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9.10.10

VIDA HUMANA E POLÍTICA - Não para DILMA

Não podemos deixar o nosso povo ser enganado pela propagando oportunista do PT. Dilma, não!

VIDA HUMANA E POLÍTICA


Ogeni Luiz Dal Cin*
oldalcin@terra.com.br


Volta o debate da liberação do direito de matar os nascituros humanos (eufemismo: aborto), colocando políticos em maus lençóis ao julgarem que a população seria indiferente ou que a satisfação material abafaria qualquer insurgência. O grito da vida, por enquanto, prevaleceu sobre os meros interesses eleitoreiros de poder.


Sendo direto, o aborto é sempre morte real, física, concreta, individual. E, no caso, trata-se de vida humana. Colocar o aborto como um direito à vida é o mesmo que afirmar que o branco e o preto são sinônimos, cada um escolhe o que melhor lhe convém. Somente uma visão daltônica da vida é que pode igualar a vida à morte. O matar não é vida, não traz a vida, traz a morte. Os eufemismos casuísticos dos ‘abortistas’ (os que defendem o aborto) enfeitam o aborto como a mais elevada conquista da civilização, o direito mais nobre, principalmente para as mulheres. A dignidade está em matar, não em salvar, em cuidar, em amar, civilização da morte. Muitos políticos são obreiros dessa empreitada, por interesse próprio ou por encomenda.


Sem vida, não há direitos. Apenas reações físico-químicas. Então a pergunta, em torno da qual gira toda a questão: Quando começa a vida humana? A ciência não concorda que é no momento da concepção? E os direitos à vida decorrem dela ou do tempo dela? É o tempo (o vir à luz), não a vida, o gerador de seus direitos? – Quem é o senhor do tempo para definir qual o tempo dos direitos? E na velhice não pode haver um novo tempo de morte? E outros. Alguns confundem o início da vida com uma questão de fé. Os materialistas- ateus têm uma fé muito mais ferrenha, ditatorial, fechada que qualquer outra fé deísta e rebelam-se com a entrada da discussão do aborto na política. É seu dogma, não querem discutir. E se dizem democráticos.


O Estado não faz o tempo, atua no tempo. O Estado não faz a vida, mas deve reconhecê-la e defendê-la. Com o início da vida nasce o seu tempo e o Estado faz-se servidor dessa vida.


A ciência não faz o tempo e nem a vida, mas pode explicitar a causa a partir da qual a vida biológica se inicia. A ciência não pode dizer mais do que aquilo que verdadeiramente é ciência, isto é, provado experimentalmente o começo da vida biológica, que, aliás, só pode ser humana. E, ainda assim, a ciência é sempre provisória, sempre sujeita a reformar-se incessantemente. Mas a vida, enquanto valor axiológico, transcenderá sempre a ciência, pois a ciência não é a única forma de conhecimento e a vida não se reduz a um só conhecimento mutante.


Os ateus-materialistas, que não representam 10% da população, acusam-nos de que tratamos do aborto como uma questão de fé, e por isso temos compromisso com a vida desde seu início natural. Os que defendem o aborto não acreditam em nenhum Deus, mas têm fé de que a vida humana pode ser destruída como um dos direitos dos que matam. Não há outra explicação a não ser a fé nos seus pressupostos metafísicos para colocar a morte do outro como um direito meu. É fé, sim. Os mais de 90% da população têm outra fé. Mas não precisamos ficar no terreno da fé. Há um direito natural, formulado há mais de dois milênios, que dá suporte e sustentação metafísica em favor do direito inalienável da vida humana, desde o início de seu ser. Além do direito natural nós temos uma fé de valorização da vida humana, como filha de Deus, tanto que tudo deve ser colocado a serviço da vida e não da morte. Sobre esses valores é que nossa cultura foi gerada, nosso ser ganhou alma. A defesa da vida é uma exigência cultural. Não podemos ficar em paz com políticos que de repente passam a dizer-se a favor da vida só para ganhar votos, estão cegos pelo poder, não amam a vida.


Se uma minoria de menos de 10%, esteja parte na mídia ou não, pode reduzir os valores do debate político, escondendo o que é o aborto em todas as dimensões, então podemos dizer que a Democracia corre perigo. Por que a maioria não tem direito de saber o que seus representados pensam e vão fazer a respeito de assuntos muito caros, como a vida? - Por essa posição fica claro que a vontade da sociedade não tem valor nessa democracia de uma minoria que se acha ‘iluminada’ e cultua o aborto como um troféu, desmanchando-se em desculpas para justificar os que de última hora não são mais a favor do aborto. Democracia e mentira não se mesclam, pois o povo nunca pode ser enganado.


*Advogado e filósofo



Autorizada ampla divulgação

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