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28.7.06

DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE É UM DIREITO HUMANO E CONSTITUCIONAL

DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE É UM DIREITO
HUMANO E CONSTITUCIONAL.[1]
Por Rozangela Alves Justino[2]
Considerações Iniciais:

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; ... Criou Deus, pois, o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (...) tornando-se os dois uma só carne.” (Gen. 1:26a-27 e 2:24c)

Partindo do princípio bíblico citado, o ser humano foi criado para ser um homem ou uma mulher e os dois complementarem-se através do casamento. Por algumas razões, há os que desenvolveram a homossexualidade e encontram-se insatisfeitos, em estado de sofrimento, em conflito com os seus valores, expressando o desejo de abandonar este comportamento. Associar-se a outros com o objetivo de ajuda mútua, bem como procurar apoio profissional, é um direito inalienável.

Diversas pessoas declaram ter deixado ou desejarem deixar a homossexualidade. Desde 1976, têm-se conhecimento de instituições formadas pela iniciativa destas, organizadas através dos chamados “ministérios de ajuda” - melhor expressão: “ministério de apoio”; apoio é aplaudir, incentivar, confirmar, ... mais que ajudar. Estas missões são compostas por apoiadores, de ambos os sexos, independente de já terem “estado” homossexuais ou não, que sentiram um forte desejo de oferecer apoio e compreensão aos que lutam contra a homossexualidade.

Alguns profissionais da área da psicologia relatam que há quem tenha ido procurar apoio psicoterápico para trabalhar questões de vida, que não a homossexual e, no decorrer do processo psicoterapêutico, deixou a homossexualidade, tendo, inclusive, desenvolvido a heterossexualidade. Isto significa que aqueles que “estão” homossexuais podem mudar, se assim desejarem, e é injusto serem discriminados por isto.


No entanto, há uma forte pressão do movimento da desconstrução social, com o respaldo da academia e políticas públicas, em nome dos direitos humanos, para a construção de uma nova teoria, uma nova forma de viver, uma nova construção social perversa, ou seja, contrária às leis da natureza humana criadas por Deus, e da vida moral projetada pelo criador para o bem-estar da humanidade. Surge a teoria queer, implementada na sociedade através de uma nova educação mundial - sua repercussão tem refletido no mundo e no Brasil, contrariando os princípios cristãos, conseqüentemente o movimento de apoio. Vide artigo “O MOVIMENTO DA DESCONSTRUÇÃO SOCIAL – MOVIMENTO QUEER”.








Partirei, agora, para a análise da forma com que o movimento da desconstrução social-queer- liberal sexual-pró-homossexualismo tem usado os direitos humanos para cumprir os seus intentos, cerceando o direito do movimento de apoio.


A DISCRIMINAÇÃO DO DIREITO DE APOIAR E SER APOIADO

No Brasil, o direito de apoiar e ser apoiado não é reconhecido pelos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário e nem pelo Ministério Público. Apoiar pessoas a deixarem a homossexualidade está sendo considerado conduta preconceituosa e discriminatória, passível de punição. O responsável por esta perseguição aos profissionais e ministérios de apoio é o movimento politicamente organizado dos ativistas do movimento pró-homossexualismo / diversidade sexual / livre expressão sexual – presente no mundo inteiro, hoje, também, expressivo no Brasil. O movimento pró-homossexualismo tem sido um dos mais expressivos, juntamente com o movimento feminista, compondo juntamente com outros movimentos sociais o MOVIMENTO DA DESCONSTRUÇÃO SOCIAL – QUEER.

Atualmente, os profissionais da área da psicologia, que professam a fé cristã evangélica, são citados na mídia e em reuniões públicas como pseudo-profissionais pelo seu próprio Conselho Profissional, quando se dispõem a ouvir o pedido de apoio daqueles que desejam deixar a homossexualidade - marca da influência pró-homossexualismo queer na classe profissional.

O CFP-Conselho Federal de Psicologia baixou a Resolução queer Nº 1/99, de 23 de março de 1999, para tratar da homossexualidade. Esta Resolução fere o direito à liberdade, igualdade, expressão de pensamento, livre atividade científica e de comunicação, assegurados no Art. 5º da CF/88-Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988. Contraria os Artigos 1º, 3º, 7º, 18, 19, 20 e 27 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 10 de dezembro de 1948.

A DISCRIMINAÇÃO TORNANDO-SE PERSEGUIÇÃO
A Presidente do CFP declarou à Revista Veja, de 26 de abril de 2000, que a Resolução foi feita para perseguir os psicólogos cristãos, o que demonstra completa ignorância e preconceito quanto a estes profissionais, além de discriminação religiosa. No Brasil, a liberdade religiosa está protegida pela CF/88, Art. 3º, IV; 4º, II; Art. 5º, VI, VII e VIII. Como o politicamente correto é se queer, transformar o certo em errado e o errado em certo, as leis também estão se tornando queer.

No dia 22 de março de 1999, os ativistas do movimento pró-homossexualismo comemoravam a Resolução do CFP, abertamente, nas salas de bate-papo gay, antes da própria categoria profissional ter conhecimento da mesma. A Resolução foi construída sem uma prévia discussão acerca do seu teor com os profissionais registrados em seus respectivos CRP-Conselhos Regionais de Psicologia, o que sugere desrespeito e abuso de poder, além do fato de não se ter uma posição definida acerca da homossexualidade no mundo das ciências psicológicas, nem mesmo na psiquiatria. Esta também parece ser uma manifestação do movimento queer.

A OMS CONSIDERA VÁRIAS FORMAS DE EXPRESSÃO SEXUAL COMO TRANTORNO

Embora na CID 10 (Classificação Internacional das Doenças) a orientação (homossexual, heterossexual e bissexual) por si só não seja considerada um transtorno (conjunto de sintomas ou comportamentos associados a sofrimentos com disfunção pessoal), outras formas de homossexualidade, tais como o travestismo bivalente, o transexualismo, o transtorno de identidade sexual na infância e outros de preferência sexual não especificados são considerados transtornos de identidade sexual.


ORIENTAÇÃO SEXUAL PODE MUDAR, DECLARA SPITZER, SUMIDADE EM SEXUALIDADE HUMANA

O psiquiatra Robert Spitzer, responsável por retirar do DSM (Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais dos Estados Unidos da América, utilizado como base para a realização das mudanças na CID) a afirmação de que a homossexualidade é doença e um comportamento imutável, em 1973, já fez uma revisão dos seus estudos. Desde 9 de maio de 2002, ele transmitiu o resultado de suas pesquisas através de uma conferência na APA-Associação Americana de Psiquiatria, afirmando que pessoas altamente motivadas podem deixar a orientação homossexual. O conceito de imutabilidade não é o mais atual e a Resolução do CFP precisa ser anulada. Como estamos na era queer a tendência é permanecer como está, a não ser que o povo brasileiro se manifeste contra ao movimento queer.


CFP – ALIADO DO MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO REALIZA O SEU IV SEMINÁRIO DE DIREITOS HUMANOS QUEER

Em dezembro de 2002, eu, Rozangela Alves Justino, participei do IV Seminário Nacional de Direitos Humanos promovido pelo CFP, que contou com a liderança da psicóloga e professora da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Eliana Conde, representante da comissão de Direitos Humanos na época, em um dos trabalhos em grupo, cuja proposta foi o diálogo com os movimentos sociais. Um dos grupos foi o dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo” que, num determinado momento, cobrou do CFP punição dos psicólogos cristãos, principalmente dos que estiveram presentes no III Encontro do Exodus que aconteceu em Viçosa, MG, em junho de 1998.

A psicóloga respondeu que existem muitas controvérsias no meio profissional acerca da homossexualidade e que os psicólogos que se encontravam naquele evento eram pseudo-psicólogos, pois nestes encontros as pessoas se reúnem para fazer exorcismo, expulsarem os demônios dos homossexuais – todos acharam muito engraçado. Isto demonstra completa ignorância quanto ao papel dos psicólogos que professam a fé cristã, pois para expulsar demônios, tais profissionais, não precisariam de graduação em psicologia e nem investimento de tempo e dinheiro em especializações, mestrados e doutorados. Qualquer cristão poderá expulsar demônios, em nome de Jesus. O psicólogo, independente de professar ou não a fé cristã, foi para a universidade aprender a profissão para exercitá-la e trabalha como qualquer outro profissional.

Participei deste Seminário e me posicionei, publicamente, quando nos foi dado um espaço para avaliação. Explanei que durante todo o Seminário o discurso dos conferencistas foram marcados pela palavra-chave em Direitos Humanos: “INCLUSÃO” e não “EXCLUSÃO”, mas através da Resolução 01/99, o CFP estava discriminando e excluindo as pessoas que desejavam deixar a homossexualidade, assim como os profissionais que apóiam tais pessoas nas mudanças que elas mesmas desejam efetuar em suas vidas.

Fiz um breve relato do meu envolvimento com pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade desde 1989, onde registrei as minhas primeiras experiências no livrete: "Da Homossexualidade à Heterossexualidade - há possibilidade de resgate da heterossexualidade", até colaborar com a implantação do Exodus no Brasil, de novembro/1998 a janeiro/2002. Divulguei o site do Exodus e compartilhei que vários dos seus missionários estiveram no Brasil relatando os seus depoimentos de saída da homossexualidade, bem como as suas experiências com ministérios de apoio. Coloquei-me à disposição dos colegas para esclarecimentos, além de ter falado sobre a importância da inclusão de pessoas que deixaram a homossexualidade nos Seminários do CFP e não somente os ativistas do “movimento pró-homossexualismo”.

No entanto, a Resolução 01/99 queer, tem levado pessoas a abandonarem os estudos sobre a homossexualidade e a verdade científica, pois pessoas sérias não encontram mais espaço na academia queer. O próprio CFP está prestes a exterminar a categoria profissional, em nome do MOVIMENTO QUEER.

PREOCUPAÇÃO DO CFP – POLÍTICA, NÃO CIENTÍFICA

A psicologia se propõe ao estudo das diversas manifestações do comportamento humano e não é possível interpretar, avaliar, dar um parecer sem conhecimento de causa. As observações acerca dos comportamentos também não devem ser conclusivas, pois o ser humano é dinâmico, sujeito a constantes mudanças. A gestão do CFP que baixou a Resolução 01/99 não se baseou na ciência, já que não foi realizada uma pesquisa e estudo mais profundo acerca do movimento de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade, nem mesmo fundamentaram cientificamente as motivações da Resolução 01/99 do CFP. Tal conduta demonstra quão intensa é a influência pró-homossexualismo no CFP ao ponto destes profissionais irem de encontro aos posicionamentos técnicos de sua classe profissional deixando-se levar, apenas, pelo imaginário de que os profissionais cristãos não utilizam técnicas psicoterápicas consagradas no meio acadêmico e sim o exorcismo. Ficaram claros também o preconceito e a discriminação religiosa. O movimento queer é contra o cristianismo, pois este se propõe a integrar e fortalecer o ser humano e o movimento queer a desorientá-lo, desintegrá-lo, fragilizá-lo, destruí-lo.

LIBERDADE RELIGIOSA AMEAÇADA

A liberdade religiosa cristã está sob a ameaça dos ativistas do movimento pró-homossexualismo. Não só as igrejas católicas e as evangélicas, mas especialmente os ministérios de apoio que proclamam a mensagem de libertação da homossexualidade através de Jesus Cristo e Sua Igreja.

Tal ameaça por parte dos ativistas do movimento pró-homossexualismo-queer, que se utilizam, neste momento, da Resolução do CFP para defenderem a sua ideologia é para criar um clima de terror nas igrejas, impedindo-as de divulgarem mensagens que expressem as suas crenças e valores, especialmente quando se referem à homossexualidade como um comportamento pecaminoso. Isto é ditadura e cerceamento de direitos. É terrorismo queer!

Diversas leis pró-homossexualismo estão sendo tramitadas no Congresso e pensamos que estas são, apenas, para a proteção contra as discriminações sociais. Na verdade são para serem usadas para a punição de todo e qualquer cidadão que eles entenderem não estar de acordo com a “filosofia pró-gay”[3], especialmente os cristãos (católicos e protestantes), odiados pelos ativistas deste movimento por se pautarem na teoria da criação de Deus, contrária ao movimento queer.


O MOVIMENTO DOS DIREITOS HUMANOS: POR QUE NOS PREOCUPARMOS COM ELE?

É um desafio lidar com o diferente do EU, especialmente com o TU e suas com posições contrárias ao EU, às nossas, mas ... Deus[4] se preocupa com os Direitos Humanos:

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:39)
“Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.” (I João 3:10)
“Conhecemos a caridade nisto: que Ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (I João 3:16)
“ (...) quem ama a Deus, ame também a seu irmão.” (I João 4:31)

Depois de amar a Deus em primeiro lugar, o segundo maior mandamento dEle é o amor ao próximo, igualmente a nós mesmos. Este é o nosso grande desafio: primeiro amar o EU, aceitar-me enquanto pessoa e da mesma maneira amar o TU, diferente de mim. Ele mesmo criou o homem e a mulher – o EU diferente do TU / homens e mulheres diferentes uns dos outros. Deus se preocupou com as relações humanas, com o respeito às diferenças. Todos foram incluídos no tratado dos Direitos Humanos que é a própria Palavra de Deus. Ele nos deixou o Velho e o Novo Testamento onde encontramos a orientação para participarmos do Seu Reino onde o amor e a justiça são bases para o ser individual e a vida coletiva.

Cabe a nós retornarmos com maior força para os princípios cristãos, única forma de resgate do homem criado à imagem e semelhança de Deus, fonte de esperança! Os adeptos do movimento queer encontram-se desesperados, perdidos. Jesus veio ao mundo resgatar o perdido!


DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Para o mundo, o marco dos Direitos Humanos aconteceu com a Declaração Universal dos Direitos Humanos[5], aprovada pela ONU, na Assembléia-Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948. De fato, todas as nações deveriam assegurar o direito à vida, liberdade, igualdade, dignidade, segurança e outros, contudo quando o homem se utiliza do direito, percebemos que este muda de acordo com as circunstâncias, não é natural, mas histórico e conquistado.[6]

O direito positivo (que se torna legislado, transformado em lei) é baseado, primeiramente, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que não tem força de lei, mas é a base da criação das leis. A CF/88-Constituição Federal, por exemplo, tem força de lei em nosso país. A nossa Constituição inclui a Declaração dos Direitos Humanos em seu Art. 4:

Art. 4: A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
II – prevalência dos direitos humanos.

Mais completa é a lei quando cumpre toda a compreensão dos Direitos Humanos, torna-se um projeto de cidadania e tem a proposta de um trabalho.[7]

O respeito aos Direitos Humanos não é tão simples, pois os valores são estabelecidos em consenso entre várias pessoas, grupos e nações. Para se conseguir a paz, meios têm sido trabalhados pelos diversos grupos de movimentos sociais visando a garantia dos Direitos Humanos. O fato de existir a lei não significa que o direito tenha sido alcançado, daí o slogan dos Direitos Humanos: “Século XX – Era dos Direitos Humanos / Século XXI – Era da Garantia dos Direitos Humanos”.

Vivemos, então, na chamada cultura garantista, ou seja, a consciência de que se tem o direito e ele precisa ser assegurado, porém só chegará até as pessoas se elas realizarem algum movimento para a sua garantia. O direito pode ser efetivado ou abandonado se não houver sustentação para ele num determinado momento histórico e social. O respaldo está na produção de conhecimento e na realidade vivida que envolve a necessidade de respeito à cultura, crenças e valores sociais.

Se por um lado, há o questionamento por parte do movimento queer acerca das crenças e valores sociais; por outro lado, parece haver o reconhecimento de que o sistema de crenças e valores voltados para Deus, podem ser reconhecidos, pois nenhuma lei humana é perfeita por si só, completa só a lei de Deus, eonde encontramos o absoluto, no mais, tudo é relativo.

Há uma preocupação constante com a proteção dos Direitos Humanos, um modo mais seguro de garanti-los, para que não sejam, continuamente, violados. Por esta razão, é que se estudam meios de proteção e garantia dos direitos.

“Modos de fundar valores” para a garantia dos direitos:

Noberto Bobbio, no livro: “A Era dos Direitos”, Rio de Janeiro, Campus, 1992, quando trata do “Presente e Futuro dos Direitos do Homem”, p. 25, relata os seguintes “modos de fundar valores” para a garantia dos direitos:

1) Deduzi-los de um dado objetivo constante.
Um exemplo é a natureza humana. A questão é que a natureza humana pode ser interpretada de diferentes modos e o apelo à natureza serviu para justificar sistemas de valores até mesmo diversos entre si. Conforme o enfoque que dou para a natureza ela muda. Absoluto, só Deus!

Qual é o direito fundamental do homem segundo a sua natureza? O direito do mais forte, disse Spinoza; o direito à liberdade – Kant. John Loke elaborou a idéia do jusnaturalismo moderno (fase em que os filósofos apoiavam a sua posição pela natureza) - parte da idéia de que o homem tem direitos, por natureza, que ninguém lhe pode subtrair e que ele mesmo não pode alienar e nem transferir.

Observando o nosso cotidiano verificamos que: “A liberdade e a igualdade dos homens não são um dado de fato, mas um ideal a perseguir; não são uma existência, mas um valor; não são um ser, mas um dever ser”. (BOBBIO, 1992, p.29)

2) Considerá-los como verdades evidentes em si mesmas.
Historicamente ocorrem as mudanças - valores considerados evidentes por alguns em determinados momentos não foram considerados evidentes por outros em outros momentos.

3) Num dado período histórico eles são aceitos.
Mostrar que são apoiados no consenso, o que significa que um valor é tanto mais fundado quanto mais é aceito. Esta é a prova da intersubjetividade dos valores – o consenso.

Bobbio, afirma que as Declarações de Direitos nascem como teorias filosóficas. Os legisladores acolhem as teorias com o fim de pô-las como base para uma “nova concepção do Estado – (...), a afirmação dos direitos do homem não é mais uma expressão de uma nobre exigência, mas o ponto de partida para a instituição de um autêntico sistema de direitos (...) enquanto direitos positivos ou efetivos”. (BOBBIO, 1992, p.29)

Como já verificamos foi através da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em dezembro de 1948, que os sistemas de valores puderam ser humanamente fundados e reconhecidos. Esta foi considerada a maior prova histórica do consenso de um sistema de valores - mostra que a humanidade partilha de valores comuns.

Parece que neste momento da história, até mesmo a ONU não tem se mostrado mais um órgão confiável, devido ao seu envolvimento com o movimento queer.

ATIVISTAS DO MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO JUNTO À ONU

Há um intenso investimento dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo” de levarem para a ONU as suas idéias, na tentativa dos seus intentos serem reconhecidos a nível internacional e, depois, transformados em leis. Esforçam-se para apresentarem “números” de pessoas que partilham as suas idéias para se justificarem. Este movimento social tem sido amplamente apoiado pelo Governo Federal e tudo isto custeado pelos impostos pagos pelo cidadão brasileiro, mesmo aquele que não concorda com a filosofia do “movimento pró-homossexualismo”.

A criação de um dia para a comemoração do movimento como “O Dia do Orgulho Gay”/ “O dia Contra a Homofobia” / “Programa: O Brasil Contra a Homofobia”, incluindo as passeatas gays, etc, fazem parte das chamadas “Ações Afirmativas” do movimento dos grupos das minorias sociais, estudadas e utilizadas pelo “movimento pró-homossexualismo”. Nestas, com a ajuda da mídia, os números de participantes sempre são estimados para cima, estrategicamente, bem como a contagem da proporção de pessoas que vivenciam a homossexualidade em relação à população, para obterem mais argumentos para defenderem as suas idéias.

Os ativistas do movimento pró-homossexualismo estudam as leis, têm construído uma biblioteca e divulgado através da internet e outros meios de comunicação, todo o material que produzem em forma de livros e periódicos, além de vídeos para o registro do “seu saber”. Até mesmo “o suposto saber psicológico”, através da Resolução 01/99, foi colocada a serviço da sua ideologia.

A tentativa do Governo Federal apresentar pela terceira vez na ONU a Resolução da Livre Expressão da Orientação Sexual, se aprovada, significaria todas as formas de expressão sexual sendo aprovadas no Brasil e no mundo – do pansexualismo à pedofilia; as manifestações contrárias seriam punidas.

Quanto ao Governo Federal, devido às últimas notícias na mídia, envolvendo políticos nos escândalos com mensalões, mensalinhos, sanguessugas, e outros nomes que inventam, mostra o quanto o poder público encontra-se influenciado pelo movimento queer. Isto enfraquece a nossa nação, tornando-a pouco confiável.

Seguindo esta linha de atuação, o movimento pró-homossexualismo vem sendo custeado pelos cofres públicos, além de instituições como a Fundação Ford e outras ligadas à criança e ao adolescente que ainda não se revelaram mais claramente, unidos para sabotar os direitos humanos/da criança e do adolescente.

Os ativistas do movimento pró-homossexualismo encontram-se em todos os Ministérios: da Educação ao de Relações Exteriores e ainda estão lutando. Acabaram de aprovar a lei para punir a “homofobia” pela Comissão de Constituição e Justiça, o que significa que vão perseguir a todos os que forem considerados homofóbicos no Brasil, incluindo o “movimento de apoio”. Precisamos pressionar os Deputados Federais para que esta lei não seja aprovada.

Notícias nos chegaram dizendo que o movimento pró-homossexualismo conseguiu uma verba do Governo Federal, no valor de cento e vinte e cinco milhões de reais para o seu programa contra a homofobia, assim como assinou um convênio com o Ministério da Educação para treinar professores das escolas do Rio de Janeiro para implantar a sua filosofia. A escola que era um local que todos valorizavam está se tornando um espaço banalizado.


COMO O MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO CONSEGUE CONVENCER PESSOAS ACERCA DA IMUTABILIDADE DA ORIENTAÇÃO SEXUAL?

Muitos adultos que vivenciam a homossexualidade estranham-se com uma carência incomum de afeto por parte de pessoas do mesmo sexo desde tenra idade. Além deste fato, a maioria foi estimulada homossexualmente na infância/adolescência (abuso sexual) e é possível que, a partir desta(s) experiência(s) tenha aprendido a associar o afeto ao sexo na relação com os iguais. Os ativistas do movimento pró-homossexualismo respaldam-se nas lembranças e sensações infantis para convencerem a sociedade e as próprias pessoas que vivenciam a homossexualidade que esta carência afetiva/sexual pelo mesmo gênero faz parte da natureza humana, ou seja, que as pessoas nascem homossexuais.

O empenho dos ativistas do movimento pró-homossexualismo está em construir o conceito de uma nova natureza, considerá-la evidente para a aceitação social neste momento da história e encontra eco entre eles, possivelmente pelas razões acima citadas.

O “movimentos de apoio” a pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade contraria os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” porque os seus conceitos e valores são baseados nos princípios cristãos, na evidência de que o homem não foi criado para vivenciar a homossexualidade e esta não fazer parte da natureza humana, do propósito do Criador.

A PERSEGUIÇÃO COMO FORMA DE “AÇÃO AFIRMATIVA”

Também faz parte das “ações afirmativas” (conjunto de afirmações para chamar a atenção do povo visando a garantia de direitos) a perseguição aos cristãos, como forma de cobrança a estes pelo sofrimento infringido aos que vivenciavam a homossexualidade no passado. Segundo os ativistas do “movimento pró-homossexualismo”, os cristãos já levaram muitas pessoas que vivenciam a homossexualidade à morte, razão pela qual estão imbuídos do desejo de vingança contra os cristãos. Hoje, quem está pagando é o “movimento de apoio” aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade, que inclui profissionais, além dos ministérios de apoio e igrejas cristãs. Os que buscam apoio para a saída da homossexualidade são considerados traidores do “movimento pró-homossexualismo”. Eles trabalham para a homossexualização da sociedade e o movimento de apoio para a deshomossexualização.

Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” querem que a humanidade acredite em “suas verdades”:
1)declaram que nasceram homossexuais (mesmo não havendo comprovação científica para esta afirmação);
2) que a homossexualidade não é doença (há controvérsias quanto a este ponto);
3) nem pecado (querem criar uma nova teologia).

Estão trabalhando para que tais “verdades” se tornem evidentes neste momento da história da humanidade. A verdade é transformada em mentira e a mentira em verdade – está instalado o “politicamente correto” – queer.


“Saber é Poder: a produção de conhecimento como fator de transformação”.

A Revista Équo, Ano 1, Número 1 – Revista do Programa de Defesa e Garantia de Direito da Criança e do Adolescente, da Fundação Bento Rubião, 2000, Rio de Janeiro, RJ, permite-nos uma maior compreensão desta temática, através do artigo escrito pelo Dr. José Ricardo Cunha (Advogado, Coordenador do Programa de Defesa e Garantia dos Direitos da Fundação Bento Rubião), referente à Cultura Garantista, sob o tema: “Saber é Poder: a produção de conhecimento como fator de transformação”.

Dr. Cunha constata que todo conhecimento é provisório, pois a vida e as sociedades humanas estão em constantes mutações tornando-se necessária a reafirmação histórica e cultural dos saberes, ou seja, a sua fundamentação deverá fazer sentido, estando vinculada à realidade concreta. Trabalhos freqüentes de caráter teórico-prático no âmbito político, jurídico e social são indispensáveis como uma preocupação ética da construção e garantia de direitos.

Por estas razões, os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” não querem que o “movimento de apoio” a pessoas que desejam deixar a homossexualidade tenha visibilidade (seja reconhecido) e nem que leis sejam criadas em seu benefício.

O Direito Positivo (legislado/lei) tanto precisa atender à demanda baseada na realidade concreta das práticas sociais / das ações dos movimentos dos grupos oprimidos, bem como as exigências éticas do ordenamento jurídico, segundo os valores e princípios de proteção da dignidade da pessoa humana.[8]

Segundo o Dr. Cunha, neste processo poderá haver a consolidação dos direitos constitucionais, seja através da regulamentação dos novos dispositivos através de leis complementares onde poderá ser um avanço com relação à garantia dos direitos fundamentais ou um retrocesso, dependendo da construção histórico-cultural do conhecimento que é um processo cultural, ou seja, tudo dependerá dos comportamentos, crenças e instituições da sociedade.


Por que a ABRACEH tem chamado tanto a atenção dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo”?

Se tudo vai depender dos comportamentos, crenças e instituições da sociedade, os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” receiam que haja a união de todas as pessoas que potencialmente compõem o “movimento de apoio” (dos cristãos aos demais religiosos e todo brasileiro que não concorda com a ideologia dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo”), mobilizando-se para impedir a visibilidade deles. No entanto, o povo ainda não acordou para o poder da unidade.


A importância dos poderes legislativo e judiciário neste processo

O Poder Judiciário tem sido apontado, neste momento, como o espaço que se deve usar para a resolução de conflitos de forma pacífica – a obrigação do Judiciário é cumprir a lei, daí a necessidade do Poder Legislativo criar leis para que o Judiciário possa encontrar respaldo e aplicar a lei, conforme o Art. 5º da CF/1988, II – “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Nunca os ativistas do movimento pró-homossexualismo se preocuparam tanto com o estudo das leis e apresentação da sua filosofia através de leis para a garantia de direitos. Percebe-se que estes têm seguido todos os passos dos estudiosos da “cultura garantista” das minorias sociais, pautados nos Direitos Humanos. Da pressão à sociedade, incluindo perseguição aos cristãos, seguida do legislativo para o judiciário.

Foi o que os ativistas fizeram com o CFP-Conselho Federal de Psicologia. Organizaram-se para que o CFP criasse a Resolução 01/99 e, depois passaram a cobrar do CFP a punição dos profissionais que eles consideram atrapalhar os seus intentos, razão pela qual respondi a quatro notificações do CRP-RJ, pautadas na Resolução 01/99, sendo a primeira aceita como prescrita.


As conseqüências da omissão do povo junto ao poder legislativo e a aprovação das leis para o prejuízo do povo

A Bíblia, desde o Velho Testamento, relata momentos em que o povo sofria por escolher mal o legislador ou por se omitir diante da criação leis e depois era obrigado a cumpri-las, mesmo não concordando com as mesmas. A igreja evangélica sempre foi atuante em trabalhos sociais, mas a partir do período da ditadura militar ela se encolheu e começou a haver ênfase nas pregações baseadas nas passagens bíblicas que tratam do alto respeito que se deve às autoridades. Hoje, os cristãos evangélicos temem contrariar as autoridades e consideram a omissão um comportamento cristão valorizado.

A lei só faz sentido se for em benefício de todos e os políticos estão no poder porque a população brasileira votou neles para serem os seus representantes e atenderem aos seus interesses. Não concordando com a atuação dos mesmos é possível tirá-los da posição que ocupam não votando mais neles. O poder é do povo e não do político, pois o povo coloca o político no poder e poderá retirá-lo ou não deixá-lo mais voltar ao poder público. Durante o tempo em que permanecerem no poder é preciso sinalizar para eles quais são as leis que interessam a aprovação e a necessidade de criação de outras para a garantia dos direitos que o povo deseja. É o que os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” estão fazendo.


Defendendo os Direitos Humanos - a posição do cristão diante da ditadura gay

Estamos vivendo num momento da história em que os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” são quem estão ditando as leis e se não tomarmos providências voltaremos ao tempo da ditadura, agora , “ditadura-gay-queer”, que é uma sabotagem aos direitos humanos e constitucionais. Já assistimos igrejas, profissionais e ministérios de apoio oprimidos e com medo dos escândalos dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo”. A intimidação e espalhar terror é uma das estratégia deles para o avanço de seus projetos. Se não tomarmos uma atitude já, igrejas correm o risco de serem fechadas, profissionais de psicologia e psiquiatria não poderão dizer que pessoas deixaram a homossexualidade a partir da sua prática profissional e ministérios de apoio não mais atuarão no Brasil.

O que importa para nós? Fazermos a vontade de Deus ou adotarmos a filosofia do politicamente correto? Por todas estas razões é que surgiu a necessidade da criação da ABRACEH, para a união de pessoas visando a garantia do direito de apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. Todo e qualquer cidadão poderá ser apoiador da ABRACEH. Quanto mais adesões, maiores as possibilidades de garantirmos o direito de cumprir as nossas finalidades estatutárias e regimentais.

Em 1948, o Brasil assinou a Declaração dos Direitos Humanos; em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil; ambas nos asseguram o direito de nos associarmos, de criarmos a ABRACEH, pois a lei prevê a igualdade de direito, livre expressão e liberdade de associação, independentemente de autorização do poder público, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. Os artigos da Declaração de Direitos Humanos e Constituição Federal/88[9] asseguram à ABRACEH o direito de:
a) PENSAR (liberdade de consciência);
b) EXPOR SUAS IDÉIAS (liberdade intelectual e científica);
c) ASSOCIAR PARA APOIAR OS QUE QUEREM SER APOIADOS (liberdade de trabalhar e/ou fornecer informações à sociedade).

Por estas razões, antes de criar a ABRACEH, dei início a um abaixo-assinado num encontro promovido pela Missão Grupo de Amigos, ocorrido no espaço da Primeira Igreja Batista de Niterói, em 9 de novembro de 2002, como um primeiro passo para a garantia do direito de apoiar pessoas a deixarem a homossexualidade. Os termos do abaixo-assinado foram:


ABAIXO-ASSINADO
Considerando os termos do arts. 3º, IV e 5º, VI, IX, XIII, XIV da CF/88, que nos assegura o direito de:
a) PENSAR, (liberdade de consciência);
b) EXPOR NOSSAS IDÉIAS, (liberdade intelectual e científica);
c) E AJUDAR OS QUE QUEREM SER AJUDADOS, (liberdade de trabalhar, ou fornecer informações à sociedade);
d) SEM SERMOS DISCRIMINADOS POR ISTO. (liberdade e igualdade perante a lei, sem discriminações).

Nós, seja na condição de pessoas que desejam deixar a homossexualidade, seja na condição de familiares, amigos, profissionais, membros de igrejas, missionários, representantes de ongs denominadas ministérios de ajuda[10] e conselheiros cristãos, abaixo-assinamos este documento de forma a garantir a não discriminação e o não cerceamento ao nosso direito de sermos ajudados ou de ajudarmos a todos os que desejam abandonar o comportamento homossexual, bem como realizarmos trabalhos preventivos.

Requeremos apoio à nível Federal, Estadual, Municipal no desenvolvimento de programas que visem a coleta e divulgação de informações, junto a organizações governamentais e não governamentais, sobre a prevenção, apoio e/ou a possibilidade de reorientação sexual aos que vivenciam a homossexualidade, incluindo crianças e adolescentes como pessoas em processo de desenvolvimento.

Queremos que os nossos direitos sejam reconhecidos no âmbito social e garantidos pelos Poderes Legislativo, Judiciário, Executivo e pelo Ministério Público.

Nome Completo
Registro Geral / CPF / Título de Eleitor
Cidade
UF
Religião
Profissão







Este abaixo-assinado foi um dos documentos que pensamos encaminhar, no momento oportuno, aos Conselhos de Direitos Humanos existentes à nível Municipal, Estadual e Federal, bem como aos políticos cristãos para que haja o reconhecimento social, garantia do direito daqueles que desejam deixar a homossexualidade, não discriminação e o não cerceamento do direito de apoiar por parte das igrejas evangélicas, missões e profissionais, o que já vem ocorrendo a longa data. O Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro já recebeu o documento anexo, com a cópia deste abaixo- assinado.
O que mais podemos fazer de prático?
1) conseguirmos o maior número possível de associados para a ABRACEH;
2) reunirmos o máximo de material possível.

Além da adesão à ABRACEH, pessoas devem escrever os seus depoimentos, tanto as que deixaram a homossexualidade, quanto as cujos sistemas de crenças e valores as têm levado a desejar abandonar o comportamento homossexual, independente do estágio em que se encontram: deixaram o comportamento homossexual; também a orientação homossexual; desenvolveram a heterossexualidade.

Quem não vivenciou a homossexualidade, mas já testemunhou a mudança de alguém, assim como profissionais, devem registrar as suas experiências.

A Narth, associação americana de pesquisa e terapia da homossexualidade, composta por PHDs, tem várias dissertações e teses que demonstram a possibilidade de reorientação sexual ( www.narth.com ). A Narth tem colocado a nossa disposição os seus artigos para traduzirmos e publicarmos e já o temos feito. V. site da ABRACEH: www.abraceh.org.br

Também são necessários encontros/congressos registrados em forma de livros, vídeos, etc. Já temos algum material publicado pela EIRENE/CPPC, bem como fitas cassetes e CDs dos Encontros e Congressos do Exodus e ministérios de apoio. Só precisamos organizar todo este material e a sugestão é que, a ABRACEH, enquanto uma associação brasileira, fique como referência para a guarda e administração de todo o material produzido no Brasil. Se você tiver algum material, coloque-o à disposição da ABRACEH.

Não nos esquecendo que o nosso maior acervo, para a garantia dos Direitos Humanos a ser colocado em ação está contido nas Escrituras Sagradas.


Considerações Finais:

Cremos que Jesus Cristo pode libertar pessoas dos seus pecados, inclusive dos da homossexualidade, conforme as Escrituras em I Coríntios 6:9 a 11 - "fostes assim alguns de vós...”. Jesus veio perdoar, salvar, justificar, libertar os cativos e oprimidos e se manifestou para desfazer as obras do diabo, também assim descrevem as Escrituras.

A incredulidade quanto a saída da homossexualidade tem sido tão grande que já se fala em homossexuais não só como um terceiro sexo, mas como uma nova raça, uma nova criatura – quem quer distorcer o homem criado à imagem e semelhança de Deus e transformá-lo numa nova criatura, numa nova raça? Quando é que a glória da segunda casa se manifestará maior do que a primeira? Quando daremos início ao que o Senhor quer fazer através da Sua Igreja, com a missão com pessoas que desejam deixar a homossexualidade?

Certamente os ativistas do movimento pró-homossexualismo têm nos obrigado a fazer muitas reflexões acerca dos erros dos cristãos no passado e no presente. Também faz-se necessária uma consulta individual acerca da nossa tolerância, amor e posicionamento justo para com os que vivenciam a homossexualidade - se somos capazes de nos colocarmos no lugar deles como Jesus fez com cada um de nós. O que não significa apoiar a homossexualidade, perdendo o referencial do pecado, como já tem acontecido com muitas denominações, não somente nas igrejas ditas “cristãs-gays”, mas em “igrejas normais”. As Escrituras não escondem que muitas igrejas distorcerão os ensinamentos bíblicos, ensinando ao povo o que é errado, o que não procede de Deus.

Quem se prontificará a abrir passagem para os que vivenciam a homossexualidade encontrarem a porta “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. (...) Eu sou o bom Pastor: o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:9/11)

Quem Jesus encontrará, como a Pedro, após a sua ressurreição, para perguntar: Você me ama? “Apascente os meus cordeiros, as minhas ovelhas.” (João 21:15-17)

Quem amará os ativistas do movimento pró-homossexualismo, que tanto nos perseguem? Quem conseguirá amá-los, ao mesmo tempo estabelecendo limites, não sendo coniventes com eles? “Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam”. (Lucas 6:27-28)

Que o Espírito Santo de Deus em tudo nos oriente e nos dê a paz!

Rozangela Alves Justino
rjustino@urbi.com.br
rozangelajustino@abraceh.org.br



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA DE ESTUDOS ESPERANÇA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada, 2a. ed., Sociedade Bíblica do Brasil, copyright, 1995.
BOBBIO, Norberto, 1909 – A Era dos Direitos? Norberto Bobbio; tradução de Carlos Nelson Coutinho. – Rio de Janeiro: Campus, 1992, 217 p.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, promulgada em 5 de outubro de 1988. Editora Saraiva, 18º edição, atualizada e ampliada, 1998.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, 1948.
PLANO ESTADUAL DE DIREITOS HUMANOS. Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Coordenadoria Executiva do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, 2a. ed. Revisada e Ampliada, Rio de Janeiro, setembro de 2002.
REVISTA ÉQUO, Ano 1, Número 1 – Revista do Programa de Defesa e Garantia de Direito da Criança e do Adolescente, da Fundação Bento Rubião, Rio de Janeiro, RJ, 2000.

Obs. Além das referências bibliográficas citadas no corpo deste artigo, foram utilizadas também anotações de sala de aula do curso de especialização em atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, na PUC-Rio, 2002.
[1] Em ago/03, atualizado em ago/05 e revisado em jul/06.

[2] Graduada em psicologia, especialista na área clínica e escolar/educacional, com formação em psicodrama, psicopedagogia e treinamento em EMDR - dessensibilização e reprocessamento de memórias traumáticas; cursou a especialização em atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.
Desde 1987/9, apoiando pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. Apoiou a implantação de diversos Ministérios de Apoio e atuou na: Missão Grupo de Amigos, Exodus Brasil e é presidente da ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA (www.abraceh.org.br). E-mail: rjustino@urbi.com.br ou rozangelajustino@abraceh.org.br; tel.:(21) 9966-8840.
http://rozangelajustino.blogspot.com



[3] Refiro-me aqui, movimento pró-gay, como eles se denominam. Gay significa alegria. Utilizo homossexualismo porque, para mim, a palavra gay é utilizada para mascarar a realidade vivida por eles. No fundo há muito sofrimento e revolta e isto não é gerar gay, mas homossexualismo, enfermidade social.
[4] Citações da Bíblia de Estudo Esperança. São Paulo – SP: Sociedade Religiosa. Edições Vida Nova, 2000. 1024p. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2a. Ed.Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.
[5] Anexa, a Declaração dos Direitos Humanos
[6] O sublinhado destaca as anotações de aula no curso de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, na PUC-RJ, 2002, baseadas no filósofo do Direito, Norberto Bobbio
[7] idem
[8] O sublinhado destaca as anotações de aula no curso de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica, na PUC-RJ, 2002, baseadas no filósofo do Direito Norberto Bobbio

[9] Estes artigos encontram-se citados na penúltima notificação do CRP-RJ a Rozangela Alves Justino.

[10] Na época ainda era denominado ajuda, agora é apoio.

A ALIANÇA DO CFP COM O MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO PARA A PERSEGUIÇÃO DE PSICÓLOGOS

A ALIANÇA DO CFP COM O
“MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO”
PARA A PERSEGUIÇÃO DE PSICÓLOGOS[1].
Por Rozangela Alves Justino[2]


Este artigo foi elaborado para ser apresentando no:
FÓRUM DE DEBATES SOBRE PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO NA
ALERJ-ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
PROMOVIDO PELO
MOVIMENTO CONS-CIÊNCIA PSI (OPOSIÇÃO AO CFP - CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA/ COMISSÃO GESTORA DO CFP NO REGIONAL DO RIO DE JANEIRO).
Na época, ainda não havia atentado para o fato de que o CFP e o movimento da liberação sexual estivessem envolvidos com o movimento da desconstrução social-queer[3].
Leia o artigo: “MOVIMENTO DA DESCONSTRUÇÃO SOCIAL – MOVIMENTO QUEER” para melhor compreender as motivações desta aliança.
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Eis o artigo de 2004:
Embora o momento esteja me obrigando a discursar acerca de temas ligados à sexualidade, quero deixar claro que a minha prática clínica não é exclusiva com pessoas acometidas por transtornos ligados à sexualidade e homossexualidade, e que nunca tive a pretensão de ser conhecida por este viés. No entanto, não posso me calar diante da perseguição profissional que venho sofrendo POR PARTE DO CFP E SUA COMISSÃO GESTORA NO REGIONAL DO RIO DE JANEIRO, acionada pelo “movimento pró-homossexualismo”[4], razão de ter sido convidada pelo MOVIMENTO CONS-CIÊNCIA Psi para estar nesta mesa juntamente com outros preletores para discursar sobre o TEMA preconceito e discriminação.

MINHA EXPERIÊNCIA profissional COM OS QUE VIVENCIAM A HOMOSSEXUALIDADE___________________________________________________

Desde 1987 venho acompanhando pessoas e instituições de apoio[5] aos que estão em estado de sofrimento com o seu comportamento e orientação homossexual, desejando, voluntariamente, deixá-los. Denomino este movimento de “movimento de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade”, ou simplesmente “movimento de apoio”.

O QUE DIZ A OMS-ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE SOBRE O TRATAMENTO DOS QUE “ESTÃO” HOMOSSEXUAIS?______________________

Digo que pessoas “estão” homossexuais e “não são” homossexuais porque a homossexualidade é um estado passível de mudança, conforme explicarei mais adiante.

A CID-10- Classificação Internacional de Doenças - é oficial, editada pela OMS e está na sua 10ª versão, incluindo os seguintes Transtornos[6] relacionados à sexualidade:

F64 - Transtornos de identidade sexual:
F64.0 - Transexualismo
F64.1 - Transvestismo de duplo papel
F64.2 - Transtorno de identidade sexual na infância.
F65 - Transtornos de preferência sexual:
F65.0 – Fetichismo
F65.1 - Transvestismos fetichista
F65.2 - Exibicionismo
F65.3 - Voyeurismo
F65.4 - Pedofilia
F65.5 - Sadomasoquismo
F65.6 - Transtornos múltiplos de preferência sexual.
F66. - Transtornos psicológicos e de comportamento associados ao desenvolvimento e orientação sexuais:
F66.0 - Transtorno de maturação sexual
F66.1 - Orientação sexual egodistônica (essa orientação pode ser heterossexual, homossexual ou bissexual)
F66.2 - Transtorno de relacionamento sexual.
Todos estes transtornos descritos na CID-10 pela OMS sugerem necessidade de tratamento. Se há sofrimento, é clara a indicação de intervenção profissional. O “movimento pró-homossexualismo” discorda do termo doença, mas tanto doença quanto transtorno são palavras que sinalizam sofrimento e necessidade de tratamento. A Dra. Maria Luiza Cury, médica pediatra, chamou-me a atenção numa das reuniões da ABRACEH, declarando que a homossexualidade sugere doença por seus sinais e sintomas levarem pessoas ao sofrimento psíquico.

Faço minhas as palavras do Dr. Uriel Hercket[7], (ago/2004):

O homossexualismo, em si, tem a ver com a ORIENTAÇÃO sexual. Não se trata, basicamente, de problema de identidade sexual, se bem que as pessoas com transtorno de identidade sexual (o transexual, por exemplo) freqüentemente têm uma orientação homossexual. Também não se trata de transtorno de preferência sexual.

Pessoas que vivenciam a homossexualidade também podem ser acometidas pelos transtornos de preferência sexual (fetichismo, transvestismo fetichista, exibicionismo, voyerismo, pedofilia, sadomasoquismo, transtornos múltiplos de preferência sexual).

“A homossexualidade é, então, entendida pela OMS como uma orientação sexual que pode ser bem aceita/assumida pela pessoa (egossintônica), ou pode ser mal aceita (egodistônica)” (HERCKET, ago/2004).

Vejamos a descrição da OMS sobre a orientação sexual egodistônica e a indicação para o seu tratamento, conforme CID-10, p. 217:
F66.1 Orientação sexual egodistônica
Não existe dúvida quanto à identidade ou à preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere), mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e PODE BUSCAR TRATAMENTO PARA ALTERÁ-LA. (grifos e destaques meus)

Continua Dr. Hercket, com quem eu concordo plenamente:

ESSE É O PONTO CHAVE DA ARGUMENTAÇÃO DE QUALQUER PROFISSIONAL PARA TRATAR O HOMOSSEXUALISMO: existem inúmeros casos de orientação sexual homossexual egodistônica, e estes podem buscar apoio, e devem ser respeitados nas suas razões éticas, pessoais, familiares ou religiosas que os levam a não aceitar sua condição.
Essa verdade os ativistas tentam esconder, alegando que são casos oriundos do preconceito que existe na sociedade. Eles crêem, erroneamente, que é só necessário acabar com o preconceito e, assim, todos os homossexuais seriam egossintônicos, o que é uma ilusão.
Logo em seguida, aqueles radicais passam a atacar as convicções cristãs, pois elas incentivam as pessoas a não aceitarem passivamente suas inclinações e desejos. (HERCKET, agosto/2004).

Então, em pessoas cuja homossexualidade seja egodistônica, respeitando a motivação individual para efetuar as mudanças que elas mesmas desejarem, o estado homossexual é passível de mudança, conforme depoimentos de diversas pessoas que deixaram a homossexualidade citadas pelo “movimento de apoio” em sites como o do Exodus, por exemplo: www.exodusglobalalliance.org / www.exoduslatinoamerica.org / www.exodus.org.br .

Tenho visto pessoas deixarem o comportamento homossexual; outras, além do comportamento, deixarem o desejo (orientação) homossexual; e outras, além de deixarem o comportamento e a orientação, desenvolveram a heterossexualidade.

O fato, por exemplo, de uma pessoa ter deixado somente o comportamento, e não a orientação homossexual, e de não ter desenvolvido a heterossexualidade, não desqualifica a única mudança que ela pôde efetuar (comportamento) num determinado momento de sua vida. Ela deve ser respeitada, acolhida, e não discriminada ou desqualificada em sua mudança, pois é a pessoa quem determina a mudança que quer e pode alcançar, e o papel do profissional/apoiador é estar ao seu lado, apoiando-a nas mudanças que ela mesma desejar e puder fazer em sua vida.

Também tenho testemunhado pessoas que deixaram a homossexualidade a partir da psicoterapia e/ou grupos de mútua-ajuda e/ou apoio religioso; outras, até mesmo sozinhas, sem qualquer apoio.

Quero chamar a atenção dos colegas, profissionais da área de saúde, especialmente os de psicologia, que não aprofundaram os seus estudos acerca desta temática e têm desestimulado os que procuram tratamento para deixar a homossexualidade, dizendo-lhes que não há mudança para o comportamento/orientação homossexual, negando o estado egodistônico. Tais profissionais estão influenciados tão somente pelo discurso dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo” e pela propaganda das maravilhas da vida gay divulgadas via mídia pró-homossexualismo, descomprometida com a verdade científica. Outros profissionais da área da psicologia, mesmo acreditando na possibilidade de mudança daqueles que desejam deixar a homossexualidade, têm se recusado a atender pessoas em estado de sofrimento acometidas pela ORIENTAÇÃO SEXUAL EGODISTÔNICA com medo da “ditadura gay” e da punição do CFP.


HÁ POSSIBILIDADE DE MUDANÇA PARA OS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE_______________________________

Não há nenhuma originalidade em minhas afirmações quanto à possibilidade de mudança dos que desejam deixar a homossexualidade. O Dr. Robert Spitzer, que estudou 200 casos de pessoas que afirmam ter deixado a homossexualidade, declarou:

Da mesma forma que muitos psiquiatras, eu pensava que alguém pudesse resistir ao comportamento homossexual, mas que ninguém pudesse realmente mudar a orientação sexual. Agora acredito que isso é falso: algumas pessoas podem mudar e realmente mudam.
(por Dra. Linda Nicolosi, da Narth - Associação Americana de Terapia da Homossexualidade).

Dr. Robert Spitzer declara ainda que pessoas suficientemente motivadas conseguem deixar a homossexualidade. A pesquisa foi apresentada na Associação Psiquiátrica Americana e publicada logo em seguida. (SPITZER, 2003, p. 403-417).

A Narth, composta por Ph.D.’s, apresenta uma riqueza de pesquisas e trabalhos mostrando a eficácia do que denomina terapia reparativa ou de reorientação sexual. Todos poderão acessar estes trabalhos através do seu site: www.narth.com

O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” AO “MOVIMENTO DE APOIO” AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE –
A SABOTAGEM DOS DIREITOS HUMANOS E CONSTITUCIONAIS_E À OMS.

Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” tentam invalidar as chamadas "terapias de reparação", negando o reconhecimento do apoio aos que desejam voluntariamente deixar a homossexualidade, levando pessoas que estão homossexuais, famílias, crianças e adolescentes em processo de desenvolvimento a acreditarem na fatalidade da imutabilidade da orientação homossexual. Isto, além de PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO, parece uma forma de enganar a sociedade brasileira e deveria ser elaborada uma legislação que punisse tais cidadãos – fica esta sugestão para os Ilmos. Senhores Deputados.

Nós, profissionais que lidamos com esta temática, entendemos que a homossexualidade é um comportamento de natureza complexa, com causas variadas e ainda não bem esclarecidas. Embora possa ser tratada, segundo a OMS, não consideramos correto, cientificamente, fechar posicionamentos rígidos sobre esta questão. Só precisamos garantir o direito de acolher/apoiar a estas pessoas que estão em estado de sofrimento. Penso que negar-lhes apoio ou desqualificar o seu sofrimento em nome do politicamente correto é uma CRUELDADE e uma VIOLÊNCIA sem IGUAL.

Também cabe a lembrança de que estamos na era da garantia dos Direitos Humanos e inclusão social. Faço minhas as palavras do Dr. Uriel Hercket quando diz que:

Este respeito deverá ser considerado em todas as direções e não só naquela que parece mais relevante para determinado grupo social.Assim, precisam ser respeitados também aqueles que diferem do padrão que se quer impor; no caso, aqueles que não desejam se adequar aquilo que se convenciona hoje como ‘politicamente correto’, com o assumir pura e simples da homossexualidade. (HERCKET, agosto de 2004)

Compreendo que pessoas que vivenciam a homossexualidade têm sofrido discriminações e diversas violências ao longo de suas vidas, mas não se resolve uma discriminação impondo outra.


A VIOLÊNCIA SOCIAL CONTRA A PESSOA QUE ESTÁ HOMOSSEXUAL, A REAÇÃO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” POSSIVELMENTE PELA SUA IDENTIFICAÇÃO COM OS AUTORES DA VIOLÊNCIA SOCIAL:

Em 2002, 189 pessoas devolveram-me um questionário visando a uma pesquisa exploratória que realizei com adultos para verificar as violências que haviam sofrido na infância e/ou adolescência e se percebiam os seus reflexos na vida adulta[8]. A agressão verbal e o abuso sexual foram igualmente as violências mais citadas pelo grupo dos que vivenciam/vivenciaram a homossexualidade. Também verifiquei que este grupo foi um dos que mais declarou ter sofrido diversas outras violências ao longo de suas vidas. Ficou confirmado em todos os grupos que os autores das violências são as pessoas da família e as ligadas afetivamente aos sobreviventes das violências.

O “movimento pró-homossexualismo” assemelha-se, pela sua própria história, a um movimento de revolta contra a família /sociedade brasileira; e o seu propósito aponta para a destruição da família constituída nos moldes tradicionais. Minha hipótese é que esta seja uma reação ao bullying[9] (conjunto de violências) sofrido ao longo de suas vidas, uma forma de identificação com os autores do bullying.

Parece que o “movimento pró-homossexualismo” está cometendo um erro no alvo da sua revolta. Tem disparado tiros para todos os lados e estes vêm atingindo, indevidamente, o “movimento de apoio”, que também não concorda com a violência social contra a pessoa que está homossexual. O “movimento de apoio” aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade (que inclui os profissionais da área da psicologia envolvidos nesse movimento) se dispõe a acolher os egodistônicos, isto é, os que “estão” homossexuais em estado de sofrimento. Estes fazem parte da minoria das minorias, razão pela qual me coloco ao lado destas pessoas porque elas sofrem discriminação e preconceito social muito maiores, inclusive por parte do “movimento pró-homossexualismo”, pois são vistos como traidores deste.

O EMPENHO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” E O SEU PROJETO DE DESCONSTRUÇÃO SOCIAL/HOMOSSEXUALIZAÇÃO DA SOCIEDADE:

O “movimento pró-homossexualismo” tem se declarado uma nova raça. Tenho lido alguns autores, trocado idéias com algumas pessoas e venho percebendo que o “movimento pró-homossexualismo” vem trabalhando ativamente contra os princípios cristãos. Rebela-se contra o cristianismo e declara a morte de Deus como forma de efetivar seu PROJETO DE DESCONSTRUÇÃO SOCIAL/HOMOSSEXUALIZAÇÃO DA SOCIEDADE.

Conforme palavras do antropólogo da UFRJ, Dr. Luiz Fernando Dias Duarte no Seminário de Religião e Sexualidade promovido pelo CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos/IMS/UERJ - e pelo ISER - Instituto de Estudos da Religião - no Rio de Janeiro, no dia 02/10/2003, o “movimento pró-homossexualismo” “tem assumido contornos de quase uma religiosidade”.


A VIOLÊNCIA CONTRA O MACHO HETEROSSEXUAL:

Sócrates Nolasco, Doutor em psicologia, realiza estudos sobre a violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais e faz um alerta quanto ao sistema sócio-político-cultural que vem sendo construído, em que o homem (macho e heterossexual) é apresentado como um ser violento, representante do próprio mal. Pautado em diversos autores, entre eles o francês Jean Baudrillard (considerado um dos mais provocativos pensadores da contemporaneidade), declara ainda que o homem heterossexual está sendo enfraquecido. Nolasco aponta os grupos feministas e o movimento ativista gay como possíveis responsáveis por detonar o homem neste momento da história mundial: “O homem heterossexual, considerado herdeiro direto do sistema patriarcal, foi colocado como inimigo do propósito de liberação sexual representado pelo movimento de mulheres e gays”. Também nos alerta para o perigo de a humanidade ser destruída, pois, se o homem heterossexual for destruído, toda a humanidade também o será, uma vez que a destruição do outro sempre gera a sua própria”. (NOLASCO, 2001, p. 187).


A UNIÃO DO MOVIMENTO FEMINISTA / MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO / REVOLUÇÃO CIENTÍFICA PARA O EXTERMÍNIO DOS HETEROSSEXUAIS:

Para Jean Baudrillard, não é casual a união entre o movimento feminista, o movimento pró-gay (ambos querem exterminar os homens heterossexuais do modelo patriarcal) e a revolução científica.

A primeira fase da liberação sexual envolve a dissociação da atividade sexual da procriação [...]. A segunda fase, na qual começamos a entrar agora, é a dissociação entre a reprodução e o sexo. Primeiro, o sexo foi liberado da reprodução; hoje é a reprodução que é liberada do sexo por meios de modos de reprodução assexuais e biotecnológicos, tais como a inseminação artificial ou a clonagem total do corpo. (BAUDRILLARD, 2001. p. 16).

A RECRIAÇÃO DO HUMANO SEGUNDO A IMAGEM E SEMELHANÇA DA MÁQUINA:

Jean Baudrilard entende que a morte de Deus (declarada por estes movimentos sociais) representa mais do que a eliminação do princípio religioso como um princípio de organização social, correspondendo à restrição do uso do universo simbólico ao tecnológico e ao mercadológico.

Temos então a recriação do humano segundo a imagem e semelhança da máquina. Surge o transexual, o transeconômico, o transgênico e o transestético como representações pós-modernas do sujeito contemporâneo. (BAUDRILLARD in NOLASCO, 2001. p. 115).


A PERSEGUIÇÃO DO CFP AOS PSICÓLOGOS

Fica a pergunta: Que razões teria um Conselho Profissional para desinformar a mídia e a população, especialmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade? Por que criar confusão e cerceamento de direitos entre os seus profissionais sob a forma de PERSEGUIÇÃO através de patrulhamento, intimidação, intolerância, preconceito, discriminação, exclusão e tentativa de impedir a livre expressão de opiniões, impedindo a liberdade científica? Por que obrigam pessoas e profissionais a acreditarem na fatalidade da imutabilidade da homossexualidade, impondo uma visão parcial dos fatos, de forma a calar as diferenças, promovendo a censura científica?


JUNHO de 1998:

Esta perseguição começou a partir do III ENCONTRO DO EXODUS BRASIL, em Viçosa, MG.

O Exodus teve início nos EUA (anos 70) e leva milhares de pessoas aos seus Congressos, desde as egodistônicas até as que se dispõem a apoiar a estas. Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” não queriam que o Exodus viesse para o Brasil porque o Exodus reúne milhares de pessoas em seus congressos, o que mostra que há um público que deseja e reconhece a necessidade deste trabalho, e os ativistas queriam impedir que este reconhecimento acontecesse no Brasil.

Por ocasião deste Encontro, os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” inflamaram-se e ameaçaram impedir o evento. Apareceram manchetes em jornais criticando o fato de “evangélicos quererem curar gays”, sob o argumento de que a OMS já não mais considerava a homossexualidade como doença.

Este jogo de palavras para criar confusão no meio do povo e aos pouco atentos da comunidade científica tem impedido os “egodistônicos” de receberem tratamento. No entanto, foi em meio a esta distorção que os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” fizeram uma denúncia ao CFP – Conselho Federal de Psicologia, dizendo que havia psicólogos presentes no III Encontro. O Conselho de Psicologia, então, chamou o Dr. “Catito” (um dos psicólogos presentes neste Encontro) para depor em Curitiba, sendo que nenhum desabono à sua conduta profissional foi encontrado.

Ficamos perplexos e sem compreender, na época, a reação do “movimento pró-homossexualismo” e do CFP. Se vivemos em um país democrático, onde os direitos constitucionais e humanos são respeitados e todas as pessoas são colocadas em posição de igualdade perante a lei, com liberdade de associação, de expressão científica, de pensamento e religiosa, não entendíamos o motivo da coação de um movimento social contra o outro.

22 de MARÇO de 1999:

Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” comemoravam a Resolução 01/99 do CFP-Conselho Federal de Psicologia - abertamente, nas salas de bate-papo gay, antes da própria categoria profissional ter conhecimento da mesma.

23 de MARÇO de 1999:

Todos os profissionais e “movimentos de apoio” foram surpreendidos com a Resolução 01/99 do CFP para PERSEGUIR os psicólogos, conforme declaração pública da Sra. Ana Bock à Revista Veja de 26 de abril de 2000, época em que foi presidente do Conselho Federal de Psicologia.

Se formos ver a definição do termo PERSEGUIÇÃO, verificaremos ser o ato ou efeito de oprimir, importunar, prejudicar, atormentar uma pessoa.

No meu entender, a motivação para a criação deste instrumento por si só já se constitui causa para a sua anulação (dos seus efeitos passados, presentes e futuros).

Além de sofrer PERSEGUIÇÃO em todos os espaços em que estou presente, seja em palestras ou em pronunciamentos na mídia, tenho recebido AMEAÇAS e PERSEGUIÇÃO CONCRETA do próprio CFP via sua Comissão Gestora da 5a. Região: acabo de responder, pela segunda vez, a uma notificação do CRP acionada pelo “movimento pró-homossexualismo”.

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA?

Tenho hipóteses para a motivação desta perseguição – suspeito de que se trata de perseguição religiosa, motivada pelo MOVIMENTO DA DESCONSTRUÇÃO SOCIAL - MOVIMENTO QUEER. O movimento da liberação sexual segue o movimento da desconstrução social, do qual o movimento pró-homossexualismo faz parte.
Como já vimos, o “movimento pró-homossexualismo” assemelha-se :
§ a uma religião e quer derrubar a religião instituída: o cristianismo (católicos e protestantes), que reúne a maioria dos adeptos, negando os efeitos da fé na recuperação das pessoas, fato já reconhecido pelos profissionais da área de saúde, poder público e OMS[10];
§ a um movimento ditador para desconstruir o instituído, que tem encontrado eco no meio acadêmico.
A maioria dos evangélicos omite a sua religião para conseguir a aceitação e o respeito dos colegas de classe nas universidades, especialmente se do curso de psicologia. Isto também ocorre com os católicos praticantes, embora com os cristãos evangélicos esta reação seja mais comum. Quando a fé cristã das pessoas é revelada, o BULLYING é disparado em forma de deboches, chacotas, desqualificação intelectual e brincadeiras diversas, causando constrangimentos inadmissíveis num momento da história do mundo em que tanto falamos em inclusão social e direitos humanos, liberdade religiosa e garantia destes direitos.


A SABOTAGEM DOS DIREITOS HUMANOS, DO DIREITO DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES e À OMS:
Suspeito ainda, que a PERSEGUIÇÃO do CFP/Comissão Gestora do Regional no Rio de Janeiro parece estar implícita na filosofia declarada do “movimento pró-homossexualismo”, já do conhecimento do próprio CFP e de sua Comissão Gestora do Regional do Rio de Janeiro, do Cons-Ciência Psi, dos amigos e os que fazem parte da minha mala direta de e-mails e até do MP-Ministério Público que nenhuma providência tomou até então.
Tem chamado a atenção das instituições de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade o fato de que, no mínimo, 85% das pessoas que procuram a sua assistência sofreram abusos sexuais na infância e/ou adolescência, parecendo contribuir para o desenvolvimento da homossexualidade de muitos clientes, a maioria do sexo masculino.

A ABRAPIA - associação brasileira multiprofissional de proteção à infância e à adolescência, declara que 50% das vítimas de abusos sexuais tornam-se autoras de abusos. (ABRAPIA , 2002, p. 7).

Esta pesquisa consta também do “Manual sobre crimes de abuso sexual infantil: para promotores de justiça”. Rio de Janeiro: PGJ, 2004, p. 9. Além do relato de que 50% dos que sofreram abusos tornarem-se autores de abusos sexuais, tal pesquisa mostra que somente 1 em cada 100 garotos têm o abuso sexual denunciado. Ainda assim, as estatísticas mostram que 1 em cada 4 meninos e 1 em cada 3 meninas são abusadas sexualmente antes dos 18 anos. Desta forma, a situação é mais séria do que podemos imaginar.

Se o “movimento pró-homossexualismo” declara que 10% da população brasileira “está homossexual”, podemos presumir que 85% dela pode ter sofrido abuso sexual e 42,5% é autora de abuso sexual, segundo a ABRAPIA e o Manual da Promotoria citados. Quantos milhões de brasileiros, que não receberam qualquer tratamento, podem ser autores de abusos sexuais? É só fazermos as contas.
Em pesquisas recentes, verifiquei que não é de hoje que se tem conhecimento de que a ILGA (sigla inglesa que significa Associação Internacional de Gays e Lésbicas) tem ligações com instituições pró-gays brasileiras e estas com a NAMBLA (sigla em inglês que significa Associação Norte Americana de Amor Entre Homens e Meninos), empenhados na promoção do "livre amor entre homens homossexuais e meninos".
No boletim de notícias da Comunidade Gay, há um artigo escrito pelo militante pró-gay Michael Swift (15-21 de fevereiro de 1987), que se proclama revolucionário gay. Este foi citado, resumidamente, por Júlio Severo (1998, p. 54), pesquisador do movimento homossexual, conforme a parte grifada abaixo; e em seu inteiro teor no livro “Educando Meninos”, de James Dobson (2003, p.136-137).

"Nós sodomizaremos seus filhos, emblemas de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los nas escolas, nos dormitórios, nos ginásios, nos vestiários, nas quadras de esportes, nos seminários, nos grupos de juventude, nos banheiros dos cinemas, nas casernas do exército, nas paradas de caminhões, nos clubes masculinos, nas casas do Congresso, onde quer que homens fiquem juntos com homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados e cumprirão nossas ordens. Serão refeitos à nossa imagem. Irão ansiar por nós e adorar-nos.
Todas as leis que proíbem a atividade homossexual serão revogadas. Em vez disso, serão expedidas leis que produzam o amor entre homens. Todos os homossexuais devem unir-se como irmãos; devemos nos unir artística, filosófica, social, política e financeiramente. Só triunfaremos quando apresentarmos uma face comum para o odioso inimigo heterossexual.

Todas as igrejas que nos condenam serão fechadas. Nossos únicos deuses são os jovens bonitos. Aderimos a um culto de beleza, moral e estética. Tudo o que é feio, vulgar e banal será aniquilado. Desde que estamos afastados das convenções heterossexuais da classe média, temos liberdade para viver de acordo com os ditames da pura imaginação. Para nós demais não é suficiente.
Seremos vitoriosos porque estamos cheios da amargura feroz dos oprimidos, forçados a desempenhar partes aparentemente diminutas em seus tolos espetáculos heterossexuais através das idades. Nós também somos capazes de disparar armas e guarnecer as trincheiras da revolução final.

Tremam porcos heterossexuais, quando aparecermos diante de vocês sem máscara." (SWIFT, 1987). Grifos meus.

Esta parece ser a filosofia do “movimento pró-homossexualismo”, que tem se concretizado através das ações deste movimento junto ao poder público, especialmente o legislativo, CFP e sociedade brasileira, utilizando, em especial, o poder da mídia para a difusão dos seus intentos.



Estará o CFP e sua Comissão Gestora no Regional do Rio de Janeiro/ “movimento pró-homossexualismo” de acordo com a Filosofia pró-gay/NAMBLA? Os Senhores, aqui, presentes concordam com o abuso sexual de crianças e adolescentes?

O “movimento pró-homossexualismo” parece estar investindo na sabotagem dos direitos humanos, especialmente dos da criança e do adolescente. Aqui no Brasil, parece que os grupos a favor da proteção das crianças e adolescentes em situação de risco ainda não perceberam este fato.

Vários estudiosos e instituições internacionais já têm estado atentos ao movimento “pró-homossexualismo”, como por exemplo: VIDA HUMANA INTERNACIONAL; FAMILY RESEARCH; os profissionais ligados à ACUPS - Associação Cristã Uruguaia de Profissionais da Saúde e os autores citados.


CONCLUSÃO

Quando recebi o boletim eletrônico da ACUPS, datado de fevereiro de 2004, foi que ampliei a minha compreensão acerca da possível motivação da PERSEGUIÇÃO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” VIA CFP E SUA COMISSÃO GESTORA NO RIO DE JANEIRO AOS PSICÓLOGOS DO MOVIMENTO DE APOIO AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE. Este boletim tratou do abuso e da exploração sexual contra a criança e o adolescente, fazendo referência à ligação entre ILGA e NAMBLA. Como já vimos, a OMS não impede o tratamento dos que vivenciam a homossexualidade, segundo apregoa o “movimento pró-homossexualismo”, o CFP e sua Comissão Gestora no Regional do Rio de Janeiro. O que se pretende é que seja construída uma nova teoria (teoria QUEER) e que a primeira seja desconstruída e isto pode incluir a legalização do abuso sexual e da exploração sexual das crianças e dos adolescentes.

A ABRACEH, síntese do “movimento de apoio” no Brasil, tem sido PERSEGUIDA e desqualificada pelo CFP e pelos ativistas do “movimento pró-homossexualismo”, possivelmente:

por ter sido fundada por mim, profissional da área de psicologia que defende o direito das pessoas em estado de sofrimento (egodistônicas) de receberem tratamento, apoio e compreensão;
por também valorizar os princípios cristãos;
além de prever trabalhos preventivos, assistenciais e de proteção também para a criança e o adolescente em situação de risco, especialmente às vítimas do abuso e exploração sexuais.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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SPITZER, Robert L. Can some gay men and lesbians change their sexual orientation? 200 participants reporting a change from homosexual to heterosexual orientation. Archives of Sexual Behavior, volume 32, Issue 5, october 2003.

[1]Artigo produzido em 19/08/2004, revisado em set/05 e em julho de 2006.
[2] Psicóloga graduada em dez/1981, CRP 05/4917, especialista em psicologia clínica e escolar/educacional, com formação em psicodrama, psicopedagogia e treinamento em EMDR (terapia do estresse pós-traumático); cursou a especialização em atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica/social.
[3] queer significa estranho, esquisito, contra, oposição a todos os conceitos, valores e normas sociais.
[4] Passarei a denominar o “movimento pró-gay” como “movimento pró-homossexualismo” por entender que esta seja a melhor expressão para designar este movimento social e por não concordar com a filosofia do “movimento da livre expressão da orientação sexual/diversidade sexual”, que luta para que todas as formas de expressão sexual sejam aprovadas por leis e pela sociedade, e o homossexualizar a sociedade , ou seja, promover o homossexualismo, parece ser apenas o primeiro passo deste movimento, como veremos no decorrer do meu discurso.
[5] Apoiei a implantação da missão - Grupo de Amigos - GA (RJ) – nos seus primeiros quatro anos; e também a do escritório do Exodus no Brasil, do qual fui coordenadora de nov/1998 a jan/2002. Exodus é a maior rede de apoio mundial a pessoas e instituições de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade, que teve início nos EUA, em 1976, e tem escritórios em todo continente formando o Exodus Global Alliance, com sede no Canadá. Em jan/2004, fundei na cidade do Rio de Janeiro a ABRACEH-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE APOIO AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE, hoje, denominada ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA..
[6] O termo “transtorno” é usado “... para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais”.(CID 10, p. 5).

[7] Doutor em Psiquiatria, assessora o CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos.
[8] Esta pesquisa foi realizada por mim em conjunto com a colega Sylvanir Castro, em 2002, por ocasião dos estudos na PUC-RJ para a disciplina: Introdução ao Debate e aos Estudos sobre Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes, ministrados pela profa. Irene Rizzini. O resultado desta pesquisa foi apresentado no III Fórum Social Mundial em Porto Alegre e a sua síntese foi publicada no Boletim de Psicoteologia do CPPC- Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, 1º semestre 2003 – Ano XVI – nº 33; também foi apresentada em forma de painel no Seminário de Direitos Humanos promovido pelo CFP, no DF, em dez/2002.
[9] Bullying é uma palavra inglesa que identifica, praticamente, todos os maus comportamentos, não havendo termo equivalente em português. “Bully” é traduzido como brigão, valentão, tirano e como verbo significa tiranizar, oprimir, amedrontar, ameaçar, intimidar, maltratar. Bullying são atos agressivos, repetidos contra os pares quando ainda não tinham como se defender. Podem ser atos físicos, verbais, diretos ou indiretos através de e-mail, celular, exclusão, deboches e ridicularizações de forma indireta, etc.
A forma mais comum é colocar nomes e apelidos, seja na escola, no play, vizinhança, nos corredores e banheiros da escola, na sala de aula, na universidade, nos estabelecimentos de formação de militares ou religiosos e no trabalho. O bullying pode levar à baixa auto-estima, falta de confiança em si próprio, ansiedade, depressão, somatização, tentativas de suicídio e suicídio consumado. O sofrimento é maior quando a vítima sofre calada ou não tem a quem recorrer ou quem possa lhe oferecer ajuda, defendendo-a, ou as tentativas de defesa não foram suficientes para ajudá-la e continuava a sofrer o bullying.
Os autores do bullying estão mais comumente associados a comportamentos delinqüentes. Algumas situações já amplamente noticiadas em que alunos armados invadiram suas escolas e atiraram contra colegas e professores, alguns desses jovens eram sabidamente vítimas de bullying que para combater o poder que os fazia sucumbir recorreram às armas. Em quase todos os casos não havia alvo específico. Parece que o real desejo deles era o de “matar a Escola” e todos que lá estivessem porque todos os viram sofrer e nada fizeram para protegê-los. (NETO e SAAVEDRA, 2003)


[10] Segundo a médica, Dra. Mannoum Chimelli, a definição mais moderna de saúde inclui o bem-estar espiritual devido à observação de pacientes que, por possuírem FÉ em Deus, reagem muito melhor às enfermidades. A definição de saúde, segundo a OMS é: “completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doenças" - v. site: www.who.int/about/en/. Independente de a homossexualidade ser considerada doença ou não, a pessoa poderá não ser considerada saudável se não estiver bem em todas as suas dimensões, inclusive na social/espiritual, não só na dimensão fisiológica. No site http://personales.ya.com/erfac/derec2.htm podemos observar a definição: “saúde é o estado absoluto de bem-estar físico, mental e social, sem distinção de religião, credos políticos e classes sociais”, conforme direito à saúde definido no Congresso de Constituição da OMS, em 7 de abril de 1948.

14.7.06

DA HOMOSSEXUALIDADE À HETEROSSEXUALIDADE:

Da Homossexualidade à Heterossexualidade: Há possibilidade de resgate da Heterossexualidade.

“E criou Deus o homem a sua imagem; a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.”
(Gênesis 1:27)

Por Rozangela Alves Justino (psicóloga – CRP 05/4917)

O presente relato constitui uma síntese de minha experiência profissional e compreensão da homossexualidade a partir do trabalho com o GA - Grupo de Amigos, observando, atuando e acompanhando o grupo no período de 1989 a 1994.

Iniciei o contato com o GA quando convidada a participar de uma jornada promovida pelo líder do grupo. As pessoas acometidas pelos desejos e/ou práticas homossexuais estavam em conflito com a vida que levavam: queriam encontrar uma resposta para a homossexualidade e seguir a orientação heterossexual, mas não sabiam como. Até então, eu só havia ouvido falar de pessoas que desejavam assumir a sua homossexualidade.

Procurei literaturas sobre o tema e passei a ouvir experiências semelhantes, bem como o relato de outras pessoas que já haviam mudado espontaneamente a sua orientação sexual de homo para hétero.

Sem focalizar o sintoma que o grupo apresentava (homossexualidade), procurei perceber as pessoas individualmente e estabelecer vínculos com elas. Verifiquei que muitos dos seus conflitos eram idênticos ao de outras pessoas, independente da orientação sexual.

Em pesquisas médicas, os cientistas ainda não conseguiram encontrar dados biológicos que determinem uma inclinação genética para a homossexualidade. Aliás, a conclusão que se chega é de que a natureza opera na reprodução e perpetuação da espécie.

Creio que os fatores emocionais e sociais, bem como os espirituais, têm grande influência na homossexualidade. Irei me deter aos aspectos emocionais e sociais.

Para o entendimento dos fatores emocionais tomei como base a linha psicodramática, que utiliza técnicas que facilitam o trabalho com grupos e levam a pessoa a agir diante do seu drama, encontrando respostas que apontam a uma saída adequada para sua situação.

J. L. Moreno, criador do Psicodrama, mostra-nos que qualquer aprendizagem só pode acontecer na relação do recém-nascido com a mãe e os outros “tus” e objetos ao longo da vida. Partindo deste princípio, Moreno associa o desenvolvimento emocional com o desempenho de papéis.

O papel é formado por marcas que ganham força e determinam o desempenho da pessoa numa situação específica a qual reage, estando também outras pessoas e objetos envolvidos. Desta forma, “o papel é levado a todas as dimensões da vida” (GONÇALVES, C. S., 1988, p.66).

Os papéis são complementares, ou seja, o meu papel de filho está em relação ao de pai ou de mãe com quem estou me relacionando. Podem ser o meu pai ou a minha mãe biológicos ou aqueles que paternalizam ou maternalizam na relação comigo. Só existe pai se houver filho, e só existe filho se houver pai.

A Matriz de Identidade foi o termo utilizado por Moreno para explicar o desenvolvimento emocional da criança, pois são das suas relações primeiras que ela irá herdar os modelos para suas relações futuras. Neste primeiro espaço a criança estabelecerá vínculos ao interagir com as pessoas e o ambiente ao seu redor. É, aí, na Matriz de Identidade, que ela recebe atenção, adquire valores morais e culturais e se prepara para participar da vida em sociedade.

Assim como todos os outros papéis, o papel sexual parece ter início na expectativa dos pais e entes queridos mais próximos, que já esperam o nascimento de um menino ou uma menina e projetam nele(a) todos os seus planos, antes mesmo de nascer.

Espera-se que a criança desempenhe o papel que a família escolheu, o que está diretamente ligado ao sexo que irá ter: masculino ou feminino. Muitas famílias esperam por uma criança de determinado sexo e, quando isto não ocorre, se frustram. Pode também nascer o menino desejado pela família, no entanto a expectativa familiar é de que ele tome conta da mãe, protegendo-a ou suprindo-a da falta do pai, por omissão deste ou até mesmo pelo fato de ser agressivo. A lei da casa passa a ser: “Tome conta da sua mãe até que ela morra, você não tem o direito de ter outra mulher em sua vida, a sua mãe irá bastá-lo!”. O menino poderá ser também “a companheira” da mãe: “Tão bom seria se meu filho fosse uma menina, as mulheres são mais companheiras das mães!”.

Tais impressões, verbalizadas ou não, sempre são incorporadas pelo menino através da maneira pela qual a família se relaciona com ele. É muito difícil para os filhos não atenderem ao apelo dos seus entes queridos. O seu “eu” vai se estruturando a partir das marcas que são passadas para o seu registro corporal, bem como as impressões de aceitação ou não da sua pessoa, do seu jeito de ser e do seu sexo biológico. É muito comum a família ver o filho adotando papéis homossexuais e “não perceber”. Há uma cumplicidade velada entre as partes. O papel é complementado. É claro que ambas as partes são responsáveis pela sua situação - se o filho não quiser ele não complementa este papel.

Quando a estes registros se juntam os mitos que dominam a sexualidade e influenciam a conduta das pessoas e as experiências sexuais perversas (por exemplo, abusos sexuais na infância), acaba sendo favorecido o desenvolvimento do papel homossexual.

Os mitos são interpretações folclóricas da realidade e estes se tornam mais fortes ou mais fracos segundo as confirmações da realidade. Inserem-se no espaço que o conhecimento deixa vazio. Um grupo que se propõe a trabalhar com os que desejam deixar a homossexualidade precisa ser educativo, pois as informações desfazem os mitos que influenciam a sexualidade. Os mitos existem quando encontram quem os complemente - se não há quem acredite no mito ou se ambas as pessoas não o compartilham, ele morre.

Não são poucos os meninos que escutam que o “pinto” vai cair quando são pegos bulindo-o. Quando se tocam os outros dizem que podem se tornar maricas, falar fino. Escutam ainda que homem que é homem não chora, que quem brinca com boneca é menina.

A verdade é que as crianças crescem com estas impressões que geram muitas dúvidas, inseguranças e conflitos que interferem na formação da sua identidade psicossexual, principalmente para aquelas que saem do padrão masculino ou feminino estabelecido pela cultura em que vivem.

É claro que os pais precisam vestir os seus filhos de forma a ajudá-los na adequação aos papéis sociais já determinados pelo seu sexo biológico, o que precisa ocorrer de forma natural e tranqüila. Normalmente, quando o pai tem uma boa aceitação do seu sexo biológico, valorizando o filho no seu papel masculino ou feminino (sexo em que nasceu), a orientação sexual da criança seguirá o curso de seu sexo biológico, naturalmente.

Na verdade, a própria vivência sexual dos pais e a falta da resolução adequada de seus conflitos pessoais poderá influenciar o filho. Muitos são os pais e pessoas ligadas afetivamente à criança que afirmam que “homem não presta, que não são confiáveis, que homens são todos iguais” - estas mesmas afirmações podem se referir também às mulheres. Um filho que sempre ouve isto dos seus familiares acaba acreditando e, sem conseguir discriminar o que “presta” ou não, a generalização poderá servir de crivo para todas as pessoas que encontra pela frente. Quando tais relatos são confirmados na realidade de algumas de suas experiências, tomam um vulto maior.

Todas estas vivências influenciam a formação da identidade psicossexual da criança, criando-lhe confusão. Qual é o menino que vai querer ser homem se ouve que os homens não prestam, que só fazem mal para as mulheres? E se esta mulher for a sua mãe? Normalmente, ninguém vai querer ser visto como um “homem mau”, “alguém sem valor”.

Reconhecemos ainda que os papéis sociais do masculino e do feminino sofreram grandes mudanças nos últimos anos. Há pouco tempo víamos uma definição mais clara de “ser homem e ser mulher”. É certo que os padrões estabelecidos para estes papéis eram muito rígidos e se um rapaz não se enquadrasse no modelo social masculino era severamente desclassificado com relação ao seu papel sexual. Hoje em dia, há uma maior flexibilidade, porém acompanhada de indefinição do que seriam o papel masculino e o feminino. Como cita Sérgio Perazzo (1986), os papéis de homem e de mulher refletem sempre a existência de uma dinâmica social, individual e política, exigindo uma permanente formulação e um novo posicionamento. Pergunto: Já que há possibilidade de reformulação dos papéis masculino e feminino, por que não poderá haver mudança de homo para hétero?

L. Cuschinir, em seus estudos dos “grupos de gênero” declara que o homem está em crise de identidade, pois todos os modelos de relacionamento não estão mais servindo e isto influencia o desenvolvimento emocional e psicológico do homem e da mulher. Surge a pergunta: O que é ser homem? O que é ser mulher nos dias de hoje? A verdade é que “os homens de hoje ainda têm que provar a toda hora para si mesmos, para as mulheres e para outros homens que ele é muito homem” (CUSCHINIR, L. 1992, p. 17).

O feminismo gerou um grande movimento no mundo das mulheres, mas os homens não conseguiram acompanhar as mudanças e se encontram perdidos no seu papel masculino. As mulheres também se encontram insatisfeitas e isto repercute diretamente no seu papel sexual.

Pessoas que vivenciam a homossexualidade/heterossexualidade apresentam conflitos nos dias atuais. O que “está” homossexual tem preferência afetiva por pessoas do mesmo sexo, podendo ser seguida de prática sexual ou não. O heterossexual prefere o sexo oposto, porém não sabe mais estabelecer relação com este. Os encontros são desejados, mas os desencontros são freqüentes.

Uma vez que os papéis sociais, masculino e feminino, estejam em crise, conseqüentemente o papel sexual também estará. Quando aquele que está em conflito com o seu papel sexual já passou por experiência de abuso sexual na infância, teve uma maior identificação com a mãe ou figuras femininas da casa (comprometido por uma estrutura de ego frágil), além da figura omissa ou agressiva do pai, há fortes tendências para a instalação da homossexualidade.

A preferência afetiva por pessoas do mesmo sexo é uma forma de pegar para si traços, qualidades, ou seja, aquilo que ficou faltando para a formação da sua identidade psicossexual.

É muito comum existirem, entre as pessoas que apresentam orientação homossexual, vítimas de alguma forma de abuso sexual na infância em que o autor do abuso tenha sido alguém ligado afetivamente à criança. Esta experiência distorce a personalidade de quem foi abusado, criando marcas difíceis de serem superadas. A criança não tem maturidade física e nem emocional para suportar as emoções de uma relação sexual ou qualquer estimulação desta natureza.

Este conjunto de vivências com suas marcas e impressões influenciam tanto o desenvolvimento emocional do ser humano quanto o seu papel sexual. No caso do homem que “está” homossexual, tais marcas criam dúvidas com relação a sua masculinidade. O que fazer, então? Como ajudar estas pessoas?

A psicoterapia individual e/ou em grupo é importante para aquele que deseja resgatar a sua heterossexualidade, incluindo os grupos de apoio e mútua-ajuda. A psicoterapia psicodramática em grupo deixa a sua contribuição neste processo. No decorrer do trabalho a pessoa vai podendo reconhecer o seu eu, diferenciando-se do tu, podendo favorecer a sua reestruturação e contato com os seus aspectos masculinos ou femininos, conforme o seu sexo biológico. A percepção de que a sua condição não é única, que outras pessoas também passam por situações semelhantes, faz com que saia do centro do universo, que veja o outro e amadureça.

No trabalho com pessoas que vivenciam a homossexualidade é preciso usar técnicas que facilitem o reconhecimento do eu e do tu, permitindo a sua diferenciação. Muitos não conseguem se reconhecerem como homens nem como mulheres, segundo o seu papel biológico. A maioria chega ao grupo indiferenciada. Nem sempre o crescimento emocional acompanha o fisiológico, sendo a imaturidade emocional uma característica marcante entre os que “estão” homossexuais. Eles podem até desempenhar normalmente seus papéis profissionais, mas no que se refere ao papel sexual só conseguem se relacionar com o igual por terem se fixado em fases remotas da infância.

Nos casos observados, percebe-se que um dos motivos que levam um rapaz a se relacionar com outro é a procura de si mesmo - numa tentativa de responder à pergunta: Quem sou eu? É como se quisesse imprimir em si toda a masculinidade do outro com as relações homossexuais, além da proteção, da segurança, do carinho e da atenção que necessita da figura masculina - só que as experiências homossexuais não suprem as suas faltas, muito pelo contrário, podem viciar e se tornarem uma compulsão.

À medida que o reconhecimento do eu vai sendo alcançado, bem como o reconhecimento do tu, a diferenciação do eu e do tu vai ficando cada vez mais marcante. O processo de maturidade vai sendo efetivado e a possibilidade da interação homem/mulher (eu diferente do tu) se torna possível.

As marcas ou rótulos do passado vão sendo superados à medida que as “máscaras” forem caindo, ou seja, forem ficando mais claros para a pessoa os motivos que fizeram com que o papel homossexual se cristalizasse. O rótulo “gay” ou “homossexual” mascara a realidade e impede a pessoa de ser vista internamente.

As pessoas chegam ao GA confusas e envolvidas pelo “rótulo de homossexuais”, acreditando que realmente são o que o rótulo representa; não conseguem ter uma percepção clara da sua realidade interior.

As técnicas psicodramáticas levam à transformação. As mudanças vão sendo percebidas quando as máscaras vão desaparecendo e a pessoa vai podendo ser ela mesma, criada à imagem e semelhança de Deus, homem e mulher. Um grupo terapêutico poderá ajudar a pessoa a retirar o rótulo “homossexual” e as máscaras também não terão razão de existir.

Moreno coloca o papel como forma de funcionamento de uma pessoa com relação à outra. Sendo assim, os papéis podem mudar e o resgate da heterossexualidade fica possível. Não de forma mágica, mas num processo em que a pessoa vai reconhecendo em si, a cada dia, os seus aspectos heterossexuais.

Naffah Neto (1979, p.199) afirma que “é o indivíduo espontâneo-criativo capaz de retornar aos Papéis Sociais cristalizados e fixos que circunscrever e recriá-los na vivência das próprias relações em que se vê lançado”.

O resgate da heterossexualidade é possível no convívio com um grupo em que aquele que está vivenciando a homossexualidade é aceito e respeitado, podendo confiar suas intimidades sem o risco de chacotas, sem ser exposto e sem que as suas confidências sejam usadas para acusação ou agressão mais tarde. A pessoa precisa de um espaço confiável e respeitoso. É importante também o convívio com aqueles que já experimentaram a mudança de homo para hétero, isto é, deixaram a homossexualidade e desenvolveram a heterossexualidade, bem como com heterossexuais que possam abraçá-lo e aceitá-lo, numa descoberta de que é possível um homem ser afetivo com outro sem que exista atração sexual entre eles.

Um grupo terapêutico com pessoas de ambos os sexos ajuda aquele que “está” homossexual a reconstruir as suas relações. A percepção adequada do eu, do tu, do ele e do nós o ajuda a reconstruir o seu papel sexual, facilitando o despertar da sua inclinação afetiva para o sexo oposto e, conseqüentemente, o desejo (atração, orientação) sexual, também.

Da mesma forma que a aprendizagem dos papéis que levam à homossexualidade acontece através dos vínculos estabelecidos nas relações com os tus e objetos ao longo da vida do indivíduo, o papel heterossexual poderá ser desenvolvido na relação com os tus e objetos que ajudarão o indivíduo a desenvolver este novo papel. Podemos chamar novos tus e objetos de grupo terapêutico ou de grupo de ajuda mútua.

Assim, tanto os apoiados do GA e demais instituições de apoio como muitos dos que comparecem aos nossos consultórios vêm com uma máscara de homossexual, procuram o terapeuta para que sejam ajudados a retirá-la e pedem para serem confirmados como heterossexuais. No fundo sabem que a sua inclinação (orientação) é heterossexual, mas por alguns motivos desempenham o papel homossexual.

Sempre cabe a lembrança da afirmação de Sérgio Perazzo (1986, p.99):
“É anular a existência pensar em papel desenvolvido no sentido de acabado. Os papéis ligados à sexualidade, como qualquer papel, sempre poderão se desenvolver.”

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OBS. Este artigo foi publicado no Boletim de Psicoteologia do CPPC-Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, Ano IX, nº, 2º Semestre de 1996. Revisto em julho de de 2006.