ele destaca, ainda, que existem “inúmeros casos documentados” de pessoas que mudaram a orientação sexual. Assim, o antropólogo concluiu que qualquer pessoa pode “experimentar novas performances eróticas e abandoná-las ou persistir naquelas que produzem maior prazer.”
A sexóloga Marta Suplicy, em seu livro Sexo para adolescentes, declarou que os homossexuais podem se tornar heterossexuais se forem “ajustados com tratamento psicológico”. Ela afirma que essa mudança é ainda mais fácil se iniciada precocemente, “antes de a preferência sexual estar firmemente estabelecida.”
Assim como Marta Suplicy, o Dr. Robert Kronemeyer declarou que os homossexuais podem ser ajustados com tratamento psicoterapêutico. Em seu livro Overcoming Homosexuality, ele afirma que aproximadamente 80% dos gays e homossexuais que procuraram voluntariamente esse tratamento conseguiram deixar a homossexualidade e alcançaram um nível satisfatório e saudável de ajustamento heterossexual.
É importante destacar que para a Psicologia o termo ajustado não se refere a uma condição na qual a pessoa não sente nenhum tipo de tensão ou desarmonia. Desse modo, um homem ajustadamente heterossexual pode, eventualmente, sentir-se atraído por pessoas do mesmo sexo sem, contudo, “converter-se” em um homossexual. Da mesma maneira, um ex-homossexual que eventualmente se sinta novamente atraído por outro homem não evidencia que seu ajuste heterossexual seja uma farsa.
Também é importante que se destaque a raridade dos casos em que um indivíduo possui uma orientação sexual “firmemente estabelecida”. Essa tese é sustentada por muitos especialistas, entre eles o Dr. Wunibald Muller. Em seu livro Pessoas Homossexuais, ele declarou que “só em poucos casos a homossexualidade possui raízes profundas na pessoa.”
A Drª. Carmem Dora Guimarães, em seu livro Os Homossexuais vistos por “Entendidos”, constatou que muitos gays não duvidam que possam mudar sua orientação sexual e se casar com uma mulher. Ela constatou que “no discurso de alguns, há referências à possibilidade de um casamento (heterossexual), ter filhos... Um dos entrevistados da Drª. Carmem Dora Guimarães declarou: “não me ponho o problema do futuro. A possibilidade de casar, ter filhos, não é excluída”.
A Drª. Rinna Riesenfeld concorda com a idéia de que seja mesmo possível mudar a orientação sexual. Em seu livro Papai, Mamãe, Sou Gay!, ela diz que “não somos rígidos e fixos, por isso, mesmo que em nós predominem a heterossexualidade ou a homossexualidade, temos a possibilidade de nos relacionar das duas maneiras.”
Para Fabrício Viana, psicólogo e autor do livro O Armário, o desejo é maleável. Ele defende a idéia de que uma pessoa pode ter o desejo sexual orientado por alguém do mesmo sexo em um momento e depois passar a desejar alguém do sexo oposto. O Dr. Viana defende que a mudança de orientação sexual seja possível, desde que o indivíduo voluntariamente manifeste interesse em mudar e empreenda essa mudança. Ele entende que “em sexualidade humana, tudo é possível” e destaca o caso de uma tribo primitiva na qual alguns meninos mudavam a identidade de gênero – de menino para menina – e eram imediatamente aceitos pelos membros da comunidade. Eles poderiam até se tornar amantes de outros homens ou viver junto com uma mulher, se assim desejassem. Nesse caso, como enfatiza o psicólogo: Tudo era possível. E aceito.
Existem ainda muitos estudos nas áreas da Psicologia, Sexologia, Antropologia que comprovam a possibilidade de mudança da orientação sexual. Essa possibilidade é reconhecida também por estudiosos da Sociologia. Marina Castañeda, por exemplo, autora do livro A Experiência Homossexual, declara que “a orientação sexual pode mudar em um dado momento.”
Em sua edição de 16 de maio de 2001, a revista Veja noticiou: “contrariando a tradição, uma pesquisa apresentada pelo psiquiatra Robert Spitzer, da Universidade Colúmbia, eletrizou o congresso [da Associação Americana de Psiquiatria] com uma afirmação de grande repercussão: que os homossexuais podem tornar-se heterossexuais, se tiverem disposição para isso.”
De acordo com Veja, a conclusão do Dr. Spitzer está fundamentada no resultado de uma pesquisa realizada com 200 homossexuais que procuraram ajuda para mudar de orientação sexual. Ainda de acordo com a revista, os dados da pesquisa confirmam que “66% dos homens e 44% das mulheres conseguiram de fato.”
Antes que alguém imagine que o Dr. Spitzer faça parte de alguma organização homofóbica, é importante ressaltar que para a revista Veja, ele é um cientista acima de qualquer suspeita de animosidade anti-gay. A revista destacou que o Dr. Spitzer leciona em uma das maiores universidades americanas e foi presidente da comissão de especialistas que retirou o homossexualismo da lista de doenças mentais da Associação Americana de Psiquiatria no início dos anos 70.
Veja destacou ainda que os psiquiatras ficaram impressionados com a pesquisa do Dr. Spitzer porque “desde os anos 70 a Psiquiatria americana aceitou como dogma a tese de que terapias para mudar a orientação sexual carecem de bases científicas.”
Nesse contexto, notamos que é possível mudar a orientação sexual. Além disso, percebemos que essa idéia não é compartilhada apenas por fundamentalistas religiosos e pessoas “leigas”. Pelo contrário, especialistas do Brasil e do mundo atestam que as pessoas podem e mudam a orientação sexual.
Apesar disso, os meios de comunicação e as políticas públicas ignoram esse fato e mantêm excluídos de seus programas aqueles que mudam da homossexualidade para a heterossexualidade.
No que se refere especificamente aos diversos veículos de comunicação, os ex-homossexuais são representados por meio de caricaturas patéticas e fraudulentas e, desse modo, fomentam-se o preconceito e a discriminação contra essa minoria.
As atitudes preconceituosas e discriminatórias contra os ex-homossexuais causam nesses indivíduos os mais severos problemas psicológicos e expõem seus cônjuges e filhos ao escárnio da sociedade. Desse modo, diversas famílias sofrem a violência daqueles que insistem na tese de que a sexualidade humana é estática e imutável. Diante disso, notamos a dificuldade estatal na promoção dos direitos humanos aos diversos grupos sociais que integram a sociedade brasileira.
Certo de que estamos diante de uma oportunidade ímpar para transformar o Brasil numa sociedade pluralista, fraterna e justa, solicito-lhe gentilmente que as pessoas que mudam de orientação sexual sejam incluídas expressamente nos planos e programas governamentais que visem a combater o preconceito e a discriminação.



Claudemiro Soares Ferreira
Especialista em Políticas Públicas e escritor,
autor do livro Homossexualidade Masculina: escolha ou destino?

IGREJA NÃO APOIARÁ POLÍTICOS FAVORÁVEIS AO PROGRAMA DE DIREITOS HUMANOS DE LULA



JORNAL O DIA - Caderno Brasil
Igreja não apoiará políticos favoráveis ao Programa de Direitos Humanos de Lula


Pastoral divulgará nomes que estão ao seu lado

http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/4/igreja_nao_apoiara_politicos_favoraveis_ao_programa_de_direitos_humanos_de_lula_77102.html

Dia 25 de Abril de 2010

Rio - A Pastoral de Católicos na Política, ligada à Arquidiocese do Rio, não vai apoiar políticos que deixaram de assinar nota emitida pela entidade contrária ao III Programa Nacional de Direitos Humanos. A pastoral repudia o plano, classificado, no documento, como “projeto ideológico intolerante”, além de favorável à legalização do aborto e à união entre homossexuais, entre outras propostas.

A posição da pastoral, que fez ontem seminário na Arquidiocese do Rio para debater o tema, foi anunciada sexta-feita, pela coluna ‘Informe do DIA’. Em breve, a pastoral vai divulgar lista com os nomes dos assinantes da nota, e, portanto, apoiados pela entidade.

O deputado estadual Alessandro Molon e os vereadores Reimont e Adilson Pires — todos petistas — podem ficar de fora da lista, já que não teriam se posicionado contra o programa e não foram ao encontro de ontem. O DIA tentou ouvi-los, mas não conseguiu.

“A ausência desses políticos é muito bem-vinda. Essas faltas serão expostas quando eles vierem atrás de assinaturas”, disse Carlos Dias, membro da Pastoral e pré-candidato ao Governo do Rio pelo PT do B.

Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta lembrou que ninguém é obrigado a aceitar nenhum posicionamento, a favor ou contra o programa de direitos humanos, mas enfatizou a necessidade de a sociedade se guiar pelo “bem do país”. “Cabe pensar que tipo de país estamos projetando. Temos que prosperar, não regredir”, destacou.

O seminário foi prestigiado por vários políticos que disputarão as eleições, como o evangélico Marcelo Crivella (PRB-RJ) e o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Jorge Picciani (PMDB). Os dois são candidatos ao Senado.



17.4.10

Algumas palavras sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos-3

Algumas palavras sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos-3


Muito se tem dito sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, ou PNDH-3. Talvez a única unanimidade seja que ele é polêmico. Uma breve introdução sobre o PNDH-3 se faz necessário para que se possa criar opinião própria.
O Plano Nacional de Direitos Humanos tem o número três ao fim de sua sigla porque é a terceira versão desse documento. As duas primeiras versões do plano foram escritas em 1996 e em 2002. Deve-se notar que ambos tiveram sua feitura no governo anterior. Como esse artigo visa a discorrer sobre o presente plano, serão deixados de lado os anteriores e não serão feitas aqui comparações entre os três.
O leitor do PNDH-3 pode, ao ler o documento, ter a impressão de que ele foi elaborado em um CA (Centro Acadêmico, lugar localizado dentro das universidades onde os estudantes se reúnem entre uma aula e outra para conversar ou passar momentos de lazer) de Antropologia ou de Sociologia e que nessa brincadeira os estudantes de Direito foram barrados na porta de entrada. Essa sensação se dá por dois motivos: primeiro porque estão presentes termos claramente pós-modernos e segundo por que os direitos da primeira geração são flagrantemente violados.
As ciências sociais como História, Antropologia, Sociologia, Ciência Política, sempre se mostraram sujeitas a modismos intelectuais. Isso é normal e pode ser, como geralmente é, saudável para se manter um bom nível nos debates acadêmicos. Muitas vezes os políticos brasileiros pegaram carona nessas correntes. Lembremos, apenas como ilustração, do papel do positivismo na proclamação da República e do marxismo na crítica à ditadura militar. O problema é quando uma corrente é vista como verdade absoluta por seus defensores e estes querem punir os dissidentes por pensar diferente. Quando isso acontece deve-se recorrer aos direitos garantidos pela constituição no tocante a proteção dos cidadãos contra o Estado, os assim chamados direitos da primeira geração. Isso será visto mais adiante.
O modismo intelectual que o PNDH-3 segue é o da pós-modernidade. A pós-modernidade pode ter várias definições, mas apenas para se ter uma idéia do que é, faremos uma brevíssima e despretensiosa explicação do que ela é nas ciências sociais. A pós-modernidade é uma corrente que procura desconstruir as certezas científicas, e elevando o relativismo em detrimento dos dogmas. Ou seja, não existem mais verdades, tudo é relativo. Outra característica que aqui nos interessa no pensamento pós-moderno é que as crenças e tradições dos grupos majoritários são execrados, enquanto que tudo o que vem de “minorias” como mulheres, presidiários, homossexuais, quebradeiras de coco, lavadeiras do Jequitinhonha e outros são vistos como as mais belas manifestações culturais do mundo.
Para confirmar o exposto acima, basta verificar a assinatura a forma como o PNDH-3 foi escrito. O texto está repleto de termos como “populações em estado de vulnerabilidade”, “heteronormatividade”, “desconstrução”, “diversidade”. Os modismos passam, mas esse documento fica e esse é o problema de um assunto tão importante ser tratado com se fosse um tema de dissertação de final de curso.
O que há de grave no PNDH-3 não é a forma como ele foi escrita, mas a cega adesão a uma escola acadêmica em detrimento dos direitos clássicos de liberdade de pensamento, de expressão e religiosa. O maior problema não é que o Estado escolheu proteger certos cidadãos em detrimento de outros (embora isso em si já seja um problema), mas sim que esse mesmo Estado se propõe a perseguir a maioria da população para favorecer as minorias. Como isso foi feito?
Passemos agora a enumerar violações aos direitos da primeira geração, como liberdade de pensamento, expressão e religiosa.
Na página 99 do texto existe uma expressão que demonstra a vontade desse governo de intervir na mente do cidadão ditando como este deve pensar. Trata-se do que aqui é chamado de “desconstrução da heteronormatividade”. Em outras palavras, acabar com a idéia de que apenas o heterossexual é normal. Isso significa que o Estado vai intervir no modo como a família de hoje é concebida pela maior parte das pessoas. Não cabe ao Estado ditar costumes ou dizer o que é moralmente correto com relação a comportamento sexual. Cabe a sociedade decidir o que é certo, estando ela certa ou não. Isso se chama liberdade. Apenas Estados totalitários ditam o que pensar e devemos lembrar que existiram (e ainda existem) Estados totalitários de direita e de esquerda, como o nazista e o socialista. A ditadura e a morte da liberdade de expressão não são monopólio da direita e podem acontecer com governos esquerdistas também, vide Stalin.
Antes ainda, na página 98, já havia uma diretriz (a) que aludia a preferência por certos comportamentos sociais: “promoção de uma cultura que respeita a livre orientação sexual.” Em primeiro lugar, não é da alçada do Estado promover cultura disso ou daquilo. Todos sabemos que vários grupos religiosos são contrários a práticas homossexuais. Se esses grupos estão certos ou errados não é da conta de ninguém e nem mesmo do Estado. O que é da conta do Estado é promover um ambiente de liberdade onde os grupos GLBTT e as Igrejas possam discutir suas opiniões e convencer ou não as pessoas, como indivíduos a aceitar ou não tais práticas. Isso sim é democracia. Imaginemos como seria se essa diretriz fosse levada adiante. A maioria das Igrejas cristãs no Brasil são contra o homossexualismo por considerar tal comportamento como pecaminoso, assim como o adultério, o assassinato e o roubo, por exemplo. O Estado obrigaria essas Igrejas a abrir uma exceção a sua crenças? E a liberdade de pensamento? E a liberdade de expressão? E a liberdade de culto? Se um Estado totalitário perseguisse os homossexuais, punisse as pessoas por suas escolhas sexuais deveria ser combatido por todos por ser inimigo da liberdade. Que o Estado não persiga ninguém em nome da moralidade, mas que ele também não persiga ninguém em nome de sua verdade. Ao Estado não cabe revelar e disseminar a “verdade”, pois essas verdades que os Estados totalitários defendem sempre se mostram modismos. Apenas a liberdade se mostrou sólida como diretriz de um Estado democrático.
Já que se está falando de liberdade, e, sobretudo de liberdade religiosa, é oportuno falar aqui sobre as concepções do PNDH-3 sobre liberdade religiosa. No “Objetivo VI: Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado”, mais uma vez se mostra presente a discriminação do presente governo, que demonstra mais uma vez a simpatia de um grupo em detrimento de outros. Deixemos que o próprio texto do documento demonstre:
“Ações programáticas:
Instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas, assegurando a proteção do seu espaço físico e coibindo manifestações de intolerância religiosa.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério da Cultura; Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.
Parceiro: Fundação Cultural Palmares (FCP).”

A pergunta é simples: por que o único parceiro escolhido aqui foi a Fundação Cultural Palmares que, todos sabem, ao promover a cultura afro-brasileira, promove as religiões afro-brasileiras? A recomendação da ação programática “c)”, “recomenda-se o respeito à laicidade pelos poderes Judiciário e Legislativo [...]” deve ser obedecida apenas pelos cristãos ou também pelos outros grupos religiosos incluindo os minoritários? Se o Estado é laico ele é laico para todos e não podem ser abertas exceções para religiões que esse governo e que os cientistas sociais simpatizem mais. A lei é igual para todos e todos são iguais perante a lei. Por que Kardecistas, Evangélicos e Católicos, por exemplo, não tem representantes na fiscalização da liberdade religiosa? Por que o PNDH-3 está nitidamente restringindo esse direito a quem pertence sua simpatia. Ao Estado não cabe promover religião. Nem mesmo sob a égide da cultura. O que cabe é proteger todas as religiões, sem exceção.
Lembremos que os afro-descendentes devem sempre ser alvo do mais sincero respeito do povo brasileiro por causa de sua incomensurável contribuição na formação da sociedade brasileira, a despeito de toda a ingratidão de muitos dos brasileiros. Não se busca aqui desrespeitar a religião A, B ou C, mas pedir ao Estado que trate a todas com o devido respeito e laicidade que caracterizam os princípios da República brasileira.
Rios de tinta poderiam ser escritos sobre os defeitos, erros, vícios e inconstitucionalidades do PNDH-3, mas em virtude do tamanho desse artigo será tratado apenas mais um ponto. A exploração sexual.
O PNDH-3 foi muito feliz quando prometeu combater a pedofilia e o turismo sexual, mas apresentou uma atitude ambígua com relação à prostituição. Retornemos ao texto, mais precisamente na recomendação da ação programática “h” do objetivo I da Diretriz 4 do eixo orientador II, página 38:
“Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e municípios ações de combate da exploração sexual das mulheres no turismo sexual.”
A exploração da mulher deve ser combatida apenas no turismo sexual, ou seja, a prostituição é degradante para a mulher apenas quando os clientes forem estrangeiros. Isso parece absurdo, mas é o que se depreende do texto do documento quando mais tarde encontramos “Garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão”. É muito interessante notar que no turismo sexual o PNDH-3 planeja desestimular essa profissão degradante, mas no dia-a-dia o mesmo documento planeja dar dignidade a essas mulheres com direitos trabalhistas. Podemos, ociosamente, pensar no que seriam esses direitos trabalhistas. Talvez se o senhor cafetão seja obrigado a pagar décimo terceiro e férias remuneradas a suas “profissionais do sexo” ou talvez seja apenas a felicidade que uma mulher tem ao pegar em sua carteira de trabalho e ver a designação: Prostituta, ou, já que os pós-modernos gostam tanto de eufemismos: profissionais do sexo. Não, não tiremos essas mulheres das ruas, deixemo-las elas lá, ao não ser quando os clientes forem estrangeiros, aí é degradante, porque é turismo sexual.
De tudo isso o que podemos entender do PNDH-3? Que foi um documento elaborado por intelectuais de extrema esquerda, chamados genericamente de libertários e que pregam os dogmas da pós-modernidade, querendo transformar o Estado brasileiro em um Leviatã capaz de qualquer coisa, inclusive de guiar a cultura de toda uma nação e de penetrar no íntimo do indivíduo para ditar-lhe normas de conduta e de pensamento. Percebe-se também que enquanto os cientistas sociais tiveram papel de destaque na manufatura do PNDH-3, os juristas foram deixados de lado. Isso é percebido quando se nota que sob o ponto de vista do direito a execução de tal plano é inviável pelo menos para aqueles que levam em conta tudo o que foi alcançado pela Revolução Francesa em termos de liberdade do indivíduo.
Esse artigo não trata de defender os ideais da família, o que em si já seria louvável, mas os ideais da democracia. O próprio PNDH-3 na página 15, no prefácio, diz que “sempre que um direito é violado, rompe-se a unidade e todos os demais direitos são comprometidos”. Lembremos então quando no artigo 5 da Constituição no inciso IV o legislador apregoa que “ É inviolável a liberdade de consciência e de crença[...]”. A ação desses grupos libertários radicais querendo moldar a sociedade através da lei e da presença maciça do Estado na vida civil e nas consciências em nome do que eles consideram ser a verdade é, no campo moral, hipócrita, por que eles mesmo dizem não existir a verdade, mas agem como se existisse e é, no campo jurídico, inconstitucional, por que combate valores e crenças da maior parte da população em nome da reparação as minorias e para isso fere os princípios da liberdade. O que está em jogo aqui são os pilares da democracia e o direito a liberdade. Saiam os cientistas sociais da sala e voltem os magistrados, a constituição corre perigo.

Gustavo Santos
Historiador, evangélico e militante de movimentos em defesa da vida e da família
Email: gustavoreforma@hotmail.com

MANIFESTO DA LIDERANÇA EVANGÉLICA BRASILEIRA EM FACE DO PNDH-3



Carta de Brasília


MANIFESTO DA LIDERANÇA EVANGÉLICA BRASILEIRA EM FACE DO PNDH-3



Os líderes evangélicos do Brasil, representantes das denominações, convenções, igrejas e demais movimentos cristãos, reunidos na cidade de Brasília, no dia 24 de março de 2010, assinam esta Carta em defesa da vida humana, da família, das comunidades tradicionais, da liberdade religiosa e de imprensa. Acreditamos que ao defendermos esse conjunto de pessoas, entidades e valores, expressamos nossa crença nos princípios cristãos e agimos nos limites do direito à livre manifestação do pensamento, o qual está garantido a todos os brasileiros pela Constituição Federal.

Entendemos que o direito à vida é muito mais do um mero benefício social. Antes, cremos que a vida é uma dádiva de Deus e, desse modo, deve ser reconhecida e reverenciada por todos e promovida e protegida pelo Estado. Assim, não aceitamos a indicação no PNDH-3 da descriminalização do aborto no Brasil.

De igual modo, reconhecemos que a família requer a proteção e o amparo estatais e os benefícios disponibilizados por programas e ações do Governo. Acreditamos que o enfraquecimento do núcleo familiar mediante a relativização acerca do casamento, por exemplo, enfraquece toda a sociedade e, conseqüentemente, ameaça a segurança e continuidade do Estado. Desse modo, entre outras propostas do PNDH-3, não concordamos com aquela que visa a promoção dos profissionais do sexo por sermos favoráveis à valorização da mulher e por defendermos a dignidade da pessoa humana. Não concordamos também com a proposta apresentada no PNDH-3 que tem como objetivo a desconstrução da heteronormatividade.


Entendemos que o tema da diversidade sexual, tal como está proposto no PNDH-3, encontra-se fundamentado em mitos e preconceitos. Afinal, estamos cientes de que nenhuma pesquisa científica jamais demonstrou a origem genética da atração pelo mesmo sexo ou o caráter imutável da orientação sexual. Ao contrário disso, sabemos que para a Ciência não há distinção biológica entre os indivíduos que sentem atração pelo mesmo sexo e aqueles que se sentem atraídos exclusivamente pelo sexo oposto. Além disso, há muito tempo encontram-se nas igrejas evangélicas pessoas que abandonaram o comportamento homossexual e vivem relacionamentos duradouros, saudáveis e felizes com pessoas do sexo oposto. Diante disso, defendemos que é dever do Estado o reconhecimento da possibilidade de mudança de orientação sexual, disponibilizando-se meios efetivos para que os indivíduos que nela tenham interesse possam realizá-la. Assim, somos contrários às proposições do PNDH-3 no que se refere à diversidade sexual até que os fatos nos quais acreditamos sobre a atração pelo mesmo sexo e a possibilidade de mudança da orientação sexual sejam formalmente reconhecidos pelo Estado e amplamente divulgados à sociedade brasileira.

Reconhecemos a relevância dos povos tradicionais na formação da sociedade brasileira e defendemos o direito desses povos viverem conforme os princípios fundamentais da República Federativa do Brasil e os direitos humanos lá consagrados. Defendemos o respeito à cultura e às tradições dos diversos povos que vivem em solo brasileiro desde que não atentem contra a vida. Deste modo entendemos que o PNDH-3 é omisso quanto à proteção da vida de crianças indígenas que em algumas aldeias ainda são sacrificadas por motivações culturais quando nascem com deficiência, gêmeas, quando são geradas por mães solteiras ou viúvas, ou quando são consideradas “amaldiçoadas, fato já reconhecido e confessado pelos órgãos governamentais que desenvolvem as políticas indígenistas neste país.

Sabemos que um governo verdadeiramente democrático não estabelece nem promove a ingerência estatal sobre igrejas nem concede privilégios a cultos de natureza específica em detrimento de outras manifestações religiosas da coletividade. Nesse mesmo sentido, entendemos que a liberdade de imprensa seja fundamental para a construção e manutenção da democracia. Assim, rejeitamos o desenvolvimento de mecanismos que restrinjam ou controlem as atividades específicas das igrejas e movimentos cristãos e recusamos a implementação de qualquer tipo de controle da mídia que vise censurá-la.

Diante de tudo isso, entendemos que o PNDH-3 deva ser analisado ampla e cuidadosamente pelos diversos seguimentos que compõe a sociedade brasileira para que possamos verificar em que medida esse programa verdadeiramente contribui para a promoção da defesa dos direitos humanos no Brasil. Além disso, entendemos também que as igrejas evangélicas devam participar da formulação e implementação das políticas públicas no âmbito federal que visem a promover os direitos humanos, haja vista que essas instituições estão presentes em todo o território nacional e congregam dezenas de milhares de cidadãos brasileiros de todas as raças, culturas e níveis sociais.



Brasília, 24 de março de 2008.

15.3.10

Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3


Declaração dos movimentos sociais que participaram do VI Encontro Nacional dos Movimentos em Defesa da Vida sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

Os movimentos sociais em Defesa da Vida de todo o Brasil, reunidos entre os dias 12 e 14 de março de 2010, em Brasília-DF, para discutirem a atual conjuntura político-sócio-cultural no tocante à valorização da vida humana, decidiram em assembléia plenária emitir a seguinte declaração sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3):

1. O PNDH-3 é um Programa que fere o direito fundamental de todo cidadão, ou seja, o direito de nascer. Isso acontece porque o PNDH-3 deseja legalizar totalmente o aborto no Brasil. Por isso o PNDH-3 já deveria ser rejeitado.

2. Além disso, o PNDH-3 traz outras ameaças à vida, das quais citamos:
a) Constituição de uma “Comissão da Verdade”, a qual poderá investigar, sem prévia denúncia, a vida privada do cidadão. A implantação dessa comissão representa uma invasão direta do Estado na vida dos cidadãos e, por conseguinte, a limitação e até mesmo o fim da liberdade individual.
b) Proibição da exposição pública de símbolos religiosos. Essa proibição representa uma grave limitação da liberdade religiosa, garantida pela Constituição, e também da liberdade de expressão do indivíduo, desprezando os valores históricos e culturais do país.
c) Limitação à liberdade de imprensa, à propriedade privada e à autonomia do Judiciário.
d) Distorção do conceito de família por meio do reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo, com direito à adoção de crianças.
e) Ataque à proteção da família e à dignidade da pessoa humana por meio da profissionalização da prostituição.

3. Pelo que foi exposto, afirmamos que o PNDH-3 é um Programa autoritário e representa a desconstrução da democracia brasileira em direção ao Estado totalitário, usurpador dos direitos inalienáveis de todos os cidadãos.

4. Afirmamos a total e plena rejeição ao PNDH-3.

5. Solicitamos que o Presidente da República, o Secretário Nacional de Direitos Humanos, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal e as demais autoridades competentes revoguem imediatamente o Decreto 7037/2009, que aprova o PNDH-3 e, a partir desse ato, reafirmem, juntamente com a sociedade civil brasileira, políticas de direitos humanos que valorizem a vida e a dignidade da pessoa humana.

Brasília-DF, 14 de março de 2010.

Assinam essa Declaração:
Rede Nacional em Defesa da Vida


Apostolado da Divina Misericórdia em Defesa da Vida
Associação Casa Mãe
Associação Cultural Brasil pela Vida
Associação de Apoio ao Ser Humano e à Família (ABRACEH)
Associação Direito de Nascer
Associação Mulheres Mineiras em Ação
Associação Nacional de Mulheres pela Vida
Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família (PROVIDAFAMÍLIA)
Associação Nascer é um Direito
Associação Vida Humana
Associação Vida Plena
Centro de Ajuda à Mulher
Comissão de Promoção e Defesa da Vida (Rio de Janeiro-RJ)
Comissão de Defesa da Vida (São José dos Campos-SP)
Comissão em Defesa da Vida (Belém-PA)
Comissão em Defesa da Vida (Santo André-SP)
Comissão em Defesa da Vida (Guarulhos-SP)
Comissão em Defesa da Vida (São Bento do Sapucaí-SP)
Comissão Regional em Defesa da Vida (Regional Sul 1 da CNBB)
Comunhão e Libertação
Comunidade Família de Nazaré
Federação dos Movimentos de Defesa da Vida (FEMOV)
Fórum de Defesa da Vida
Frente Nacional de Defesa da Vida
Grupo Pró-Vida do Seminário Maior de Brasília
Instituto Eu Defendo
Movimento de Cidadania de Defesa da Vida
Movimento Legislação e Vida
Movimento Nacional Brasil sem Aborto
Pró-Vida de Anápolis
União Nacional para a Promoção e Defesa da Família (PRODEF)

24.2.10

SUSPEITA DE PEDOFILIA HOMOSSEXUAL NO FLAMENGO



Pedofilia no Flamengo: 'Todos sabem', diz testemunha

Denúncia de pedofilia chega à Gávea

A denúncia de pedofilia envolvendo um alto funcionário do Flamengo já chegou à Gávea.


A principal testemunha prestou depoimento a Luiz Henrique Marques, delegado titular da Delegacia de Crianças e Adolescentes Vítima (DCAV), que intimou um dos diretores do clube, supostamente ligado à vítima, a prestar esclarecimentos sobre a denúncia.

Localizada pelo Extra, a testemunha, cujo nome está sendo mantido em sigilo, afirma ter visto o funcionário em um restaurante próximo à Gávea, oferecendo R$ 100 a um menor de cerca de 10 anos.

Em seguida, o suposto pedófilo teria acariciado o pênis da criança, que frequenta o clube diariamente por integrar uma ONG que tem parceria com o Flamengo.

— O X é uma pessoa muito influente no clube. Todo mundo sabe, não é de hoje, que ele é pedófilo, só que ninguém nunca teve coragem de denunciar.

Para algumas crianças, ele dá dinheiro; para outros, oferece vaga nas escolinhas de futebol e até ingressos para jogos ou permissão para entrar em campo com o time.

Eu já falei com todas as pessoas no clube, no dia que vi a cena.

Fui à Justiça e confirmo a história a hora que for, na frente de quem for — disse a testemunha, indignada.

Responsável por ter encaminhado o denunciante à Justiça, a vereadora Liliam Sá (PR), presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara, não quis fazer nenhum pré-julgamento do acusado, mas mostrou-se indignada com a denúncia, feita por uma pessoa de suas relações.

— As acusações são muito graves e eu estou esperando o desfecho das investigações, mas caso fique comprovada a culpa, acho que esta pessoa deferia ser banida da sociedade, expulsa do Flamengo.

Felizmente, tenho certeza de que a Patrícia Amorim, mãe de quatro crianças, jamais acobertaria uma pessoa assim dentro do clube — disse Liliam Sá.

A presidente Patrícia Amorim confirma ter ouvido a denúncia, mas diz que espera um posicionamento da Justiça antes de tomar qualquer atitude.

— Não posso fazer nada, pelo menos por enquanto. Não vou julgar uma pessoa sem provas. Isso não é minha responsabilidade — explicou Patrícia Amorim.

Fonte: Extra Online
Postado por: Redação O Galileo
http://ogalileo.com.br/esportes/verConteudo.php?id=Mnyb2P7vhDgMmbdSZFKRd5ECAGYEfE&subsecao

4.2.10

URGENTE!!! DIGA NÃO AO PLC 122/2006 na pauta de hoje!

Bem próximo ao feriado do carnaval, quando diversos Senadores encontram-se ainda em viagem de férias, os Senadores ativistas do movimento pró-homossexualismo colocam em pauta a votação do PLC 122/2006, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, sob a direção do Senador Cristovam Buarque, nesta quinta-feira, dia 04 DE FEVEREIRO DE 2010.

Soube desta notícia através do assessor parlamentar Dr. Paulo Fernando Melo da Costa após às 22 horas do dia 03 de fevereiro.

Ligue gratuitamente para 0800612211 e peça para os Senadores dizerem “NÃO” ao PLC 122/2006, pois a aprovação deste PLC implica em discriminar e criminalizar todos os que não concordam com a filosofia do movimento politicamente organizado pró-homossexualismo. Tal movimento social considera homofóbico, inclusive, o apoio aos que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo e promete não só calar como também colocar na cadeia todos os que tiverem opinião contrária a este movimento ditador.

Envie e-mails para os Senadores, em blocos, vide relação abaixo. Fale, especialmente, com os Senadores de seu Estado, os telefones se encontram abaixo.

Endereço eletrônico dos Senadores:adelmir.santana@senador.gov.br; acmjr@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br;

eliseuresende@senador.gov.br; gilberto.goellner@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br;

inacioarruda@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gecamata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; leomar@senador.gov.br; lobaofilho@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br;

paulo.duque@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br;

cesarborges@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; robertocavalcanti@senador.gov.br; antval@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br;

arthur.virgilio@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br;marconi.perillo@senador.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; papaleo@senador.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br;

tasso.jereissati@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; flavioarns@senador.gov.br;

ideli.salvatti@senadora.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; marinasi@senado.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; gim.argello@senador.gov.br;

j.v.claudino@senador.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br;
zambiasi@senador.gov.br;


Uf / Nome /Partido Legislatura /Período /Endereço / Telefones / FAX

AC

Geraldo Mesquita Júnior PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Filinto Müller, gab. 12 (61) 3303-1078/1278/1279 (61) 3303-3029

Marina Silva PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela - Gabinete 08 (61) 3303-2183/2189 (61) 3303-2859

Tião Viana PT 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Ruy Carneiro, gab. 01 (61) 3303-4546/2953/2954 (61) 3303-2955

AL

Fernando Collor PTB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Anexo I, 13º andar 3303-5783/5786 3303-5789

João Tenório PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 02 (61) 3303-4093/4095 (61) 3303-2961

Renan Calheiros PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Anexo I - 15º andar (61) 3303-2261/2263 (61) 3303-1695

AM

Arthur Virgílio PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Tancredo Neves, gab. 50 (61) 3303-1413/1301 (61) 3303-1659

Jefferson Praia PDT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Filinto Müller, gabinete 01 (61) 3303.2061 a 2067 (61) 3303.2737

João Pedro PT 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Ruy Carneiro, gab. 04 (61) 3303-1166 (61) 3303-1167

AP

Gilvam Borges PMDB 52ª - 53ª 2005 - 2011 Anexo I, 18º andar - Gabinete 1803 (61) 3303-1717 1719 1720 (61) 3303-1723

José Sarney PMDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Anexo I, 6ª andar (61) 3303-3429/3430 (61) 3303-1776

Papaléo Paes PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Filinto Müller, gab. 13 (61) 3303-3253/3258/3262/3277 (61) 3303-3293

BA

Antonio Carlos Júnior DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Endereço: Ed. Principal - Gabinete nº 5 Senado Federal Brasília-DF CEP: 70165-900 (61) 3303-2191 (61) 3303-2775

César Borges PR 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 13 (61) 3303-2212 a 2217 (61) 3303-2982

João Durval PDT 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 09 (61) 3303-3173 (61) 3303-2862

CE

Inácio Arruda PC DO B 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Filinto Muller, gab. 07 (61)3303-5791 / (61)3303-5793 (61)3303-5798

Patrícia Saboya PDT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Sen. Teotônio Vilela, gab. 07 (61) 3303-2301/2302 (61) 3303-2865

Tasso Jereissati PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Anexo I, 11º andar, salas 1 a 6 (61) 3303-4846 (61) 3303-4590

DF

Adelmir Santana DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gabinete 10 61-3303-4277/4701 61-3303-1738

Cristovam Buarque PDT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala da Biblioteca, gab. 05 (61) 3303-2281 (61) 3303-2874

Gim Argello PTB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Anexo I 14º andar gabinete 4 3303-1161, 3303-1547 3303-1650

ES

Gerson Camata PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Anexo I, 4º andar, salas 1 a 5 (61) 3303-3204/3235 (61) 3303-3613

Magno Malta PR 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Tancredo Neves, gabinete 55 (61) 3303-4161/5867 (61) 3303-1656

Renato Casagrande PSB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Filinto Müller, gab. 14 (61) 3303-1129/1134/1456 (61) 3303.1974

GO

Demóstenes Torres DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Filinto Müller, gab. 10 (61) 3303-2091 a 2099 (61) 3303-2964

Lúcia Vânia PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Sen. Teotônio Vilela, gab. 16 (61) 3303-2035/2844 (61) 3303-2868

Marconi Perillo PSDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 ALA TEOTÔNIO VILELA - GAB. 06 (61) 3303-1962 (61) 3303.1877

MA

Epitácio Cafeteira PTB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Tancredo Neves - Gab. 56 (61) 3303.1402 /(61) 3303.4073 (61) 3303.1946

Lobão Filho PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Tancredo Neves, gab. 54 (61) 3303-2311 a 2314 (61) 3303-2755Mauro Fecury PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Anexo I 19º andar 61 3033.3069/3071 61 3033.3072

MG

Eduardo Azeredo PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 05 (61) 3303-2323 (61) 3303-2883

Eliseu Resende DEM 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Tancredo Neves, gab. 57 (61) 3303.4621 / 4791 (61) 3303.2746

Wellington Salgado de Oliveira PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, Gabinete 15 (61) 3303-2244/2245 (61) 3303-1830

MS

Delcídio Amaral PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 08 (61) 3303-2451 a 2455 (61) 3303-1926

Marisa Serrano PSDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Afonso Arinos, Gab. 03 (61) 3303-1128 / 3153 (61) 3303-1920

Valter Pereira PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 11 (61) 3303-2222/2224 (61) 3303-1750

MT

Gilberto Goellner DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos - Gab. 6 CEP 70165-900 Brasília-DF (61) 3303.2271 (61) 3303.1647

Jayme Campos DEM 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 24 (61) 3303.4061 / (61) 3303.1048 (61) 3303.2973

Serys Slhessarenko PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, 21 (61) 3303-2291/2292 (61) 3303-2721

PA

Flexa Ribeiro PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senandor Filinto Müller, Gabinete 04 3303-2342 3303-2731

José Nery PSOL 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 17 (61) 3303-2104 (61) 3303-1635

Mário Couto PSDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Filinto Müller, gab. 02 (61) 3303-3050 (61) 3303-2958

PB

Cícero Lucena PSDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Alexandre Costa, gab 21 (61) 3303.5800 5808 61) 3303.5809

Efraim Morais DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Tancredo Neves, Gabinete 49 (61) 3303-2425 a 2429 (61) 3303-1841

Roberto Cavalcanti PRB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Senado Federal, Anexo II Gabinete 22 - Ala Teotônio Vilela (61) 3303-2231 (61) 3303-2218

PE

Jarbas Vasconcelos PMDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Dinarte Mariz, gab. 04 (61) 3303-3245 (61) 3303- 1977

Marco Maciel DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Anexo I, 5º andar, salas 1 a 6 (61) 3303-5710/5716 (61) 3303-5727

Sérgio Guerra PSDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Alexandre Costa, gab. 01 (61) 3303-2382/2383 (61) 3303-1746

PI

Heráclito Fortes DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 01 (61) 3303-2131 a 2134 (61) 3303-2975

João Vicente Claudino PTB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Tancredo Neves, gab. 53 (61) 3303-2415 / 4847 / 3055 (61) 3303-2967

Mão Santa PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 04 (61) 3303-2333/2335 (61) 3303-5207

PR

Alvaro Dias PSDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Nilo Coelho, gab. 10 (61) 3303-4059/4060 (61) 3303-2941

Flávio Arns PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Filinto Müller, gab. 06 (61) 3303-2401 a 3303-2407 (61) 3303-1935


Osmar Dias PDT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 18 (61) 3303-2124/2125 (61) 3303-2740

RJ

Francisco Dornelles PP 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 11 61-3303-4229 61-3303-2896

Marcelo Crivella PRB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Ruy Carneiro - gab 02 (61) 3303-5225/5730 (61) 3303-2211

Paulo Duque PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gabinete 2 61-3303.2431 a 2437 61-3303.2736

RN

Garibaldi Alves Filho PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Filinto Müller, gab. 09 (61) 3303-2371 a 2377 (61) 3303-1813

José Agripino DEM 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Dinarte Mariz, gab. 03 (61) 3303-2361/2362 (61) 3303-1816

Rosalba Ciarlini DEM 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala teotonio Vilela Gab 03 (61) 3303 1777 (61) 3303 1701

RO

Expedito Júnior PR 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Teotônio Vilela, Gab. nº 19. (61)3303-3638 / (61)3303-3132 (61)3303-1343

Fátima Cleide PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Sen. Filinto Müller, gab. 15 (61) 3303-2391 a 2397 (61) 3303-1882

Valdir Raupp PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 25 (61) 3303-2252/2253 (61) 3303-2853

RR

Augusto Botelho PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Filinto Müller, gab. 11 (61) 3303-2041 a 2048/3664 (61) 3303-1931

Mozarildo Cavalcanti PTB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Ruy Carneiro, gabinete 03 (61) 3303- 4078 / 3315 (61) 3303-1548

Romero Jucá PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 12 3303-2111 a 2117 (61) 3303-1653

RS

Paulo Paim PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Anexo I, 22º andar, gab. 04 (61) 3303-5227/5232 (61) 3303-5235

Pedro Simon PMDB 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Alexandre Costa, gab 03 (61) 3303-3232 (61) 3303-1304

Sérgio Zambiasi PTB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, gab. 07 (61) 3303-1207/1607 (61) 3303-2944

SC

Ideli Salvatti PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Sen. Teotônio Vilela, gab. 23 (61) 3303-2171/2172 (61) 3303-2880

Neuto De Conto PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 14 (61) 3303- 4041 (61) 3303- 4197

Raimundo Colombo DEM 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Nilo Coelho, gab. 04 (61) 3303-4206 e 3303-4207 (61) 3303-1822

SE

Almeida Lima PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Alexandre Costa, gab. 07 (61) 3303-1312/1427 (61) 3303-1414

Antonio Carlos Valadares PSB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela - gab. 12 (61) 3303-2201 a 2206 (61) 3303-1786

Maria do Carmo Alves DEM 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Nilo Coelho, gab. 08 (61) 3303-1306/4055 (61) 3303-2878

SP

Aloizio Mercadante PT 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Dinarte Mariz, gab. 01 (61) 3303-1313/5198/5214 (61) 3303-5219

Eduardo Suplicy PT 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Dinarte Mariz, gab. 02 (61) 3303-3213/2817/2818 (61) 3303-2816

Romeu Tuma PTB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Afonso Arinos, Gab. 13 (61) 3303-2051/2057 (61) 3303-2743

TO

João Ribeiro PR 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 05 (61) 3303-2163/2164 (61) 3303-1848

Kátia Abreu DEM 53ª - 54ª 2007 - 2015 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 04 (61) 3303-2464 / 3303-2708 (61) 3303-2990

Leomar Quintanilha PMDB 52ª - 53ª 2003 - 2011 Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 01 (61) 3303-2073 a 2078 (61) 3303-1773

28.1.10

CULTURA ABUSIVA ENTRE MENINOS E ENTRE HOMENS E MENINOS E A VIOLÊNCIA DOS HOMENS CONTRA AS MULHERES


Comentários de Rozangela Justino, em julho de 2009, a partir da leitura do capítulo do livro:


Estudos Feministas, CFH/UFSC, vol 9, N 2/2001. Capítulo: A CONSTRUÇÃO DO MASCULINO, dominação das mulheres e homofobia. Daniel Welzer-Lang.

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Trechos dos escritos do Daniel Welzer-Lang e comentários de Rozangela Justino:

1) Daniel Welzer-Lang reconhece que na “educação dos meninos” ocorrem constantes relações homossexuais, masturbação mútua, inclusive com a participação de adultos, onde a pornografia é vista tanto individualmente quanto coletivamente, servindo de estimulação para se excitarem mutuamente. ...

Rozangela Justino: É o que ocorre nos relatos de casos de pessoas que procuram o MOVIMENTO DE APOIO para deixar a atração pelo mesmo sexo. Pornografia e pedofilia estão sempre permeando ou permearam a relação dos nossos apoiados.

2) Ao mesmo tempo que sentem prazer nestes encontros coletivos, onde um tenta se relacionar com o outro como se o outro fosse mulher, há uma constante luta para provarem uns para os outros a sua masculinidade.

Rozangela Justino: Normalmente os meninos relatam prazer “nas brincadeiras sexuais” (= abuso sexual), mas o fato de sentir prazer não significa que esta relação seja boa. Por esta razão muitos pensam que porque sentiram prazer “são” homossexuais. Na verdade os abusos sexuais nem sempre são atos agressivos e o menino não pode impedir o prazer desta aproximação sexual. Isto parece explicar o empenho do movimento da liberação sexual para baixar o consentimento para que as relações sexuais entre as crianças e adultos e crianças flua livremente. É uma forma de inverter os fatos, fazendo parecer natural e boa a relação abusiva e pervertida. A maioria dos meninos passou por este tipo de experiência, mas não quer dizer que esta foi boa para eles. Precisamos trabalhar para que o abuso sexual não ocorra e não seja naturalizado. Por outro lado, a luta para provar a masculinidade de diversas formas por parte daqueles meninos que não permaneceram na homossexualidade continua para o resto da vida de muitos homens...

3) Os mais frágeis, acabam se colocando no “papel de mulher” e nos demais este tipo de relacionamento gera uma agressividade e competição entre os próprios meninos e estes passam a agredir as mulheres como uma forma de negar o receio de se parecer com qualquer delas.

Rozangela Justino: Pode ser uma explicação para a agressividade de tantos homens que acabam na prisão através da “Lei Maria da Penha”. Tudo começou nas “brincadeiras sexuais” na infância, ou seja, no abuso sexual entre os meninos e homens e meninos.

Algumas frases do Daniel Welzer-Lang sobre o que chama: “A Casa dos Homens” :

“...atravessam a fase da homossociabilidade na qual emergem fortes tendências e/ou grandes pressões para viverem momentos de homossexualidade.”

“Nestes grupos, os mais velhos, aqueles que já foram iniciados por outros, mostram, corrigem e modelisam os que buscam o acesso à virilidade. ...Cada homem se torna ao mesmo tempo iniciado e iniciador..”

“...aqueles que resistem à iniciação são obrigados por força a fazê-la...”

Rozangela Justino: É o que observamos na “cultura dos meninos” – as brincadeiras agressivas e pressão constante para realizarem “brincadeiras sexuais” – é a banalização do abuso sexual entre meninos e homens e meninos.

APRENDER A SOFRER PARA SER UM HOMEM, A ACEITAR A LEI DOS MAIORES - Os “não ditos”:

“...A aprendizagem se faz no sofrimento. Sofrimentos psíquicos de não saber jogar tão bem quanto os outros”;

“Sofrimento dos corpos que devem endurecer para poder jogar corretamente. Os pés, as mãos, os músculos... Se formam, se modelam, se rigidificam por uma espécie de jogo sadomasoquista com a dor”;

“O pequeno homem deve aprender a aceitar o sofrimento – sem dizer uma palavra e sem ‘amaldiçoar’ – para integrar o círculo restrito dos homens”;

“... No monte de choros, de decepções, de tristezas escondidas que se associam a eles... E depois para ser o melhor. Para ganhar o direito de estar com os homens ou para ser como os outros homens.”;

“A educação se faz por mimetismos. O mimetismo dos homens é o mimetismo das violências. De violência inicialmente contra si mesmos”.

“A guerra que os homens empreendem em seus próprios corpos é inicialmente contra eles mesmos. Depois, numa segunda etapa, é uma guerra com os outros”.

Rozangela Justino: Parece que o autor reconhece que o abuso entre os meninos e meninos e homens é uma violência com conseqüências para a vida adulta.


A “APRENDIZAGEM” SEXUAL SE DÁ EM MEIO A ESTAS EXPERIÊNCIAS

“A mensagem dominante: Ser homem é ser diferente do outro, diferente de uma mulher”

“A Gaiola da Virilidade” é um lugar de risco e abuso”.

Antecâmara da casa dos homens:

“... É também um lugar freqüentado periodicamente por homens mais velhos. Homens que ocupam ... O lugar de irmão mais velho, ...’encarregado de controlar a transmissão dos valores’. Alguns se nomeiam pedagogos, outros monitores de esporte, ou ainda padres, chefes de escoteiros... Alguns presentes fisicamente e outros não...”
“... Outros agem através das suas mensagens sonoras, de suas imagens que se manifestam neste lugar.

“... Denominados artistas, cantores, poetas.”

... Embora a cultura de cada vilarejo , classe social, ... O conceito é constante...

“Numerosos meninos são abusados ...Para ser viril é preciso sofrer”

Rozangela Justino: Além do sofrimento já relatado pelo autor, há uma evidente denúncia de que algumas manifestações culturais sugerem abuso e agressão contra os meninos.

A iniciação por outro

Iniciado pode também significar ser violado, obrigado, - sob obrigação ou ameaça ... Os homens a quem uma tal iniciação é imposta guarda marcas indeléveis”;

Rozangela Justino: O autor reconhece que há reflexos negativos na vida adulta do homem que foi abusado sexualmente.
“Muitos homens que foram violentados sexualmente por outro homem mais velho acabam por reproduzir esta forma particular de abuso.

Rozangela Justino: Confirma as estatísticas que mostram grande percentual de autores de abusos dentre os que foram abusados.

“...É como se eles se repetissem: ‘Já que eu passei por isso, que ele também passe’ e o abuso, além dos benefícios que traz, é uma forma de exorcismo, uma conjuração da desgraça vivida anteriormente. Depois ao longo dos anos, quando a lembrança e a dor da humilhação se estanca um pouco, o abuso inicial funcionaria como um elemento de compensação... Onde outros abusos perpetrados representariam os juros que o homem abusado vem cobrar. ... Isso vale tanto para os abusos realizados contra homens como contra mulheres realizados em outros lugares.”

Rozangela Justino: Parece que os homens acabam se tornando autores de abusos de outros meninos e também revela a agressividade de muitos homens contra as mulheres.

“Outros, se fecham em uma couraça, incorporando, de uma vez por todas, que a competição entre homens é uma selva perigosa onde é necessário saber se esconder e debater e onde in fine a melhor defesa é o ataque.

“... As preliminares aos abusos sexuais são os coletivos... Golpes: socos, pontapés, empurrões. As pseudobrigas ... Para mostrar a sua superioridade física para impor seus desejos. Ofensas, o roubo, a ameaça, a gozação, o controle, a pressão psicológica para que o pequeno homem obedeça e ceda às injunções e aos desejos dos outros...”

Rozangela Justino: O autor revela muitas verdades que escutamos dos nossos apoiados que inclui os jogos sadomasoquistas na relação abusiva homossexual ... só que ele interpreta esta realidade declarando que a causa disso tudo é a “heterossexualidade compulsória e a homofobia” e não o abuso sexual em si que precisa ser banido da cultura masculina, para que meninos e homens se libertem do sofrimento das relações abusivas e também não levem esta agressividade para a relação com as mulheres!
Rozangela Justino cursou a especialização em Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, na PUC-RJ

CARTA DE BRASÍLIA



O QUE SE PRETENDE COM A CARTA DE BRASÍLIA - proteger os direitos das crianças e dos adolescentes?


CARTA DE BRASÍLIA

Os Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (filiados a ANCED), as organizações de defesa de direitos de crianças e adolescentes e organizações do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT que estiveram reunidos na oficina Direitos Humanos e Diversidade Sexual do Adolescente, realizada em Brasília nos dias 06 e 07 de maio de 2009, com o propósito de debater e apontar diretrizes para a promoção, defesa e garantia dos Direitos Sexuais como Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes declaram que:

A plena afirmação de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos passa pelo reconhecimento do exercício da sexualidade como um direito fundamental desses sujeitos. Para a afirmação dos direitos sexuais é fundamental garantir informação, livre expressão, bem como respeitar a autonomia e responsabilidade das crianças e adolescentes no desenvolvimento e exercício de sua sexualidade, livres de qualquer forma de preconceito, humilhação, omissão ou violência.

Os setores comprometidos com a garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes precisam ter como princípios de sua atuação: a necessária afirmação de um Estado laico e o enfrentamento aos fundamentalismos religiosos; rompimento com posturas que reproduzam hierarquias de gênero; garantia do direito de crianças e adolescentes à livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero, respeitando sua condição de pessoas em desenvolvimento.

Para a efetivação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes é necessário o desenvolvimento de projetos, programas e políticas públicas intersetoriais comprometidos com:

§ A efetiva participação de crianças e adolescentes na construção de propostas político-pedagógicas de promoção, defesa e garantia de seus direitos sexuais;
§ Garantia do acesso à informação sobre sexualidade, ligada à educação em direitos humanos, numa perspectiva emancipatória e inclusiva;
§ Afirmação da garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, como ação efetiva no enfrentamento ao abuso e exploração sexual;
§ Reconhecimento e afirmação da diversidade sexual;
§ Afirmação de toda forma de violência, discriminação, preconceito, humilhação, constrangimento por orientação sexual e identidade de gênero como violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

Cientes da necessária mudança de concepções e práticas para a afirmação dos direitos sexuais como direitos humanos de crianças e adolescentes, entendemos ser de fundamental importância promover espaços de formação e debate que envolvam o conjunto de atores do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, bem como ativistas dos movimentos feminista e LGBT; e inclusão do tema dos direitos sexuais de crianças e adolescentes em Conferências e Fóruns do movimento de garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Brasília, 07 de maio de 2009.
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22.11.09

VOTAÇÃO DO PLC 122/2006, no Senado Federal, Comissão de Direitos Humanos

Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações. Salmos 82:8

Parabéns Senadores Marcelo Crivela (Rio de Janeiro) e Magno Malta (Espirito Santo), pela brilhante atuação dos Senhores na última votação do PLC 122/2006!

O Senador Magno Malta pediu vistas ao PLC por algumas sessões e já informou que quer a realização das Audiências Públicas que já haviam sido requeridas na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Pensando melhor, seria muito bom enviarmos e-mails para todos os Senadores cumprimentando a atuação dos Senadores Crivela e Malta, além de outros que se posicionaram contra este PLC, para que todos tomem conhecimento do nosso reconhecimento a eles diante dos demais Senadores, uma forma também de encorajar os outros a se posicionarem contra tal PLC. Os endereços eletrônicos dos Senadores se encontram no blog:
http://rozangelajustino.blogspot.com e www.abraceh.org.br (corpo da postagem anterior a esta).

Devemos ainda, escrever para os Deputados Federais incentivando-os a se fazerem presentes nestas ocasiões para fazer pressão política no Senado. Agradecemos a presença dos Deputados Henrique Afonso e Rodovalho na hora da votação do PLC 122/2006. Parece que foram os únicos que se organizaram para este dia importante para o povo brasileiro. Esperamos que os demais Deputados estejam presentes nas próximas votações e audiências. Por falar no Dep Henrique Afonso, ele estará no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro, para mais uma Jornada em Defesa da Vida e da Família! Guardem esta data que eu divulgarei o local para os interessados em conhecer o nosso brilhante Deputado evangélico presbiteriano do ACRE, punido pelo seu antigo partido (PT) por defender a vida humana, família e princípios cristãos!

Dois rapazes que fazem parte do MOVIMENTO DE APOIO AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE, eles mesmos tendo abandonado o comportamento homossexual, foram inquietados por Deus para participarem desta votação e compartilharam comigo as suas impressões. Ficaram surpresos (devido ao estereótipo da IURD) e contentes com o discurso do Senador Marcelo Crivela em prol da família e dos princípios cristãos. O Senador Marcelo Crivela é autor da Lei nº. 12.025, de 03 de setembro de 2009, que Institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus. Eu mesma já ouvi alguns discursos do nosso Exmo. Senhor Senador Crivela no Congresso Nacional, acerca do PLC 122/2006, e a minha impressão pessoal do Senador não difere da dos nossos irmãos que foram ao Senado Federal no dia da última votação. O Senador Crivela se posiciona muito bem contra este PLC. Testemunhada também pela assessoria da FPE - Frente Parlamentar Evangélica, o Senador Crivela esclareceu ao público a manobra que a Senadora Fátima Cleide usou para que o PLC 122/2006 fosse votado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Ele inclusive disse que foi procurado pela CNBB que solicitou a realização de um amplo debate sobre o novo voto da Senadora Fátima Cleide, relatora deste PLC.

Mas os argumentos contra o PLC não foram apresentados na Comissão apenas por parte dos Senadores evangélicos, segundo a assessoria da FPE. O Senador Mão Santa-PSC-PI foi duro ao afirmar que o PLC 122/2006 não tem razão de existir, que é uma proposta absurda e que ele deveria ser arquivado, pois a Constituição já garante proteção aos homossexuais e inclusive citou o artigo da Carta Magna que garante a inviolabilidade da intimidade. Ele ainda disse que o presidente do seu Partido pediu que lutasse para arquivar este PLC.

Durante as discussões observou-se que os Senadores contra o PLC eram maioria e se no início da reunião o PLC tivesse sido colocado em votação ele seria rejeitado nesta Comissão. No entanto, no decorrer da reunião, outros Senadores a favor do PLC 122 foram chegando ao Plenário que se encontrava cheio de ativistas do movimento pró-homossexualismo.

Segundo a assessoria da FPE, a Senadora Fatima Cleide, relatora deste PLC, disse que tinha para mostrar naquele momento fortes imagens de homossexuais agredidos e inclusive a tela e o projetores já estavam posicionados. O Senador Magno Malta, com ousadia e coragem, disse que ele também tinha muitas imagens de crianças sendo agredidas, abusadas e violentadas e também tinha imagens de jovens e adolescentes sendo destruídos pelas drogas no Brasil. Já pedi ao Senador Magno Malta para apresentar cenas de meninos sendo estuprados por pedófilos que vivenciam a homossexualidade, pois as estatísticas mostram que o abuso sexual entre os meninos é muito maior que o heterossexual, mas devido à banalização dos abusos entre os homens tal abuso não parece abuso para a sociedade - são banalizados -, como se fossem apenas jogos sexuais, uma forma também de negar as conseqüências negativas para a vida adulta de homens que sofreram abusos sexuais, tais como homossexualidade, impotência sexual, adultério, e outras. Quem tiver imagens, denúncias ou desejar compartilhar o depoimento de abuso homossexual envie para o Senador Magno Malta. Se atentarmos para os filmes que assistimos verificaremos que existem muitos que mostram o abuso entre os meninos/homens e meninos, no entanto, esta é uma realidade pouco denunciada e reconhecida socialmente como abuso sexual! Que tal fazermos uma relação de tais filmes?

Segundo a assessoria da FPE, a Senadora Patrícia Sabóia (Ceará) falou que como católica não aceita que em sua igreja se fale contra a homossexualidade, querendo defender o PLC 122/2006, fazendo parecer que os que são contra são discriminadores, o que não é verdade. Diante desta afirmação, o debate passou para um clima caloroso, vários outros senadores se manifestaram, a exemplo do Senador Valter Pereira que afirmou que tem dúvidas sobre o PLC 122.

Assim, segundo a assessoria da FPE no Congresso Nacional, parece que os argumentos que esta FPE-Frente Parlamentar Evangélica tem levantado sobre a inconstitucionalidade e a injuridicidade do PLC 122/2006 tem sido observadas e consideradas pelos demais Senadores, que estão em dúvida quanto a necessidade deste PLC. Não somente os Senadores do Congresso Nacional como também pessoas que vivenciam a homossexualidade começam a questionar a imposição da HOMONORMATIVIDADE na sociedade brasileira. Esta foi uma boa notícia de representantes do movimento de apoio presente num evento, no Rio de Janeiro, na semana passada. Já tenho dito muitas vezes que Projetos de Leis que parecem “proteger” pessoas que estão homossexuais não tem este objetivo, e os que estão homossexuais estão sendo usados como massa de manobra para um projeto político com finalidades econômicas muito maior. Oremos para que Deus abra os olhos das próprias pessoas que vivenciam a homossexualidade para esta realidade, antes que elas mesmas sejam as mais prejudicadas. Nós, do movimento de apoio, não lutamos contra a pessoa que apresenta o estado homossexual, mas queremos proteger e defender o ser humano que sofre e voluntariamente deseja deixar a atração pelo mesmo sexo. Não corremos atrás de ninguém para a saída da homossexualidade e os que nos procuram o fazem espontaneamente. Sentimo-nos incomodados com o cerceamento de direitos, como o meu caso, divulgado amplamente, por ser impedida pela RESOLUÇÃO 01/99 do CFP de forma a não acolher os insatisfeitos com a homossexualidade e ainda ameaçada de morte por muitos ativistas gays.

Estavam presentes no Plenário também a assessoria jurídica da FPE e do FENASP - Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política além dos jovens do MIB - Movimento Inova Brasil. Foi destaque também o Deputado Estadual Valter Araujo de Rondônia, um dos maiores líderes no Brasil na luta contra o PLC 122/2006 . Ele é do mesmo Estado da Senadora Fátima Cleide – Rondônia, o Estado com maior número de evangélicos do Brasil. O Dep Valter Araujo tem sido hoje o maior porta voz do povo evangélico de Rondônia, no combate à pedofilia – precisamos fazer uma campanha em Rondônia para que a Senadora Fátima Cleide não consiga mais se reeleger, assim como outros que trabalham contra a vida humana, a família e os princípios cristãos, como também a Senadora Patricia Saboya (Ceará) que defende o ativismo gay. Contudo, precisamos submeter este nosso desejo ao Senhor em oração:

Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações. (
Salmos 82:8)

15.11.09

COMUNICADO DE ROZANGELA JUSTINO À SOCIEDADE BRASILEIRA:



Informo à sociedade brasileira que não mais atenderei as pessoas que desejam deixar a homossexualidade. Embora desenvolva este trabalho desde 1988, tanto em meu consultório quanto em instituições de apoio, reconheço que não devo ignorar a Resolução nº 01/99 do Conselho Federal de Psicologia, ainda que a OMS-Organização Mundial da Saúde -, através da sua publicação oficial, CID 10, deixe claro que é possível procurar apoio terapêutico para mudança da orientação sexual homossexual em caso desta ser egodistônica, ou seja, quando a homossexualidade, fora de sintonia com o próprio eu, leva a pessoa a um estado de sofrimento psíquico. O transexualismo e o travestismo também são considerados transtornos de identidade sexual, além do transtorno de identidade sexual na infância, onde o pai ou responsável pode procurar tratamento, segundo a CID 10, que pode ser encontrada em qualquer livraria e também baixada através da internet. Trabalho de acordo com as orientações da OMS e também de conformidade com as correntes teóricas das escolas da psicologia; entretanto, de acordo com a Resolução 01/99, nenhum psicólogo pode ajudar as pessoas que voluntariamente procuram apoio para superar os transtornos psíquicos ligados à atração pelo mesmo sexo. Diante disso, decidi interromper o atendimento às pessoas que pretendem superar os pensamentos, desejos e comportamentos homossexuais, enquanto a Resolução 01/99 estiver vigente.

Ressalto que tenho sido perseguida por muitos ativistas gays e punida pelo Conselho Federal de Psicologia exatamente por ajudar aqueles que desejam abandonar a homossexualidade. Além disso, tenho recebido diversas ameaças de morte. Certamente, já comuniquei às autoridades a respeito de tais ameaças. Contudo, alguns militantes homossexuais estão decididos a fazer com que o CFP cace o meu registro profissional e impeça que eu continue exercendo a profissão de psicóloga, a qual eu tanto amo. Nesse contexto, informo a todos que as circunstâncias obrigam a minha decisão de não mais auxiliar aqueles que voluntariamente buscam um modo diferente de pensar, sentir e vivenciar a sexualidade. Apesar disso, deixo claro que não estou conformada com essa situação. De fato, tenho lutado para mudar tudo isso, de modo que as pessoas tenham o direito de ser quem elas quiserem e de viverem a sexualidade de acordo com o que elas mesmas decidirem, e é inegável que muitas não desejam se conformar com a sua condição homossexual. Afinal, está provado, até então, que ninguém nasce gay, e ainda que seja encontrada comprovação genética para a homossexualidade é inegável a procura de auxílio por parte de muitas pessoas para efetivar as mudanças que elas mesmas desejam em suas vidas e deveriam ter profissionais para apoiá-las e o direito de apoiar e ser apoiado, garantidos.

Estou lutando para mudar essa situação, mas não conseguirei suportar as ameaças e agressões dos ativistas gays nem serei capaz de enfrentar as decisões dos Conselho Federal de Psicologia sem a ajuda daqueles que também não se conformam com tudo o que está acontecendo. Estou gradativamente encerrando as minhas atividades no Consultório e desde a minha punição junto ao CFP não mais recebo pacientes novos, a não ser para algumas sessões de EMDR, somente para os indicados por pessoas da minha relação pessoal que insistem em realizar este procedimento comigo. É com grande tristeza que compartilho esta decisão muito pensada, pois apoiar pessoas desconhecidas está sendo um fator de risco para mim, especialmente no consultório. Reafirmo que não estou conformada e continuarei lutando, se você estiver participando comigo desta luta, pois me encontro amordaçada, mas você não - o meu processo está sendo julgado na justiça. Você poderá fazer com que o direito de apoiar e ser apoiado seja garantido pela sociedade e poder público. Continue atento a esta mensagem.

A SITUAÇÃO TENDE A PIORAR SE O PLC 122/2006 for aprovado, além de outras propostas legislativas pró-homossexualismo. Infelizmente, ativistas gays estarão no Senado Federal na quarta-feira (18/11) às 10h, pois o
PLC 122/2006 já está na pauta oficial da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado para ser votado. Já foi aprovado, na semana passada, na Comissão de Assuntos Sociais, numa sessão extra que surpreendeu a todos.
Estão apressando a aprovação deste PLC ainda este ano no Senado e na Câmara, para onde retornará. Sensibilizaram os Senadores da casa e os cristãos que Deus ainda não abriu o entendimento acerca dos perigos deste PLC, mesmo que tenham incluído idosos, religiosos, portadores de necessidades especiais, ... Na Constituição Federal os direitos dos religiosos, por exemplo, já estão inclusos e não são respeitados. Na atualidade o politicamente correto é o apoio somente às religiões Afros, além do movimento gay. É só uma questão de tempo para que eles dominem e nenhum outro direito ser respeitado, nem o dos religiosos, nem o dos portadores de necessidades especiais, idosos, religiosos ou qualquer outro. Quanto aos cristãos católicos e evangélicos, com a aprovação deste PLC, serão os mais perseguidos; os profissionais que professarem a fé cristã estarão desqualificados e ameaçados, como eu, ainda que em meu processo há razões jurídicas para a sua anulação e científicas para realizar o trabalho de apoio a pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade.

Diante do exposto, sou totalmente contra qualquer Projeto de Lei de ação afirmativa do movimento gay e de lésbicas, ainda que incluam neles dispositivos de medidas protetivas para idosos, portadores de necessidades especiais, negros, religiosos e outros, simplesmente pelo fato de ELES NÃO SEREM PARA DEFENDER OS DIREITOS destes e nem mesmo das pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo, e muito menos para garantir o direito daquelas que desejam abandonar o comportamento homossexual. Se num Projeto de Lei do idoso, como o da pesca que a bancada evangélica e a católica derrotou há alguns meses, estiver inclusas palavras tais como ORIENTAÇÃO SEXUAL, IDENTIDADE DE GÊNERO, LIVRE EXPRESSÂO DA ORIENTAÇÃO SEXUAL, DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS e outras, inventadas pelos ativistas do movimento de gays e lésbicas ou apoiado por eles, saibam que está a serviço de interesses internacionais com finalidades políticas e econômicas. Precisamos de reunir documentos que tenham credibilidade jurídica para alicerçar a pressão que precisamos fazer no Congresso Nacional para a instauração da CPI destes movimentos sociais, como também a dos Conselhos de Psicologia. Quem tiver tais documentos faça contato comigo. Portanto, não sejamos ingênuos! Querem amordaçar todo o cidadão brasileiro que tiver opinião diferente da do movimento homossexual - os que pensam diferente receberão o CARIMBO de discriminadores, preconceituosos, homofóbicos e outros adjetivos para desqualificá-los.

Recomendo os 7 (sete) passos a seguir:

1º) FALE COM OS SENADORES através do AlÔ SENADO: 0800612211 para votarem “NÃO” no PLC 122/2006. Envie também seu e-mail. Se você participar de alguma ONG, for líder de igrejas, diga para os parlamentares quantos você representa em sua associação. Ao telefonar para o 0800 61 22 11 peça para os Senadores da Comissão de Direitos Humanos dizerem “NÃO” ao PLC 122/2006, incluindo os Senadores do seu Estado. Denuncie a enquete do PLC 122/2006, onde a pessoa limpando o histórico do seu computador consegue votar várias vezes. Eles já estão dizendo que nós estamos adulterando a enquete e na verdade o próprio Senado criou esta enquete que parece não ser séria, pois já deu vários problemas e já emitiram um resultado da pesquisa adulterado. Portanto, denuncie-a através do site do Senado e cesse as votações. Se você puder estar no Senado na semana que vem e participar desta audiência pública e levar faixas protestando o PLC 122/2006 será ótimo, mas seja discreto, silencioso e não cause tumulto no Senado Federal. E-mails dos Senadores, abaixo;

2º) FALE COM OS DEPUTADOS do seu Estado e os Federais pedindo a intervenção deles. A CÂMARA DOS DEPUTADOS FEDERAIS fica próxima ao SENADO. Peça ao seu Deputado para participar da audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado e dizer “NÃO” ao PLC 122/2006, ainda que pareça “bom aos olhos”. Disque Câmara: 0800 619 619. Entre no site da Câmara e envie uma mensagem para o seu Deputado: http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado Clique em SOLICITE; no espaço para o DESTINATÁRIO DA MENSAGEM. No final do rolamento, selecione TODOS – se retiraram esta opção, você pode enviar e-mail para o(s) seu(s) Deputado(s);

3º) FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA e CATÓLICA: tenho alguns e-mails de católicos e de toda a evangélica – veja abaixo. A grande verdade é que os Deputados evangélicos, de forma geral, infelizmente, pouco se mobilizam para estas questões, com raras exceções. As eleições estão às portas. Queremos saber se eles estarão nos representando de verdade no Congresso Nacional ou se precisaremos eleger outros representantes. Telefone para os do seu Estado. A Senadora Marina quer se candidatar a Presidência da República – ela precisa se posicionar, pois ainda não sabemos se podemos contar com a firmeza dela quanto a este tema;


4º) CONSELHOS DE PSICOLOGIA: escreva cartas para os Conselhos Regionais e Federal de Psicologia e peça para os Conselheiros anularem a RESOLUÇÃO 01/99. Envie cópia da sua carta para a Caixa Postal 106.075 – Niterói, RJ CEP 24.230-970 (aos meus cuidados) ou para todos os e-mails ao mesmo tempo: rjustino@urbi.com.br; rozangelajustino@abraceh.org.br; rozangelalvesjustino@ig.com.br; rozangelajustino@gmail.com
Os e-mails dos Conselhos de Psicologia estão no final desta mensagem;

5º) Manifeste o seu apoio ao Decreto Legislativo número PDC 1640/2009, que o Dep. Paes de Lira – PTC-SP apresentou na Câmara dos Deputados Federais, para que sejam sustados os parágrafos 3º e o 4º da Resolução nº 01/99. Siga as orientações acima para falar com os Deputados. Aproveite para agradecer ao nobre Deputado esta iniciativa em prol da pessoa que se encontra em estado de sofrimento psíquico e deseja deixar a homossexualidade. O e-mail do Deputado Paes de Lira é: dep.paesdelira@camara.gov.br ;

6º) Encoraje psicólogos a se candidatarem nas próximas eleições em seus respectivos Conselhos Profissionais para anularem a Resolução nº 01/99, do CFP, e não deixarem os que estão no poder trabalharem contra a psicologia, em prol do politicamente correto, pois existem muitas teorias e técnicas psicológicas que verdadeiramente estão a serviço do apoio ao ser humano para que ele tenha melhor qualidade de vida; da mesma forma os Assistentes Sociais pró-vida e família precisam se candidatar às eleições em seus Conselhos, pois tem Resolução semelhante;

7º) Procure o Ministério Público Federal da sua cidade, setor de interesse do cidadão. Ele é pago pelos cofres públicos para ser o seu Procurador e irá recebê-lo. Diga-lhe que você deseja apoio para deixar a condição homossexual ou para seu familiar, mas que a Resolução 01/99 do CFP impede profissionais da Psicologia de apoiá-lo para efetivar as mudanças que você deseja. Peça a intervenção do Ministério Público Federal, que é o FISCAL DA LEI para a garantia do seu direito.

OS E-MAILS ESTÃO ABAIXO – mãos à obra! Exerça a sua cidadania, divulgue amplamente esta mensagem e que Deus nos abençoe a todos, em nome de JESUS!
Rozangela Justino http://rozangelajustino.blogspot.com/


RELAÇÃO DOS E-MAILS - envie as mensagens em blocos e não para todos ao mesmo tempo, para ficar mais garantida a chegada delas:


A) FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA:
frenteparlamentarevangelica@gmail.com; dep.dr.adilsonsoares@camara.gov.br; dep.andreiazito@camara.gov.br; dep.antoniobulhoes@camara.gov.br; dep.antoniocruz@camara.gov.br; dep.aroldeoliveira@camara.gov.br; dep.bispogetenuta@camara.gov.br; dep.carloswillian@camara.gov.br; dep.cleberverde@camara.gov.br; dep.davialvessilvajunior@camara.gov.br; dep.dr.nechar@camara.gov.br; dep.eduardocunha@camara.gov.br; dep.fatimapelaes@camara.gov.br; dep.filipepereira@camara.gov.br; dep.flaviobezerra@camara.gov.br;

dep.chicoabreu@camara.gov.br; dep.franciscorossi@camara.gov.br; dep.georgehilton@camara.gov.br; dep.geraldopudim@camara.gov.br; dep.gilmarmachado@camara.gov.br; dep.henriqueafonso@camara.gov.br; dep.takayama@camara.gov.br; dep.irisdearaujo@camara.gov.br; dep.joaocampos@camara.gov.br; dep.joaooliveira@camara.gov.br; dep.jurandyloureiro@camara.gov.br; dep.leonardoquintao@camara.gov.br; dep.lincolnportela@camara.gov.br; dep.lindomargarcom@camara.gov.br; dep.manato@camara.gov.br;

dep.pastormanoelferreira@camara.gov.br; dep.marcosantonio@camara.gov.br; dep.mariodeoliveira@camara.gov.br; dep.natandonadon@camara.gov.br; dep.neiltonmulin@camara.gov.br; dep.neucimarfraga@camara.gov.br; dep.onyxlorenzoni@camara.gov.br; dep.pauloroberto@camara.gov.br; dep.rodovalho@camara.gov.br; dep.sabinocastelobranco@camara.gov.br; dep.silascamara@camara.gov.br; dep.walterpinheiro@camara.gov.br;


andrezacharow@camara.gov.br; dep.antoniocarloschamariz@camara.gov.br; dep.manato@camara.gov.br; dep.cleberverde@camara.gov.br; dep.elizeuaguiar@camara.gov.br; dep.majorfabio@camara.gov.br; dep.bispogetenuta@camara.gov.br; dep.leovivas@camara.gov.br; dep.jeffersoncampos@camara.gov.br; jorgetadeumudalen@camara.gov.br;

dep.zequinhamarinho@camara.gov.br; dep.zevieira@camara.gov.br; dep.capitaoassumcao@camara.gov.br; dep.marciomarinho@camara.gov.br; dep.sabinocastelobranco@camara.gov.br; dep.ricardoquirino@camara.gov.br; dep.dr.nechar@camara.gov.br; dep.sergiobrito@camara.gov.br; dep.silasbrasileiro@camara.gov.br; pastorpedroribeiro@hotmail.com

Senadores evangélicos e Deputados Católicos:

magnomalta@senador.gov.br; marinasi@senado.gov.br; crivella@senador.gov.br;
dep.miguelmartini@camara.gov.br; mailto:dep.paesdelira@camara.gov.br;%20dep.leandrosampaio@camara.gov.br; dep.drtalmir@camara.gov.br

B) E-MAILS DOS SENADORES:
adelmir.santana@senador.gov.br; acmjr@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; gilberto.goellner@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br;

raimundocolombo@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gecamata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; leomar@senador.gov.br; lobaofilho@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br;

paulo.duque@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br;

magnomalta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; robertocavalcanti@senador.gov.br; antval@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br;

eduardo.azeredo@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; papaleo@senador.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br;


mercadante@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; marinasi@senado.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; gim.argello@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; zambiasi@senador.gov.br;


C) E-MAILS DOS CONSELHOS FEDERAL E REGIONAIS DE PSICOLOGIA:

federal@pol.org.br; cotec4@bol.org.br; gerenciageral@bol.org.br; crp-01@crp-01.org.br; atendimento@crp-01.org.br; crpacre01@brturbo.com.br; crpmanaus@vivax.com.br; crp01ro@brturbo.com.br; crp01rr@technet.com.br; crppe@crppe.org.br; crp03@crp03.org.br; crp04@crp04.org.br; etec@crp04.org.br; leste@crp04.org.br; norte@crp04.org.br;

sudeste@crp04.org.br; sul@crp04.org.br; uberlandia@crp04.org.br; crprj@crprj.org.br; subsedeni@crprj.org.br; subsedeniteroi@crprj.org.br; subsedepetropolis@crprj.org.br; info@crpsp.org.br; assis@crpsp.org.br; baixada@crpsp.org.br; bauru@crpsp.org.br; campinas@crpsp.org.br; abc@crpsp.org.br; ribeirao@crpsp.org.br; sjrpreto@crpsp.org.br; crprs@crprs.org.br; admin@crppr.org.br; crp08@crppr.org.br; crplondrina@crppr.org.br;

crpmaringa@crppr.org.br; crpumuarama@uol.com.br; crpcascavel@crppr.org.br; marabaran@terra.com.br; glauciawarken@hotmail.com; daysebortoli@hotmail.com; egleidemelo@hotmail.com; trmansano@yahoo.com.br; cecilia.fantin@uol.com.br; gcrrpsico@hotmail.com; gcrpsico@wln.com.br; mlaidane@ufpg.org.br; luciapwolf@gmail.com; sezineide@ibest.com.br; sezineide@yahoo.com.br; soniabls@yahoo.com.br;

nuci_oliveira@yahoo.com.br; karin.bruck@gmail.com; ccaba_psi@hotmail.com; betiulrich@hotmail.com; pogogeslki@uol.com.br; cranckel@yahoo.com.br;secretaria08@crppr.org.br; diretoria08@crppr.org.br; cof08@crppr.org.br; comunicacao08@crppr.org.br; gerencia@crppr.org.br;

admin@crppr.org.br; renego@crppr.org.br; cadastro@crppr.org.br; cadastro1@crppr.org.br; comissoes08@crppr.org.br; politicaspublicas08@crppr.org.br; crepop@crppr.org.br; crp09dir@terra.com.br; administração@crp09.org.br; crp09dir@terra.com.br; secaoto@crp09.org.br; atendimento@crp10.org.br; crp11@crp11.org.br; adm@crpsc.org.br;

secretaria@crp11.org.br; cobranca@crp11.org.br; cof@crp11.org.br; coe@crp11.org.br; contabilidade@crp11.org.br; ma@crp11.org.br; pi@crp11.org.br; cdh@crp11.org.br; adm@crpsc.org.br; secretaria@crpsc.org.br; financeiro@crpsc.org.br; cate@crpsc.org.br; projetos@crpsc.org.br; cof@crpsc.org.br; crp13@uol.com.br; crp14@terra.com.br; crp15@crp15.org.br; crp16@crp16.org.br; crprn@crprn.org.br