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18.7.10

O QUE TODO CIDADÃO BRASILEIRO PRECISA SABER

Nas próximas eleições precisamos perguntar aos futuros candidatos que irão administrar a nossa nação:

1) O que eles pensam a respeito das dívidas interna e externa brasileira;

2) Se estiveram no poder público, devemos perguntá-los qual foi a atuação deles junto ao tema e o quanto estão implicados nele;

3) Vamos perguntar também, para todos os candidatos: o que farão para impedir que o Brasil continue pagando as dívidas, pois os cidadãos brasileiros que vem acompanhando o desenrolar destes pagamentos, não querem mais assumir o ônus das dívidas contraídas por seus administradores, enquanto não houver uma auditoria transparente, com publicidade de forma que todos os brasileiros tenham consciência da realidade das dívidas, a partir dos fatos apurados, e possam participar do processo de negociação das dívidas.

Por fim, devemos pedir para os candidatos assinarem um “TERMO DE COMPROMISSO COM OS ELEITORES”, incluindo esta temática nele.

Mas, por que nos preocuparmos tanto com as dívidas interna e externa do Brasil? Vamos pedir aos nossos candidatos às eleições para não cumprirem com os compromissos financeiros assumidos pela nossa nação?

Muitos de nós pensamos que o Brasil já havia pago as dívidas, mas esta não é a nossa realidade! Segundo dados da:

http://www.divida-auditoriacidada.org.br

de onde transcrevi a maioria das informações a seguir, em 2009, 35,57% do orçamento brasileiro foi destinado a pagar as dívidas brasileiras, e suspeita-se de serem indevidas, devido às possíveis irregularidades envolvidas nelas.

Em 31/12/2009 a DÍVIDA EXTERNA atingiu a marca de US$ 282 bilhões e a DÍVIDA INTERNA R$ 2,04 trilhões, que saíram dos recursos que poderiam estar sendo investidos na melhoria das condições de vida do povo brasileiro! E o pior, esta dívida, estranhamente, é crescente! Por mais que o Brasil a pague, ela aumenta!

O endividamento público brasileiro afeta diretamente a nossa vida: enquanto a maioria dos recursos dos nossos impostos é destinado ao pagamento dos juros da dívida crescente, faltam recursos para saúde, educação, segurança, saneamento básico para a maioria do nosso povo, além de investimentos geradores de empregos e outros.

Você já parou para pensar que não precisaria pagar para o seu filho um excelente colégio e nem para você e a sua família uma assistência médica exemplar, além de ter garantida segurança pública e de excelente qualidade? Se você precisa pagar pelo básico, ou se o serviço público é de má qualidade, é porque:

· Na área da Saúde, o Brasil investe apenas 4,64% do seu orçamento - observamos filas de pessoas atendidas inadequadamente ou escolhidas para morrer nos hospitais públicos, por falta de recursos materiais e médicos suficientes. Alguns, labutam para conseguir recursos para pagar um plano de saúde para obter melhor assistência médica;

· Na Educação, o Brasil investe 2,88% do seu orçamento;

· Na Segurança Pública, somente 0,61% - milhares de pessoas são assassinadas por motivos diversos, diariamente, além de sofrerem roubos, assaltos e viverem constantemente em estado de tensão e vigilância, muitas sofrendo com o estresse e ataques de pânico advindos da insegurança pública;
· ...

Para o pagamento da dívida, possivelmente, indevida, o Brasil investiu em 2009, 35,57% do seu orçamento!

Veja no gráfico abaixo, o montante destinado à Previdência Social, que é muito menor que o para a dívida. Compare a dívida com o investimento em outras áreas básicas para a sobrevivência do ser humano:


Viram o quanto o Brasil investe em todas as áreas e a grande fatia destinada às dívidas? Não é estranho esta supervalorização das dívidas? Se a dívida é crescente, provavelmente, este percentual já esteja bem maior e os recursos para as outras áreas vão sendo reduzidos a cada dia, e o povo empobrecendo!

Observamos também que os nossos governantes têm feito minguar o salário dos aposentados para sobrar mais para pagar as tais dívidas! Esta é uma violência sem igual contra os idosos, além de violência estrutural contra os demais do povo, uma vez que o mínimo de investimento é feito em áreas para a sobrevivência básica do ser humano, a despeito da existência de recursos para um maior investimento, mas tais recursos são destinadas ao pagamento das crescentes dívidas externa e interna! O mais perverso, é que este mesmo povo sofrido, é cruelmente sacrificado e levado a pagar, e até mesmo a adiantar o pagamento da dívida que o maltrata!

Num dos artigos da Auditoria Cidadã, chamou-me a atenção o fato:

“Os trabalhadores sempre pagaram a conta para atender aos caprichos do mercado. Na hora da crise, enquanto os culpados recebem ajuda estatal, milhões de trabalhadores estão sendo demitidos em todo o mundo. Basta!” (grifo meu) O povo brasileiro precisa conhecer a verdade sobre as dívidas que paga! A sociedade brasileira precisa exigir o cumprimento da Constituição Federal e realizar ampla e profunda auditoria dessa dívida!

E quem é esse “mercado”?

“Exatamente as mesmas instituições financeiras nacionais, internacionais, multinacionais e empresas transnacionais ... Para pagar a dívida, que é crescente, já entregamos a maior parte das empresas nacionais (Vale do Rio Doce, Telebrás, Eletrobrás, etc.), leiloamos poços de petróleo e a ameaça à soberania é muito grave! “ (grifo meu)

Em minhas pesquisas no site da Auditoria Cidadã, observei também que, estranhamente, o Brasil já antecipou bilhões de dólares para o pagamento de dívidas aos seus credores, em detrimento de atender as necessidades básicas do povo brasileiro, ou seja, aquele que paga as dívidas. Nós não fomos consultados se queríamos antecipar ou não o pagamento destas dívidas!

O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas os pagamentos das dívidas consomem grande parte do que produz, impedindo que a maioria dos brasileiros tenha vida digna! “Durante décadas a sociedade brasileira vem sendo privada de uma série de direitos porque os sucessivos governos vêm priorizando o pagamento dos encargos da dívida pública que nunca foi auditada, como prevê a Constituição Federal brasileira!”

Já foi feita uma CPI, cujo resultado não foi divulgado por não terem encontrado uma “solução” para as dívidas. Parece que sugeriria o envolvimento de muitos atores “comprometidos” com elas; tantos, que poucos escapariam do envolvimento com a injusta dívida, contraída diante da ignorância do povo sobre o assunto; e o mais grave: é o próprio povo quem tem pago a preço da falta de segurança pública, assistência médica e aposentadorias que não suprem as suas necessidades básicas, e o mais cruel, repito, é que no momento em que mais precisam de recursos financeiros, retiram deles tais recursos para pagar e até mesmo para antecipar o pagamento das dívidas!

Há quem diga que, se o Brasil não pagar a dívida, haverá uma grande crise econômica mundial; outros, dizem que se forem responsabilizados os atores envolvidos num possível escândalo da dívida, não haverá um justo e competente que governe o nosso país, e com isso, poderá surgir um sujeito tipo Hitler para assumir a nossa nação! Mas a AUDITORIA CIDADÃ, de onde retirei estes informativos, declara que países como o Equador, por exemplo, conseguiram uma solução para a dívida, e o Brasil poderá seguir este mesmo caminho, a partir de uma verdadeira auditoria e negociação, com a participação popular.

De qualquer forma, a mídia se calou após a CPI, e nós, até quando nos omitiremos ou “vamos deixar como está e ver como fica”, ou não procuraremos conhecer o tema mais profundamente ou nos calaremos? O fato é que precisamos, minimamente, compartilhar o que chegou ao nosso conhecimento e informar uns aos outros o que está ocorrendo; estudar e conversar sobre o tema é o mínimo que podemos fazer; buscar juntos uma solução será um avanço! O povo paga e não tem conhecimento do que ocorre – isto tudo é muito injusto! Precisamos divulgar estas informações, amplamente, discutindo o tema com os nossos amigos, com os futuros administradores do Brasil que elegeremos e exigir que assumam compromisso sério com o povo brasileiro! Estamos às portas das eleições! A quem confiaremos a administração da nossa nação! Haverá algum justo a quem possamos confiar a administração da nossa nação?

Estou fazendo a minha parte e disposta a dialogar, trocar, buscar uma solução com outros cidadãos! Precisamos estar juntos neste momento sério e delicado! Podemos fazer as nossas pesquisas até mesmo sem sair de casa, pela internet. Parece um primeiro passo a ser dado. Os documentos estão disponíveis não só no site da Auditoria Cidadã, como também nos postados no site do Ministério da Fazenda/Tesouro Nacional e outros. Não sou economista, mas uma cidadã consciente de que precisamos exigir a descontinuidade do pagamento das dívidas brasileira, até que haja uma auditoria transparente, de forma que todos os brasileiros participem ativamente da solução deste drama, independente de quem iremos eleger para nos representar a partir do processo eleitoral.
Segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, em seu Art. 1º, Parágrafo único, "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". (grifo meu)

Você poderá obter todos os documentos e informações necessárias para dar início aos seus estudos através do site:
http://www.divida-auditoriacidada.org.br

Neste site, foi inserida a versão escaneada do Relatório da CPI e tudo o que você precisa saber sobre a dívida interna e externa brasileira. Desta forma, você pode ter acesso imediato aos documentos, bastando dar um click! A auditoria cidadã vem trabalhando ao longo dos anos por todos nós. Compartilho o que recebi deles:

Comissões do Congresso Nacional
Relatórios que investigaram o endividamento

COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL - 1989 (Auditoria da Dívida)
Relatório (não votado) - Luis Salomão

Relatório Parcial - Severo Gomes

COMISSÃO MISTA DO CONGRESSO NACIONAL - 1989 (Auditoria da Dívida) Resumo Comentado
Comissão Especial do Senado Federal para a Divida Externa - 1987 Resumo Comentado
Comissão Especial do Senado Federal para a Divida Externa - 1987 Relatório

Podemos criar uma lista de conversação sobre o tema, e trocarmos idéias pela internet. Sugiro que a própria Auditoria Cidadã, a instituição que reuniu tais informações para pesquisarmos crie esta lista para que os cidadãos brasileiros possam colocar as suas idéias, sugestões, e até sejam orientados por estes cidadãos que já labutam nesta causa há alguns anos.

E que Deus nos abençoe a todos nesta empreitada, em nome de JESUS!
Rozangela Alves Justino, fala do lugar de missionária, cursou a especialização em violência social/doméstica ...
“Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” (Prov 29:2)
QUANDO SEREMOS GOVERNADOS POR JUSTOS, OH! DEUS?
"Disse JESUS: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6) “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual nos importa que sejamos salvos” (At 4:12)
Site da ABRACEH:

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2ª.Cor 9:7)
ABRACEH: Banco do BRASIL ag 1251-3 c/c 24.611-5
Missionária: Banco Itaú ag 0720 c/c 34.527-1


O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE RESTAURAÇÃO

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;homem e mulher os criou.”(Gn 1. 27)

O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE RESTAURAÇÃO
Por Lourdes Dias - RJ, 29/05/10.

“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior que o descrente.” (1 Tm. 5:8)

O que é família? (Jeremias, 2002:4)

ü É a base da sociedade e a mais eficiente estrutura de relação humana;
ü É a célula-mater da sociedade;
ü É a comunidade constituída por um homem e uma mulher, unidos por laço matrimonial, e pelos filhos nascidos desta união.

A formação familiar se inicia no casamento, conforme Deus revelou em Gn. 2:24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”.

Os papéis bíblicos

Maridos: Ef. 5:25; 28;33 / 1 Pe 3:7

Esposas: Ef. 5:22-24 / 1 Pe 3:1-2

Modelos de famílias (Dr. Fábio Damasceno, 1996 apud Jeremias, 2002:29):

1. Família simbiótica ( dependência emocional)

As pessoas não conseguem definir claramente o que é competência de um e de outro. Não se diferenciam psicologicamente, não definem competências, direitos e deveres não estão claros. Parecem um purê, e não batatas.

“São excessivamente carentes, suguentos e não quer ir embora, pois querem estabelecer uma relação de dependência. Os membros vivem uma relação de invasão, sem respeito aos direitos. Qualquer movimento de individualização é percebido como traição.”

2. Família cismática (divergente)

Há dificuldade de se expressar amor um pelo outro. É o conflito que nutre a relação familiar. Os membros estão ligados por este conteúdo, prestando atenção nos deveres alheios para cobrança. As palavras saem sem qualquer controle, provocando culpa e arrependimento no indivíduo.
“São individualistas, enclausurados e com enorme dificuldade diante da perda.”

3. Família Mista

Estabelecem confirmação e limites, mas em blocos onde só uns passam os limites e outros só confirmação. Por exemplo, o pai muito rígido e a mãe superprotetora; ou o pai cismático (conflituoso) e a mãe simbiótica (sufocante). Os papéis são mantidos com rigidez. Lar aranha: a mãe tece a teia e domina tudo e todos.
“Desenvolvem uma individualidade oscilante, ora egocêntrica, ora frágil e dependente, sem encontrar o equilíbrio”.

4. Família individualizada

É amadurecida. Os pais se apoiam e se ajudam, mas não se sufocam. Conseguem alternar seus papéis com harmonia e coerência, sem entrar em competição. A família aprende a respeitar direitos e deveres de cada um. Há flexibilidade na troca de opiniões.
“Pessoas individualizadas que fornecem e recebem ajuda. Se ligam emocionalmente a outros sem se ‘pendurar’ neles. Têm senso de humor e valor próprios”.
Homossexualidade: Uma possível resultante da família disfuncional

Nascemos com uma identidade biológica: macho ou fêmea. Quem nasce com testículos mais tarde se tornará um macho adulto, mas não um homem. Quem nasce com ovários, se tornará uma fêmea adulta, mas não necessariamente uma mulher. Nosso corpo é parte de nosso ser, não a totalidade dele, pois somos corpo, alma e espírito. A identidade sexual masculina ou feminina não é recebida no nascimento, pois precisa se desenvolver. A homossexualidade não é um problema sexual, mas uma busca por afeto.

Nem sempre os pais conseguem suprir as carências de seus filhos, o que não significa que aquele pai não se dedicou ao filho(a). Os homens têm o papel de suprir emocionalmente a família. A mãe nutre afetivamente e o homem protege. Essa inteiração fornece uma visão adequada da família e leva os filhos a desejarem ter famílias semelhantes no futuro. A estabilidade emocional no lar é o bem mais precioso que se pode dar aos filhos. Não se trata de perfeição, mas de estabilidade.

Os filhos podem passar sem luxo, mas não podem passar sem os pais. O bem-estar emocional é o maior bem que os pais podem dar aos seus filhos. E esse bem-estar também resulta em uma identificação sexual saudável, estabilidade emocional e auto-estima equilibrada. Os papéis de pai e mãe sendo adequadamente exercidos levam os filhos a serem equilibrados e, um dia, a quererem ser como seus pais, macho e fêmea, homem e mulher.


E quando a homossexualidade se instala, qual o papel da família no processo de restauração dos filhos?

A primeira reação poderia ser distanciar-se da pessoa que assume a homossexualidade; porém, alguns pais, conselheiros e profissionais vitoriosos pensam diferente:

Ame incondicionalmente.
Rejeite o pecado, não a pessoa. “É nossa tarefa amar nossos filhos”, diz Bárbara Johnson. “E é tarefa de Deus trabalhar em suas vidas. A condenação não funciona, só o convencimento vindo de Deus pode causar uma mudança”.

A mãe recorda o momento em que o filho se declarou: “Cabeça inclinada, lábios retorcidos, eu sabia o que ele estava me dizendo: ‘Se você me rejeitar, não sei o que farei’”.

Amar a pessoa não representa apoiar o estilo de vida que ela leva. Um rapaz recorda as palavras que seu pai lhe disse: “Filho, você é carne da minha carne. Sua mãe e eu queremos te ajudar. Pode falar conosco quando quiser”. Hoje, o filho está feliz, casado e tem dois filhos: “sei que o amor incondicional de meus pais foi o que me ajudou a superar tudo”.

Transmita esperança
Muitos homens e mulheres que vivem o estilo de vida homossexual nunca ouviram falar de uma saída e precisam saber da existência de ministérios de apoio que podem oferecer ajuda. “Como adolescente, não enxergava nenhuma outra opção”, recorda. “Meu psicólogo me disse que simplesmente devia aceitar o fato”.

“Uma mulher já nasce mulher, mas um homem precisa tornar-se um. A masculinidade é arriscada e ardilosa. Conquista-se por meio de uma rebelião contra uma mulher e só se confirma por meio de outros homens”. (Camille Paglia, ativista lésbica, apud Nicolosi, 2005:21).

Não existe nenhuma evidência conclusiva de que se nasce homossexual. “Não existe uma inclinação ”natural” para o comportamento homossexual, mas existem situações adversas na vida de um garoto/garota que podem conduzir às tentações homossexuais”, afirma o Dr. George A. Rekers, professor de neuropsiquiatria e ciências do comportamento da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Sul.

Tais fatores podem surgir dentro da família. Muitos homens homossexuais, por exemplo, nunca sentiram carinho e aceitação de seus pais. Outros foram criados com mães controladoras e hostis. Outros fatores significativos incluem rejeição dos companheiros, abuso sexual, experiências sexuais com o mesmo sexo, descoberta de pornografia homossexual e a falta de uma educação sexual saudável.

“O ideal feminino: criativo, expressivo, intuitivo, receptivo, com empatia, ligado à matéria e ao espírito, perdeu-se de algum modo”. (Diane Eller-Boyko, conselheira, ex-lésbica, apud Nicolosi, 2005:153).

Com as lésbicas, a falta de vínculo com a mãe, com frequência, leva a uma sensação de sentir-se isolada de seu próprio gênero (“Nunca me senti mulher”). Essa falta de identidade sexual pode também resultar do fato de o pai não ter afirmado a sua feminilidade. Outro fator comum no desenvolvimento do lesbianismo é o trauma sexual. “Pelo menos 85% das lésbicas que atendo foram vítimas de abuso”, indica Darlene Bogle, conselheira americana.

Recuse a autocondenação
A família, com frequência, luta com um grande sentimento de culpa ao descobrir a homossexualidade de seu filho ou filha. Porém, é importante saber que, mesmo quando as circunstâncias não são ideais, os fatores familiares nem sempre causam o comportamento homossexual. Cada filho toma a decisão consciente de ir atrás de qualquer tentação que surja. Adotar um estilo de vida gay surge das decisões da pessoa, e não dos fracassos dos pais.

Peça perdão
Um pai arrependido de não ter estado em casa para ajudar a criar o filho, disse: “Não se pode desfazer o passado, Deus quer que depositemos sobre Ele essa carga. Troque a culpa pela paz de Deus”. Nos últimos anos, o pai tem trabalhado para restaurar sua relação com o filho: “Tenho aprendido que nunca é tarde demais”, conclui.
Hoje, seu filho abandonou a vida gay e está envolvido em um ministério para quem quer superar a homossexualidade.

Busque Deus todos os dias
Os pais também necessitam de cura em suas próprias vidas, não somente na vida de seus filhos. Uma mãe americana saiu do abismo da depressão gravando versículos das Escrituras em uma fita cassete, deixando espaço suficiente entre eles para poder repeti-los. Esses versículos se converteram em seu “café da manhã espiritual” a cada dia. “A Bíblia nos faz promessas importantes, assinala ela”. Uma de suas favoritas está em At 16: 31. Outros pais citam Jr 31: 16-17, I Sm 1: 28, Pv 22 : 6 e Jr29: 11.

Seja realista
Milhares de homens e mulheres têm deixado a homossexualidade. Porém, para a maioria deles, a restauração tem envolvido um processo bastante longo. Muitas pessoas restauradas dizem que a vitória é um processo de discipulado dia a dia. Pode haver tentações, assim como há para quem foi viciado em álcool, drogas ou jogo. Um ex-homossexual, casado agora, recorda suas primeiras lutas: “Depois de dois anos convertido, caí novamente em atividades homossexuais. Havia cultivado em secreto os meus desejos homossexuais e me isolado de outros cristãos.” Logo se arrependeu de seus atos, confessou-os a um irmão na fé e continuou caminhando. Há onze anos, desde aquela data, tem aprendido mais sobre a graça e misericórdia de Deus e não voltou mais a cair em comportamento homossexual.

Coloque seu ente querido nas mãos de Deus
A oração é a arma mais forte que há contra a homossexualidade. “Pude pôr o meu filho no altar de Deus quando me dei conta de que eu não podia mudá-lo, mas Deus sim”, disse uma mãe. “Eu o entreguei ao Senhor e estou em paz”.

Compreenda que a cura chegará
“Ah, se alguém tivesse me dito que eu superaria isto!”, se lamenta Barbara Johnson. Na década dos 70, ninguém queria falar sobre este assunto, o que fez com que minha dor fosse ainda maior”. Barbara resolveu que, se sobrevivesse, se abriria a outros que estivessem com o mesmo trauma. Desde então, o Senhor restaurou sua alegria e ela tem ajudado milhares de vidas.

Uma mulher recorda o primeiro passo de sua própria recuperação: “Comecei a buscar o Senhor para que curasse meu coração quebrantado e não pelas circunstâncias na vida de meu filho”.

Com o tempo, estes pais não somente sobreviveram, mas foram capazes de reconhecer alguns benefícios desta prova de fogo.

ü Alguns casamentos se fortaleceram: “Nossa crise familiar nos uniu, meu esposo e eu, na meta comum de orar pela nossa filha”.

ü Aumento da maturidade espiritual: “Meu caminhar com o Senhor agora é mais forte, sou uma pessoa melhor devido ao que se passou com o meu filho”.

ü Renovação dos relacionamentos: “Quero que me perdoe pelos anos de sofrimento que te causei, mãe, volto a dedicar minha vida ao Senhor. Me libertei da escravidão e o Senhor tem me limpado”.
“Hoje entendo que o problema do meu filho será solucionado em uma relação com o sexo oposto, mas quando ele aprender a se relacionar, de forma saudável, com o mesmo sexo”.

Libere a pessoa amada
A “liberação” de um ente querido não significa que o abandonamos ou que passamos a negligenciar nossas responsabilidades em relação àquela pessoa. Porém, significa:

ü abrir mão de nossa expectativa quanto àquela pessoa, sem exigir que ela realize os sonhos que são nossos com relação a ela;
ü que você abre mão de “receber qualquer pagamento” por parte daquela pessoa por qualquer coisa que lhe tenha feito;
ü perder o direito de uma tranquilidade ininterrupta;
ü às vezes, abrir mão do direito de “respeitabilidade” (talvez se tenha que enfrentar comentários indesejáveis de outras pessoas);
ü permitir que a pessoa enfrente dor e sofrimento, assumindo as consequências de suas próprias ações.


Referências

JEREMIAS, Rosemary. Família: plano de Deus e compromisso do homem. PIB-Niterói, 2002.

MINISTÉRIO EXODUS BRASIL: www.exodus.org.br

TORRESIN, Willy. A identidade sexual dos filhos precisa ser desenvolvida e cuidada. Disponível em: www.exodus.org.br

HOMOSSEXUALIDADE: um guia de orientação aos pais para a formação da criança

Agradecimentos
Desejamos agradecer a Lela Gilbert por sua habilidade e paciência na preparação da primeira prova deste livro. Nossa apreciação sincera vai também a Don Schmierer por seu incentivo e apoio e por acreditar na importância do livro para pais, bem como pela confiança de que nós conseguiríamos levar adiante este trabalho. E somos especialmente gratos a Richard Wyler, que nos permitiu citar extensamente percepções extraídas das histórias de pessoas em seu site, www.peoplecanchange.com.

Introdução
Para pais: palavras aos sábios

Jacob, um paciente de 25 anos, estivera em tratamento durante alguns meses por causa de sua depressão em razão de sua indesejada homossexualidade. Um dia – impulsionado por sentimentos tanto de tristeza como de raiva – ele confrontou sua mãe: Eu falei para ela: “Mãe, você me viu brincando com as bonecas Barbie. Você permitiu que eu usasse maquiagem e arrumasse o cabelo na frente do espelho durante horas. Meus irmãos nunca faziam nada disso. Por que você não me fez parar? O que você achava daquilo?” Eu não duvido que mamãe desejava o melhor para mim. Mas ela não teve nada a dizer. Ela só ficou sentada ali e olhou para mim, atordoada e com lágrimas.

Por muitos anos, trabalho com homens homossexuais que estão profundamente insatisfeitos com a atração que sentem pelo mesmo sexo. A vida de gay não dava certo para eles, e eles todos suspeitavam, de alguma forma, que eventos nos primórdios de sua vida lançaram a base para os sentimentos homossexuais. Este livro decorre diretamente daquilo que aprendi nas minhas duas décadas de trabalho com esses homens, à medida que tentavam captar e compreender as causas de sua atração pelo mesmo sexo a fim de alcançar uma progressiva liberdade. Vez após vez, esses homens me ensinaram o que é que faltava em sua infância. As histórias de vida que eu escuto todos os dias, contadas por homens como Jacob que lutam para se curar da homossexualidade, tipicamente incluem lembranças dolorosas de confusão de gênero. O fato é que há uma alta correlação entre não-conformidade de gênero na infância e o adulto homossexual. A maioria dos homens que aconselho não eram tão femininos na infância como Jacob – não brincaram com bonecas nem se vestiam como meninas. Mas, assim mesmo, houve sinais reveladores de conflito e de dúvida sobre identificação de gênero; particularmente, tinham um medo perturbador de que eles, de alguma forma, não se encaixavam bem com os outros garotos. E, mesmo assim, muitas vezes, seus pais – a vasta maioria desses pais amavam muito seus filhos e buscavam o melhor para eles – não viam os primeiros sinais de alerta e esperaram tempo demais para procurar auxílio para os filhos. Uma razão disso é que o profissional especializado, psicólogos, psiquiatras e outros, não lhes diz a verdade sobre a confusão de gênero de seus filhos. Os pais não têm nenhuma idéia do que fazer a respeito disso, se é que existe o que fazer.
Perpetuar estereótipos de gênero?

Não podemos concordar com as pessoas – muitas delas profissionais especializados, psicólogos, psiquiatras e outros – que dizem que cada um de nós pode “ser qualquer coisa que queremos ser”, em termos de identidade de gênero ou orientação sexual. Falam como se ser gay ou lésbica não tivesse as mais profundas conseqüências para nós, como indivíduos, para nossa cultura e para a raça humana. Falam como se nossa anatomia não fosse de forma alguma nosso destino. Deixam implícito que quando ajudamos nossos filhos a desenvolver de forma mais completa sua masculinidade ou feminilidade, de acordo com seu destino criado, estamos meramente perpetuando estereótipos ultrapassados de gênero! Mas a raça humana foi planejada para dois gêneros: macho e fêmea; não há nenhum terceiro gênero. Além disso, a civilização já nos mostrou que a família humana natural (pai, mãe e filhos), com todos seus defeitos, é o melhor meio-ambiente possível para a nutrição de gerações futuras. Será que realmente entendemos isso de forma totalmente errada durante tantas centenas de séculos? Jogaremos de lado toda a história, em favor do mais recente show de TV sobre as glórias do gênero alterado? Como diz um eminente psicanalista, dr. Charles Socarides, “Em nenhum lugar os pais dizem: ‘Não faz diferença para mim se meu filho é homossexual ou heterossexual’”.

2. Dada uma escolha, a maioria dos pais preferiria que seus filhos não se achassem envolvidos com comportamento homossexual. Em rodas de intelectuais, é elegante crer que nós, os seres humanos, não temos nenhuma “natureza humana” inata e que a essência de ser humano é a liberdade de redefinir-nos como desejarmos. Mas que bem essa liberdade pode nos trazer, se for usada para desafiar quem somos? Algumas coisas, argumentaríamos, não são passíveis de redefinição. Se, de fato, a normalidade é “aquilo que funciona de acordo com seu projeto” – e nós cremos que isso é verdade –, então a natureza nos chama para cumprirmos nosso destino, como homem ou como mulher.

Neste livro, utilizaremos os seguintes termos de forma equivalente: pré-homossexual, conflito de gênero, confusão de gênero e alteração de gênero. Todas essas condições têm o potencial de resultar em homossexualismo. Distúrbio de Identidade de Gênero (DIG) refere-se a uma condição psiquiátrica que é um exemplo extremo desse problema de conflito interno de gênero. Em DIG, a criança (menino
ou menina) é infeliz com seu sexo biológico. Muitas das crianças que descrevemos – no decurso de seu desenvolvimento em direção à homossexualidade – não chegaram a apresentar os critérios precisos para um diagnóstico clínico de DIG, mas, ainda assim, os sinais de aviso de conflito de gênero e de homossexualidade estavam presentes. Em desacordo com o profissional especializado, psicólogos, psiquiatras e outros. Hoje a mídia, de modo geral, transmite a mensagem de que homens devem ser encorajados a descobrir sua identidade homossexual ou bissexual. “A diversidade sexual não é maravilhosa?”, perguntam. Certo número de produtores de TV e de filmes de cinema (alguns dos quais são gays) tentam persuadir-nos com histórias idealizadas sobre o revelar sua identidade homossexual, ou o “sair do armário”, como dizem. Cremos que seus esforços são tentativas mal-orientadas de incentivar a situação real, mas desafortunada, na qual um grande número de nossos jovens se encontra.

É claro que, ao tomar esse ponto de vista, eu (Joseph) estou muitas vezes em desacordo com membros de minha própria profissão. Aqueles que se opõem a mim dizem que a decisão de 1973 da Associação Americana de Psiquiatria de tirar a homossexualidade do Diagnostic and Statistical Manual [Manual de diagnóstico e estatística] (DSM) já resolve a questão: a homossexualidade é normal. Mas aquela decisão de 1973 foi tomada (como, até mesmo, alguns ativistas gays observam) sob a pressão política incisiva de ativistas gays.

3. A remoção da homossexualidade do [manual] DSM teve o efeito de desencorajar o tratamento e a pesquisa. Quando passou a ser “do conhecimento geral” que a homossexualidade “não era um problema”, clínicos foram desencorajados — e em muitos casos — proibidos — de expressar opiniões contrárias ou de apresentar trabalhos em reuniões profissionais. Logo, as publicações científicas, em sua grande maioria, silenciaram-se sobre a homossexualidade como expressão de um problema de desenvolvimento. De fato, no momento do preparo desta obra, a Associação Americana de Psiquiatria recusa-se a cooperar de todas as maneiras com a [Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade] (NARTH), porque eles discordam com o ponto de vista da NARTH, ou seja, de que a condição é uma desordem de desenvolvimento. E mais, acreditam que uma posição científica desta sorte “contribui ao clima de preconceito e discriminação a que gays, lésbicas e bissexuais estão sujeitos.

4. Com efeito, a Associação Americana de Psiquiatria procura adiar o debate sobre o assunto. Esse silêncio entre pesquisadores não foi causado por novas evidências científicas que demonstrassem que a homossexualidade é uma variante saudável da sexualidade humana. Ao contrário, tornou-se elegante simplesmente não discutir mais a condição como um problema. A homossexualidade foi relatada e discutida da mesma maneira como se relata o noticiário da noite – como algo que “é assim”, como o clima do dia seguinte.

Ronald Bayer, um pesquisador da Hastings Center for Ethics [Centro Hastings de Ética] em Nova York, resumiu todo o processo. Ele declarou: “A Associação Americana de Psiquiatria caíra vítima da desordem de uma era tumultuada, quando elementos de rompimento ameaçavam politizar todo aspecto da vida social americana. Um furioso igualitarismo [...] compelia psiquiatras peritos a negociar a condição de patologia da homossexualidade com os próprios homossexuais.” O resultado — a retirada da homossexualidade do manual de desordens — aconteceu não por intermédio de um processo racional de arrazoamento científico, “mas, em vez disso, foi uma ação exigida pelo teor ideológico dos tempos”.

5.Prevenção: uma necessidade crescente
Antes que a decisão da Associação Americana de Psiquiatria de 1973 fosse tomada, a prática aceita era tentar evitar a homossexualidade. A condição era considerada uma desordem, e o desenvolvimento da identidade sexual alterada deveria ser evitado sempre que possível. Hoje, cremos que já é hora dessa idéia de prevenção ser revista. É com esse propósito que escrevemos este livro. Poucos livros, antes deste, foram escritos para os pais, a não ser o clássico Growing Up Straight [Heterossexual desde a infância], de Peter e Barbara Wyden. Depois que a homossexualidade foi retirada do manual de diagnóstico, o único livro escrito por um clínico sobre a prevenção foi o livro do dr. George Rekers, Growing Up Straight: What Every Family Should Know About Homosexuality [Heterossexual desde a infância: o que toda família deve saber sobre homossexualidade] (Chicago: Moody Press, 1982), que oferece, para conselheiros pastorais experientes, idéias de sabedoria prática fundamentadas na ciência. Agora esperamos que Homossexualidade: um guia de orientação aos pais para a formação da criança continue a responder à necessidade crescente. A maioria dos pais de crianças pré-homossexuais que vêm a nós em busca de ajuda são pessoas de fé religiosa — católicos, protestantes, mórmons, judeus —, mas alguns, também, são secularistas que intuitivamente sentem que a humanidade é projetada para ser heterossexual. Nós podemos sentir empatia com a preocupação desses pais, porque compartilhamos sua visão de mundo. Contudo, alguns ativistas gay (a maioria dentro de círculos acadêmicos), certamente, condenar-nos-ão por assumirmos essa posição. Quem somos nós para levantar a questão sobre a identidade sexual de alguém, para ajudar uma criança a evitá-la ou um adulto homossexual a mudá-la? Mas assumimos nossa posição com a história e com a maioria da população que acha sexo do mesmo gênero algo que fere, que traz prejuízo as pessoas. Aqui incluímos os testemunhos de muitos clientes para ilustrar os capítulos deste livro. Naturalmente, nomes, lugares e quaisquer detalhes identificadores foram mudados para proteger a privacidade deles. Mas esteja certo de que as histórias são verídicas.

O enfoque deste livro, o papel dos pais, não tem a intenção de culpar, mas sim de educar. Nenhum dos pais com quem trabalhei desejava influenciar seu filho a ponto de lançar a base para a homossexualidade futura — nem mesmo de deixar de intervir quando a intervenção fosse necessária. Mas, a despeito da melhor das intenções, muitos ficaram presos em hábitos de família que foram prejudiciais. E, na verdade, muitos estavam tristemente mal-informados, crendo que nada podia ser feito para influenciar o desenvolvimento da identidade sexual de uma criança. As razões para essa vergonhosa falta de informação correta dos profissionais especializados, psicólogos, psiquiatras e outros, são discutidas no capítulo oito, “As políticas de tratamento”. É com muita gratidão que vemos que os pais, assim que recebem um aconselhamento apropriado, rapidamente fazem mudanças e passam com entusiasmo a ajudar seus filhos a desenvolver uma identidade de gênero sadia. Um pai reconheceu que em seu “íntimo” sabia que algo estava errado e, realmente, sentiu o que devia fazer, mas só ouviu avisos de professores e conselheiros para não “traumatizar seu filho”, a fim de aceitá-lo “como ele é”. Mas quando os pais consultam um psicoterapeuta que confirma e valida seu desejo de heterossexualidade em seu filho, e que oferece direcionamento específico para aquilo que eles sabem intuitivamente que devem fazer em resposta a confusão de gênero do menino, há a esperança de uma saída heterossexual. Uma vez que encontraram apoio profissional para sua intuição de progenitores, essas mães e esses pais captam imediatamente o plano de tratamento de seu terapeuta. Estão mais do que dispostos a começar a aplicar as estratégias positivas e afirmadoras que foram esquematizadas para eles. Este livro contém muitas dessas mesmas estratégias de intervenção. Dr. George Rekers, um perito em desordens sexuais, conhecido em toda a nação, escreve que a “não-conformidade de gênero na infância pode ser o único fator observável mais comum associado com homossexualidade”. E há considerável evidência, afirma ele, de que a criança que tem problema de identidade de gênero pode resolver a dificuldade – com ou sem intervenção psiquiátrica. Rekers relata:
“Em um bom número de casos, [...] a desordem de identidade de gênero se resolve completamente”.

Embora fatores biológicos tenham, sim, um efeito de predisposição em algumas crianças, dr. Rekers crê que a mudança é possível porque a família e as influências sociais parecem ser um fator fundamental e poderoso no desenvolvimento da homossexualidade. Ele observa: “A maioria dos pais espera por heterossexualidade para seus filhos, e o terapeuta não deve dirigir o curso do tratamento para operar contra os valores dos pais”.

6. E mais, dr. Rekers crê que quando o terapeuta trabalha com um adolescente, ele deve esclarecer alguns pontos importantes:

· Há riscos de saúde, que ameaçam a vida, ligados ao estilo de vida gay.

· Um ajustamento ao estilo de vida gay é difícil e socialmente controverso.
· Atividade sexual prematura é psicologicamente arriscada.
· O cliente será muito mais capaz de fazer escolhas sábias na vida adulta sobre sua sexualidade.
O maior volume de pesquisa sobre identidade de gênero foi feito com meninos e com rapazes. Homossexualidade masculina é, de fato, minha especialidade clínica; portanto, a maior parte do aconselhamento neste livro é sobre meninos. Esperamos que outro escritor leve nosso trabalho adiante para investigar mais completamente o lesbianismo e sua prevenção. Talvez você esteja preocupado com o desenvolvimento sexual de seu filho ou de sua filha. Talvez seu filho ou sua filha diga coisas como: “Devo ser gay”, ou: “Sou bissexual”. Você encontrou algum material pornográfico com pessoas do mesmo sexo no quarto dele. Achou, na agenda ou diário da filha, escritos íntimos sobre outra menina. A mensagem mais importante que podemos oferecer é que não existe uma “criança gay” ou um “adolescente gay”. Somos todos projetados para sermos heterossexuais. Confusão de gênero é, antes de tudo, uma condição psicológica e, até certo ponto, pode ser modificada. Achamos que você considerará as informações nas páginas que se seguem animadoras e afirmadoras. Ao ler essas histórias, talvez você veja algo de seu filho ou de sua filha e seja motivado(a) a afirmar mais fortemente o desenvolvimento sadio, apropriado ao desenvolvimento do sexo daquela criança. Para terminar, desejamos reiterar que temos fortes diferenças filosóficas com a Associação de Psicologia Americana (APA) da qual sou membro. Eles, em anos recentes, optaram por uma posição unilateral afirmadora do gay, ao apoiar uma filosofia política que promove ativamente o casamento gay, a adoção de filhos por gays e a normalização do homossexualismo e, ao mesmo tempo, ao estigmatizar valores tradicionais, corroendo o modelo da família nuclear. As posições da Associação Americana de Psiquiatria não são puramente científicas. Visto que nenhuma delas é matéria estritamente científica, elas representam as opiniões político-filosóficas da Associação Americana de Psiquiatria e de seus valores de liberalismo sexual.
O controle político da Associação Americana de Psiquiatria em relação ao livre fluxo das idéias, de fato, tornou-se tão opressivo em anos recentes que nós não deveríamos mais chamá-la de um grupo científico, mas de uma corporação comercial profissional, cujo alvo é avançar uma agenda política liberal dentro de nossa sociedade. O fato é que, em um raro artigo de censura publicado em um importante revista profissional, um psicólogo, crítico e corajoso, acusou que a falta de respeito da Associação Americana de Psiquiatria pela diversidade de pontos de vista realmente “faz com que a pesquisa passe a ser tendenciosa em relação às questões sociais, prejudica a credibilidade da psicologia com os formadores de opinião e o público, impede de servir a clientes conservadores, resulta em discriminação real contra estudantes e estudiosos conservadores e tem um efeito de perpetuar a educação liberal”.

7. Ao escrever este livro, fizemos todo esforço para representar os dados científicos de uma maneira justa exata. Não desejamos deixar implícito que o modelo de pré-homossexualidade descrito aqui é o único caminho à homossexualidade. No entanto, cremos que esse modelo é o mais comum. Nem desejamos sugerir que há uma resposta simples que seja capaz de evitar o desenvolvimento homossexual. O que você, como um dos pais, pode fazer é fornecer, na medida do possível, o meio-ambiente ideal. Se você concordar conosco que a normalidade é “aquela que funciona de acordo com seu projeto”, e que a natureza nos chama para cumprir nosso destino de gênero, como macho e fêmea, então convidamos você para seguir em frente em sua leitura. Como pais que somos, nosso alvo é lhe oferecer esperança, suporte, instrução e encorajamento.

Observação: Como você provavelmente já observou, este livro por vezes usa a primeira pessoa do singular e outras vezes a primeira do plural para expressar a opinião dos autores. Essa alternância não é tão randômica como possa parecer. A primeira pessoa do singular representa Joseph Nicolosi; todas as outras seções representam as contribuições dos dois autores.