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28.7.06

A ALIANÇA DO CFP COM O MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO PARA A PERSEGUIÇÃO DE PSICÓLOGOS

A ALIANÇA DO CFP COM O
“MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO”
PARA A PERSEGUIÇÃO DE PSICÓLOGOS[1].
Por Rozangela Alves Justino[2]


Este artigo foi elaborado para ser apresentando no:
FÓRUM DE DEBATES SOBRE PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO NA
ALERJ-ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
PROMOVIDO PELO
MOVIMENTO CONS-CIÊNCIA PSI (OPOSIÇÃO AO CFP - CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA/ COMISSÃO GESTORA DO CFP NO REGIONAL DO RIO DE JANEIRO).
Na época, ainda não havia atentado para o fato de que o CFP e o movimento da liberação sexual estivessem envolvidos com o movimento da desconstrução social-queer[3].
Leia o artigo: “MOVIMENTO DA DESCONSTRUÇÃO SOCIAL – MOVIMENTO QUEER” para melhor compreender as motivações desta aliança.
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Eis o artigo de 2004:
Embora o momento esteja me obrigando a discursar acerca de temas ligados à sexualidade, quero deixar claro que a minha prática clínica não é exclusiva com pessoas acometidas por transtornos ligados à sexualidade e homossexualidade, e que nunca tive a pretensão de ser conhecida por este viés. No entanto, não posso me calar diante da perseguição profissional que venho sofrendo POR PARTE DO CFP E SUA COMISSÃO GESTORA NO REGIONAL DO RIO DE JANEIRO, acionada pelo “movimento pró-homossexualismo”[4], razão de ter sido convidada pelo MOVIMENTO CONS-CIÊNCIA Psi para estar nesta mesa juntamente com outros preletores para discursar sobre o TEMA preconceito e discriminação.

MINHA EXPERIÊNCIA profissional COM OS QUE VIVENCIAM A HOMOSSEXUALIDADE___________________________________________________

Desde 1987 venho acompanhando pessoas e instituições de apoio[5] aos que estão em estado de sofrimento com o seu comportamento e orientação homossexual, desejando, voluntariamente, deixá-los. Denomino este movimento de “movimento de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade”, ou simplesmente “movimento de apoio”.

O QUE DIZ A OMS-ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE SOBRE O TRATAMENTO DOS QUE “ESTÃO” HOMOSSEXUAIS?______________________

Digo que pessoas “estão” homossexuais e “não são” homossexuais porque a homossexualidade é um estado passível de mudança, conforme explicarei mais adiante.

A CID-10- Classificação Internacional de Doenças - é oficial, editada pela OMS e está na sua 10ª versão, incluindo os seguintes Transtornos[6] relacionados à sexualidade:

F64 - Transtornos de identidade sexual:
F64.0 - Transexualismo
F64.1 - Transvestismo de duplo papel
F64.2 - Transtorno de identidade sexual na infância.
F65 - Transtornos de preferência sexual:
F65.0 – Fetichismo
F65.1 - Transvestismos fetichista
F65.2 - Exibicionismo
F65.3 - Voyeurismo
F65.4 - Pedofilia
F65.5 - Sadomasoquismo
F65.6 - Transtornos múltiplos de preferência sexual.
F66. - Transtornos psicológicos e de comportamento associados ao desenvolvimento e orientação sexuais:
F66.0 - Transtorno de maturação sexual
F66.1 - Orientação sexual egodistônica (essa orientação pode ser heterossexual, homossexual ou bissexual)
F66.2 - Transtorno de relacionamento sexual.
Todos estes transtornos descritos na CID-10 pela OMS sugerem necessidade de tratamento. Se há sofrimento, é clara a indicação de intervenção profissional. O “movimento pró-homossexualismo” discorda do termo doença, mas tanto doença quanto transtorno são palavras que sinalizam sofrimento e necessidade de tratamento. A Dra. Maria Luiza Cury, médica pediatra, chamou-me a atenção numa das reuniões da ABRACEH, declarando que a homossexualidade sugere doença por seus sinais e sintomas levarem pessoas ao sofrimento psíquico.

Faço minhas as palavras do Dr. Uriel Hercket[7], (ago/2004):

O homossexualismo, em si, tem a ver com a ORIENTAÇÃO sexual. Não se trata, basicamente, de problema de identidade sexual, se bem que as pessoas com transtorno de identidade sexual (o transexual, por exemplo) freqüentemente têm uma orientação homossexual. Também não se trata de transtorno de preferência sexual.

Pessoas que vivenciam a homossexualidade também podem ser acometidas pelos transtornos de preferência sexual (fetichismo, transvestismo fetichista, exibicionismo, voyerismo, pedofilia, sadomasoquismo, transtornos múltiplos de preferência sexual).

“A homossexualidade é, então, entendida pela OMS como uma orientação sexual que pode ser bem aceita/assumida pela pessoa (egossintônica), ou pode ser mal aceita (egodistônica)” (HERCKET, ago/2004).

Vejamos a descrição da OMS sobre a orientação sexual egodistônica e a indicação para o seu tratamento, conforme CID-10, p. 217:
F66.1 Orientação sexual egodistônica
Não existe dúvida quanto à identidade ou à preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere), mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência e PODE BUSCAR TRATAMENTO PARA ALTERÁ-LA. (grifos e destaques meus)

Continua Dr. Hercket, com quem eu concordo plenamente:

ESSE É O PONTO CHAVE DA ARGUMENTAÇÃO DE QUALQUER PROFISSIONAL PARA TRATAR O HOMOSSEXUALISMO: existem inúmeros casos de orientação sexual homossexual egodistônica, e estes podem buscar apoio, e devem ser respeitados nas suas razões éticas, pessoais, familiares ou religiosas que os levam a não aceitar sua condição.
Essa verdade os ativistas tentam esconder, alegando que são casos oriundos do preconceito que existe na sociedade. Eles crêem, erroneamente, que é só necessário acabar com o preconceito e, assim, todos os homossexuais seriam egossintônicos, o que é uma ilusão.
Logo em seguida, aqueles radicais passam a atacar as convicções cristãs, pois elas incentivam as pessoas a não aceitarem passivamente suas inclinações e desejos. (HERCKET, agosto/2004).

Então, em pessoas cuja homossexualidade seja egodistônica, respeitando a motivação individual para efetuar as mudanças que elas mesmas desejarem, o estado homossexual é passível de mudança, conforme depoimentos de diversas pessoas que deixaram a homossexualidade citadas pelo “movimento de apoio” em sites como o do Exodus, por exemplo: www.exodusglobalalliance.org / www.exoduslatinoamerica.org / www.exodus.org.br .

Tenho visto pessoas deixarem o comportamento homossexual; outras, além do comportamento, deixarem o desejo (orientação) homossexual; e outras, além de deixarem o comportamento e a orientação, desenvolveram a heterossexualidade.

O fato, por exemplo, de uma pessoa ter deixado somente o comportamento, e não a orientação homossexual, e de não ter desenvolvido a heterossexualidade, não desqualifica a única mudança que ela pôde efetuar (comportamento) num determinado momento de sua vida. Ela deve ser respeitada, acolhida, e não discriminada ou desqualificada em sua mudança, pois é a pessoa quem determina a mudança que quer e pode alcançar, e o papel do profissional/apoiador é estar ao seu lado, apoiando-a nas mudanças que ela mesma desejar e puder fazer em sua vida.

Também tenho testemunhado pessoas que deixaram a homossexualidade a partir da psicoterapia e/ou grupos de mútua-ajuda e/ou apoio religioso; outras, até mesmo sozinhas, sem qualquer apoio.

Quero chamar a atenção dos colegas, profissionais da área de saúde, especialmente os de psicologia, que não aprofundaram os seus estudos acerca desta temática e têm desestimulado os que procuram tratamento para deixar a homossexualidade, dizendo-lhes que não há mudança para o comportamento/orientação homossexual, negando o estado egodistônico. Tais profissionais estão influenciados tão somente pelo discurso dos ativistas do “movimento pró-homossexualismo” e pela propaganda das maravilhas da vida gay divulgadas via mídia pró-homossexualismo, descomprometida com a verdade científica. Outros profissionais da área da psicologia, mesmo acreditando na possibilidade de mudança daqueles que desejam deixar a homossexualidade, têm se recusado a atender pessoas em estado de sofrimento acometidas pela ORIENTAÇÃO SEXUAL EGODISTÔNICA com medo da “ditadura gay” e da punição do CFP.


HÁ POSSIBILIDADE DE MUDANÇA PARA OS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE_______________________________

Não há nenhuma originalidade em minhas afirmações quanto à possibilidade de mudança dos que desejam deixar a homossexualidade. O Dr. Robert Spitzer, que estudou 200 casos de pessoas que afirmam ter deixado a homossexualidade, declarou:

Da mesma forma que muitos psiquiatras, eu pensava que alguém pudesse resistir ao comportamento homossexual, mas que ninguém pudesse realmente mudar a orientação sexual. Agora acredito que isso é falso: algumas pessoas podem mudar e realmente mudam.
(por Dra. Linda Nicolosi, da Narth - Associação Americana de Terapia da Homossexualidade).

Dr. Robert Spitzer declara ainda que pessoas suficientemente motivadas conseguem deixar a homossexualidade. A pesquisa foi apresentada na Associação Psiquiátrica Americana e publicada logo em seguida. (SPITZER, 2003, p. 403-417).

A Narth, composta por Ph.D.’s, apresenta uma riqueza de pesquisas e trabalhos mostrando a eficácia do que denomina terapia reparativa ou de reorientação sexual. Todos poderão acessar estes trabalhos através do seu site: www.narth.com

O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” AO “MOVIMENTO DE APOIO” AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE –
A SABOTAGEM DOS DIREITOS HUMANOS E CONSTITUCIONAIS_E À OMS.

Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” tentam invalidar as chamadas "terapias de reparação", negando o reconhecimento do apoio aos que desejam voluntariamente deixar a homossexualidade, levando pessoas que estão homossexuais, famílias, crianças e adolescentes em processo de desenvolvimento a acreditarem na fatalidade da imutabilidade da orientação homossexual. Isto, além de PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO, parece uma forma de enganar a sociedade brasileira e deveria ser elaborada uma legislação que punisse tais cidadãos – fica esta sugestão para os Ilmos. Senhores Deputados.

Nós, profissionais que lidamos com esta temática, entendemos que a homossexualidade é um comportamento de natureza complexa, com causas variadas e ainda não bem esclarecidas. Embora possa ser tratada, segundo a OMS, não consideramos correto, cientificamente, fechar posicionamentos rígidos sobre esta questão. Só precisamos garantir o direito de acolher/apoiar a estas pessoas que estão em estado de sofrimento. Penso que negar-lhes apoio ou desqualificar o seu sofrimento em nome do politicamente correto é uma CRUELDADE e uma VIOLÊNCIA sem IGUAL.

Também cabe a lembrança de que estamos na era da garantia dos Direitos Humanos e inclusão social. Faço minhas as palavras do Dr. Uriel Hercket quando diz que:

Este respeito deverá ser considerado em todas as direções e não só naquela que parece mais relevante para determinado grupo social.Assim, precisam ser respeitados também aqueles que diferem do padrão que se quer impor; no caso, aqueles que não desejam se adequar aquilo que se convenciona hoje como ‘politicamente correto’, com o assumir pura e simples da homossexualidade. (HERCKET, agosto de 2004)

Compreendo que pessoas que vivenciam a homossexualidade têm sofrido discriminações e diversas violências ao longo de suas vidas, mas não se resolve uma discriminação impondo outra.


A VIOLÊNCIA SOCIAL CONTRA A PESSOA QUE ESTÁ HOMOSSEXUAL, A REAÇÃO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” POSSIVELMENTE PELA SUA IDENTIFICAÇÃO COM OS AUTORES DA VIOLÊNCIA SOCIAL:

Em 2002, 189 pessoas devolveram-me um questionário visando a uma pesquisa exploratória que realizei com adultos para verificar as violências que haviam sofrido na infância e/ou adolescência e se percebiam os seus reflexos na vida adulta[8]. A agressão verbal e o abuso sexual foram igualmente as violências mais citadas pelo grupo dos que vivenciam/vivenciaram a homossexualidade. Também verifiquei que este grupo foi um dos que mais declarou ter sofrido diversas outras violências ao longo de suas vidas. Ficou confirmado em todos os grupos que os autores das violências são as pessoas da família e as ligadas afetivamente aos sobreviventes das violências.

O “movimento pró-homossexualismo” assemelha-se, pela sua própria história, a um movimento de revolta contra a família /sociedade brasileira; e o seu propósito aponta para a destruição da família constituída nos moldes tradicionais. Minha hipótese é que esta seja uma reação ao bullying[9] (conjunto de violências) sofrido ao longo de suas vidas, uma forma de identificação com os autores do bullying.

Parece que o “movimento pró-homossexualismo” está cometendo um erro no alvo da sua revolta. Tem disparado tiros para todos os lados e estes vêm atingindo, indevidamente, o “movimento de apoio”, que também não concorda com a violência social contra a pessoa que está homossexual. O “movimento de apoio” aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade (que inclui os profissionais da área da psicologia envolvidos nesse movimento) se dispõe a acolher os egodistônicos, isto é, os que “estão” homossexuais em estado de sofrimento. Estes fazem parte da minoria das minorias, razão pela qual me coloco ao lado destas pessoas porque elas sofrem discriminação e preconceito social muito maiores, inclusive por parte do “movimento pró-homossexualismo”, pois são vistos como traidores deste.

O EMPENHO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” E O SEU PROJETO DE DESCONSTRUÇÃO SOCIAL/HOMOSSEXUALIZAÇÃO DA SOCIEDADE:

O “movimento pró-homossexualismo” tem se declarado uma nova raça. Tenho lido alguns autores, trocado idéias com algumas pessoas e venho percebendo que o “movimento pró-homossexualismo” vem trabalhando ativamente contra os princípios cristãos. Rebela-se contra o cristianismo e declara a morte de Deus como forma de efetivar seu PROJETO DE DESCONSTRUÇÃO SOCIAL/HOMOSSEXUALIZAÇÃO DA SOCIEDADE.

Conforme palavras do antropólogo da UFRJ, Dr. Luiz Fernando Dias Duarte no Seminário de Religião e Sexualidade promovido pelo CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos/IMS/UERJ - e pelo ISER - Instituto de Estudos da Religião - no Rio de Janeiro, no dia 02/10/2003, o “movimento pró-homossexualismo” “tem assumido contornos de quase uma religiosidade”.


A VIOLÊNCIA CONTRA O MACHO HETEROSSEXUAL:

Sócrates Nolasco, Doutor em psicologia, realiza estudos sobre a violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais e faz um alerta quanto ao sistema sócio-político-cultural que vem sendo construído, em que o homem (macho e heterossexual) é apresentado como um ser violento, representante do próprio mal. Pautado em diversos autores, entre eles o francês Jean Baudrillard (considerado um dos mais provocativos pensadores da contemporaneidade), declara ainda que o homem heterossexual está sendo enfraquecido. Nolasco aponta os grupos feministas e o movimento ativista gay como possíveis responsáveis por detonar o homem neste momento da história mundial: “O homem heterossexual, considerado herdeiro direto do sistema patriarcal, foi colocado como inimigo do propósito de liberação sexual representado pelo movimento de mulheres e gays”. Também nos alerta para o perigo de a humanidade ser destruída, pois, se o homem heterossexual for destruído, toda a humanidade também o será, uma vez que a destruição do outro sempre gera a sua própria”. (NOLASCO, 2001, p. 187).


A UNIÃO DO MOVIMENTO FEMINISTA / MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO / REVOLUÇÃO CIENTÍFICA PARA O EXTERMÍNIO DOS HETEROSSEXUAIS:

Para Jean Baudrillard, não é casual a união entre o movimento feminista, o movimento pró-gay (ambos querem exterminar os homens heterossexuais do modelo patriarcal) e a revolução científica.

A primeira fase da liberação sexual envolve a dissociação da atividade sexual da procriação [...]. A segunda fase, na qual começamos a entrar agora, é a dissociação entre a reprodução e o sexo. Primeiro, o sexo foi liberado da reprodução; hoje é a reprodução que é liberada do sexo por meios de modos de reprodução assexuais e biotecnológicos, tais como a inseminação artificial ou a clonagem total do corpo. (BAUDRILLARD, 2001. p. 16).

A RECRIAÇÃO DO HUMANO SEGUNDO A IMAGEM E SEMELHANÇA DA MÁQUINA:

Jean Baudrilard entende que a morte de Deus (declarada por estes movimentos sociais) representa mais do que a eliminação do princípio religioso como um princípio de organização social, correspondendo à restrição do uso do universo simbólico ao tecnológico e ao mercadológico.

Temos então a recriação do humano segundo a imagem e semelhança da máquina. Surge o transexual, o transeconômico, o transgênico e o transestético como representações pós-modernas do sujeito contemporâneo. (BAUDRILLARD in NOLASCO, 2001. p. 115).


A PERSEGUIÇÃO DO CFP AOS PSICÓLOGOS

Fica a pergunta: Que razões teria um Conselho Profissional para desinformar a mídia e a população, especialmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade? Por que criar confusão e cerceamento de direitos entre os seus profissionais sob a forma de PERSEGUIÇÃO através de patrulhamento, intimidação, intolerância, preconceito, discriminação, exclusão e tentativa de impedir a livre expressão de opiniões, impedindo a liberdade científica? Por que obrigam pessoas e profissionais a acreditarem na fatalidade da imutabilidade da homossexualidade, impondo uma visão parcial dos fatos, de forma a calar as diferenças, promovendo a censura científica?


JUNHO de 1998:

Esta perseguição começou a partir do III ENCONTRO DO EXODUS BRASIL, em Viçosa, MG.

O Exodus teve início nos EUA (anos 70) e leva milhares de pessoas aos seus Congressos, desde as egodistônicas até as que se dispõem a apoiar a estas. Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” não queriam que o Exodus viesse para o Brasil porque o Exodus reúne milhares de pessoas em seus congressos, o que mostra que há um público que deseja e reconhece a necessidade deste trabalho, e os ativistas queriam impedir que este reconhecimento acontecesse no Brasil.

Por ocasião deste Encontro, os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” inflamaram-se e ameaçaram impedir o evento. Apareceram manchetes em jornais criticando o fato de “evangélicos quererem curar gays”, sob o argumento de que a OMS já não mais considerava a homossexualidade como doença.

Este jogo de palavras para criar confusão no meio do povo e aos pouco atentos da comunidade científica tem impedido os “egodistônicos” de receberem tratamento. No entanto, foi em meio a esta distorção que os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” fizeram uma denúncia ao CFP – Conselho Federal de Psicologia, dizendo que havia psicólogos presentes no III Encontro. O Conselho de Psicologia, então, chamou o Dr. “Catito” (um dos psicólogos presentes neste Encontro) para depor em Curitiba, sendo que nenhum desabono à sua conduta profissional foi encontrado.

Ficamos perplexos e sem compreender, na época, a reação do “movimento pró-homossexualismo” e do CFP. Se vivemos em um país democrático, onde os direitos constitucionais e humanos são respeitados e todas as pessoas são colocadas em posição de igualdade perante a lei, com liberdade de associação, de expressão científica, de pensamento e religiosa, não entendíamos o motivo da coação de um movimento social contra o outro.

22 de MARÇO de 1999:

Os ativistas do “movimento pró-homossexualismo” comemoravam a Resolução 01/99 do CFP-Conselho Federal de Psicologia - abertamente, nas salas de bate-papo gay, antes da própria categoria profissional ter conhecimento da mesma.

23 de MARÇO de 1999:

Todos os profissionais e “movimentos de apoio” foram surpreendidos com a Resolução 01/99 do CFP para PERSEGUIR os psicólogos, conforme declaração pública da Sra. Ana Bock à Revista Veja de 26 de abril de 2000, época em que foi presidente do Conselho Federal de Psicologia.

Se formos ver a definição do termo PERSEGUIÇÃO, verificaremos ser o ato ou efeito de oprimir, importunar, prejudicar, atormentar uma pessoa.

No meu entender, a motivação para a criação deste instrumento por si só já se constitui causa para a sua anulação (dos seus efeitos passados, presentes e futuros).

Além de sofrer PERSEGUIÇÃO em todos os espaços em que estou presente, seja em palestras ou em pronunciamentos na mídia, tenho recebido AMEAÇAS e PERSEGUIÇÃO CONCRETA do próprio CFP via sua Comissão Gestora da 5a. Região: acabo de responder, pela segunda vez, a uma notificação do CRP acionada pelo “movimento pró-homossexualismo”.

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA?

Tenho hipóteses para a motivação desta perseguição – suspeito de que se trata de perseguição religiosa, motivada pelo MOVIMENTO DA DESCONSTRUÇÃO SOCIAL - MOVIMENTO QUEER. O movimento da liberação sexual segue o movimento da desconstrução social, do qual o movimento pró-homossexualismo faz parte.
Como já vimos, o “movimento pró-homossexualismo” assemelha-se :
§ a uma religião e quer derrubar a religião instituída: o cristianismo (católicos e protestantes), que reúne a maioria dos adeptos, negando os efeitos da fé na recuperação das pessoas, fato já reconhecido pelos profissionais da área de saúde, poder público e OMS[10];
§ a um movimento ditador para desconstruir o instituído, que tem encontrado eco no meio acadêmico.
A maioria dos evangélicos omite a sua religião para conseguir a aceitação e o respeito dos colegas de classe nas universidades, especialmente se do curso de psicologia. Isto também ocorre com os católicos praticantes, embora com os cristãos evangélicos esta reação seja mais comum. Quando a fé cristã das pessoas é revelada, o BULLYING é disparado em forma de deboches, chacotas, desqualificação intelectual e brincadeiras diversas, causando constrangimentos inadmissíveis num momento da história do mundo em que tanto falamos em inclusão social e direitos humanos, liberdade religiosa e garantia destes direitos.


A SABOTAGEM DOS DIREITOS HUMANOS, DO DIREITO DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES e À OMS:
Suspeito ainda, que a PERSEGUIÇÃO do CFP/Comissão Gestora do Regional no Rio de Janeiro parece estar implícita na filosofia declarada do “movimento pró-homossexualismo”, já do conhecimento do próprio CFP e de sua Comissão Gestora do Regional do Rio de Janeiro, do Cons-Ciência Psi, dos amigos e os que fazem parte da minha mala direta de e-mails e até do MP-Ministério Público que nenhuma providência tomou até então.
Tem chamado a atenção das instituições de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade o fato de que, no mínimo, 85% das pessoas que procuram a sua assistência sofreram abusos sexuais na infância e/ou adolescência, parecendo contribuir para o desenvolvimento da homossexualidade de muitos clientes, a maioria do sexo masculino.

A ABRAPIA - associação brasileira multiprofissional de proteção à infância e à adolescência, declara que 50% das vítimas de abusos sexuais tornam-se autoras de abusos. (ABRAPIA , 2002, p. 7).

Esta pesquisa consta também do “Manual sobre crimes de abuso sexual infantil: para promotores de justiça”. Rio de Janeiro: PGJ, 2004, p. 9. Além do relato de que 50% dos que sofreram abusos tornarem-se autores de abusos sexuais, tal pesquisa mostra que somente 1 em cada 100 garotos têm o abuso sexual denunciado. Ainda assim, as estatísticas mostram que 1 em cada 4 meninos e 1 em cada 3 meninas são abusadas sexualmente antes dos 18 anos. Desta forma, a situação é mais séria do que podemos imaginar.

Se o “movimento pró-homossexualismo” declara que 10% da população brasileira “está homossexual”, podemos presumir que 85% dela pode ter sofrido abuso sexual e 42,5% é autora de abuso sexual, segundo a ABRAPIA e o Manual da Promotoria citados. Quantos milhões de brasileiros, que não receberam qualquer tratamento, podem ser autores de abusos sexuais? É só fazermos as contas.
Em pesquisas recentes, verifiquei que não é de hoje que se tem conhecimento de que a ILGA (sigla inglesa que significa Associação Internacional de Gays e Lésbicas) tem ligações com instituições pró-gays brasileiras e estas com a NAMBLA (sigla em inglês que significa Associação Norte Americana de Amor Entre Homens e Meninos), empenhados na promoção do "livre amor entre homens homossexuais e meninos".
No boletim de notícias da Comunidade Gay, há um artigo escrito pelo militante pró-gay Michael Swift (15-21 de fevereiro de 1987), que se proclama revolucionário gay. Este foi citado, resumidamente, por Júlio Severo (1998, p. 54), pesquisador do movimento homossexual, conforme a parte grifada abaixo; e em seu inteiro teor no livro “Educando Meninos”, de James Dobson (2003, p.136-137).

"Nós sodomizaremos seus filhos, emblemas de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los nas escolas, nos dormitórios, nos ginásios, nos vestiários, nas quadras de esportes, nos seminários, nos grupos de juventude, nos banheiros dos cinemas, nas casernas do exército, nas paradas de caminhões, nos clubes masculinos, nas casas do Congresso, onde quer que homens fiquem juntos com homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados e cumprirão nossas ordens. Serão refeitos à nossa imagem. Irão ansiar por nós e adorar-nos.
Todas as leis que proíbem a atividade homossexual serão revogadas. Em vez disso, serão expedidas leis que produzam o amor entre homens. Todos os homossexuais devem unir-se como irmãos; devemos nos unir artística, filosófica, social, política e financeiramente. Só triunfaremos quando apresentarmos uma face comum para o odioso inimigo heterossexual.

Todas as igrejas que nos condenam serão fechadas. Nossos únicos deuses são os jovens bonitos. Aderimos a um culto de beleza, moral e estética. Tudo o que é feio, vulgar e banal será aniquilado. Desde que estamos afastados das convenções heterossexuais da classe média, temos liberdade para viver de acordo com os ditames da pura imaginação. Para nós demais não é suficiente.
Seremos vitoriosos porque estamos cheios da amargura feroz dos oprimidos, forçados a desempenhar partes aparentemente diminutas em seus tolos espetáculos heterossexuais através das idades. Nós também somos capazes de disparar armas e guarnecer as trincheiras da revolução final.

Tremam porcos heterossexuais, quando aparecermos diante de vocês sem máscara." (SWIFT, 1987). Grifos meus.

Esta parece ser a filosofia do “movimento pró-homossexualismo”, que tem se concretizado através das ações deste movimento junto ao poder público, especialmente o legislativo, CFP e sociedade brasileira, utilizando, em especial, o poder da mídia para a difusão dos seus intentos.



Estará o CFP e sua Comissão Gestora no Regional do Rio de Janeiro/ “movimento pró-homossexualismo” de acordo com a Filosofia pró-gay/NAMBLA? Os Senhores, aqui, presentes concordam com o abuso sexual de crianças e adolescentes?

O “movimento pró-homossexualismo” parece estar investindo na sabotagem dos direitos humanos, especialmente dos da criança e do adolescente. Aqui no Brasil, parece que os grupos a favor da proteção das crianças e adolescentes em situação de risco ainda não perceberam este fato.

Vários estudiosos e instituições internacionais já têm estado atentos ao movimento “pró-homossexualismo”, como por exemplo: VIDA HUMANA INTERNACIONAL; FAMILY RESEARCH; os profissionais ligados à ACUPS - Associação Cristã Uruguaia de Profissionais da Saúde e os autores citados.


CONCLUSÃO

Quando recebi o boletim eletrônico da ACUPS, datado de fevereiro de 2004, foi que ampliei a minha compreensão acerca da possível motivação da PERSEGUIÇÃO DO “MOVIMENTO PRÓ-HOMOSSEXUALISMO” VIA CFP E SUA COMISSÃO GESTORA NO RIO DE JANEIRO AOS PSICÓLOGOS DO MOVIMENTO DE APOIO AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE. Este boletim tratou do abuso e da exploração sexual contra a criança e o adolescente, fazendo referência à ligação entre ILGA e NAMBLA. Como já vimos, a OMS não impede o tratamento dos que vivenciam a homossexualidade, segundo apregoa o “movimento pró-homossexualismo”, o CFP e sua Comissão Gestora no Regional do Rio de Janeiro. O que se pretende é que seja construída uma nova teoria (teoria QUEER) e que a primeira seja desconstruída e isto pode incluir a legalização do abuso sexual e da exploração sexual das crianças e dos adolescentes.

A ABRACEH, síntese do “movimento de apoio” no Brasil, tem sido PERSEGUIDA e desqualificada pelo CFP e pelos ativistas do “movimento pró-homossexualismo”, possivelmente:

por ter sido fundada por mim, profissional da área de psicologia que defende o direito das pessoas em estado de sofrimento (egodistônicas) de receberem tratamento, apoio e compreensão;
por também valorizar os princípios cristãos;
além de prever trabalhos preventivos, assistenciais e de proteção também para a criança e o adolescente em situação de risco, especialmente às vítimas do abuso e exploração sexuais.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ABRAPIA. Coleção Garantias de Direito:Nº 3. Abuso Sexual: Por que?! Quem?!, O Que?! - Mitos e Realidade. Autores & Agentes & Associados, 1a. ed, Petrópolis, RJ, 1997.
ACUPS - Associação Cristã Uruguaia de Profissionais da Saúde. Boletim Eletrônico de Fevereiro de 2004 (http://www.chasque.net/acups / acups@chasque.net)
BAUDRILLARD, Jean. A Ilusão Vital. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001.
- Simulacros e Simulações (1991); Tela Total (1997) A Transparência do Mal (1992). In: NOLASCO, Sócrates. De Tarzan a Homer Simpson; banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro, Rocco, 2001.
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DOBSON, James. “Educando Meninos”. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, Editora Saraiva, 8a. edição, atualizada e ampliada, 1998.
EXODUS AMERICA LATINA: www.exoduslatinoamerica.org
EXODUS BRASIL: exodus.org.br
EXODUS GLOBAL ALLIANCE: www.edodusglobalalliance.org
EXODUS AMERICA DO NORTE: www.exodus.to
JUSTINO, Rozangela Alves e CASTRO, Sylvanir. As Violências Sofridas na Infância e/ou Adolescência e os seus Reflexos na Vida Adulta. PUC-RJ – disciplina ministrada pela profa. Irene Rizzini: Introdução ao Debate e aos Estudos sobre Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes. Rio de Janeiro, 2002.
MANUAL SOBRE CRIMES DE ABUSO SEXUAL INFANTIL: para promotores de justiça. Rio de Janeiro: PGJ, 2004.
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NETO, Aramis A. Lopes e SAAVEDRA, Lúcia Helena. Diga não para o Bullying – programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes. Rio de Janeiro: ABRAPIA, 2003.
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OMS- Organização Mundial de Saúde: www.who.int/about/en/
SEVERO, Júlio. O Movimento Homossexual - sua história, suas tramas e ações, seu impacto na sociedade, seu impacto na igreja , Minas Gerais: Betânia, 1998.
SPITZER, Robert L. Can some gay men and lesbians change their sexual orientation? 200 participants reporting a change from homosexual to heterosexual orientation. Archives of Sexual Behavior, volume 32, Issue 5, october 2003.

[1]Artigo produzido em 19/08/2004, revisado em set/05 e em julho de 2006.
[2] Psicóloga graduada em dez/1981, CRP 05/4917, especialista em psicologia clínica e escolar/educacional, com formação em psicodrama, psicopedagogia e treinamento em EMDR (terapia do estresse pós-traumático); cursou a especialização em atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica/social.
[3] queer significa estranho, esquisito, contra, oposição a todos os conceitos, valores e normas sociais.
[4] Passarei a denominar o “movimento pró-gay” como “movimento pró-homossexualismo” por entender que esta seja a melhor expressão para designar este movimento social e por não concordar com a filosofia do “movimento da livre expressão da orientação sexual/diversidade sexual”, que luta para que todas as formas de expressão sexual sejam aprovadas por leis e pela sociedade, e o homossexualizar a sociedade , ou seja, promover o homossexualismo, parece ser apenas o primeiro passo deste movimento, como veremos no decorrer do meu discurso.
[5] Apoiei a implantação da missão - Grupo de Amigos - GA (RJ) – nos seus primeiros quatro anos; e também a do escritório do Exodus no Brasil, do qual fui coordenadora de nov/1998 a jan/2002. Exodus é a maior rede de apoio mundial a pessoas e instituições de apoio aos que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade, que teve início nos EUA, em 1976, e tem escritórios em todo continente formando o Exodus Global Alliance, com sede no Canadá. Em jan/2004, fundei na cidade do Rio de Janeiro a ABRACEH-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE APOIO AOS QUE VOLUNTARIAMENTE DESEJAM DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE, hoje, denominada ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA..
[6] O termo “transtorno” é usado “... para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais”.(CID 10, p. 5).

[7] Doutor em Psiquiatria, assessora o CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos.
[8] Esta pesquisa foi realizada por mim em conjunto com a colega Sylvanir Castro, em 2002, por ocasião dos estudos na PUC-RJ para a disciplina: Introdução ao Debate e aos Estudos sobre Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes, ministrados pela profa. Irene Rizzini. O resultado desta pesquisa foi apresentado no III Fórum Social Mundial em Porto Alegre e a sua síntese foi publicada no Boletim de Psicoteologia do CPPC- Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, 1º semestre 2003 – Ano XVI – nº 33; também foi apresentada em forma de painel no Seminário de Direitos Humanos promovido pelo CFP, no DF, em dez/2002.
[9] Bullying é uma palavra inglesa que identifica, praticamente, todos os maus comportamentos, não havendo termo equivalente em português. “Bully” é traduzido como brigão, valentão, tirano e como verbo significa tiranizar, oprimir, amedrontar, ameaçar, intimidar, maltratar. Bullying são atos agressivos, repetidos contra os pares quando ainda não tinham como se defender. Podem ser atos físicos, verbais, diretos ou indiretos através de e-mail, celular, exclusão, deboches e ridicularizações de forma indireta, etc.
A forma mais comum é colocar nomes e apelidos, seja na escola, no play, vizinhança, nos corredores e banheiros da escola, na sala de aula, na universidade, nos estabelecimentos de formação de militares ou religiosos e no trabalho. O bullying pode levar à baixa auto-estima, falta de confiança em si próprio, ansiedade, depressão, somatização, tentativas de suicídio e suicídio consumado. O sofrimento é maior quando a vítima sofre calada ou não tem a quem recorrer ou quem possa lhe oferecer ajuda, defendendo-a, ou as tentativas de defesa não foram suficientes para ajudá-la e continuava a sofrer o bullying.
Os autores do bullying estão mais comumente associados a comportamentos delinqüentes. Algumas situações já amplamente noticiadas em que alunos armados invadiram suas escolas e atiraram contra colegas e professores, alguns desses jovens eram sabidamente vítimas de bullying que para combater o poder que os fazia sucumbir recorreram às armas. Em quase todos os casos não havia alvo específico. Parece que o real desejo deles era o de “matar a Escola” e todos que lá estivessem porque todos os viram sofrer e nada fizeram para protegê-los. (NETO e SAAVEDRA, 2003)


[10] Segundo a médica, Dra. Mannoum Chimelli, a definição mais moderna de saúde inclui o bem-estar espiritual devido à observação de pacientes que, por possuírem FÉ em Deus, reagem muito melhor às enfermidades. A definição de saúde, segundo a OMS é: “completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doenças" - v. site: www.who.int/about/en/. Independente de a homossexualidade ser considerada doença ou não, a pessoa poderá não ser considerada saudável se não estiver bem em todas as suas dimensões, inclusive na social/espiritual, não só na dimensão fisiológica. No site http://personales.ya.com/erfac/derec2.htm podemos observar a definição: “saúde é o estado absoluto de bem-estar físico, mental e social, sem distinção de religião, credos políticos e classes sociais”, conforme direito à saúde definido no Congresso de Constituição da OMS, em 7 de abril de 1948.

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